Gabriel Canella: “Reality Z critica o individualismo em tempos que precisamos de respeito ao próximo”

No elenco da nova série de zumbis da Netflix, ator relembra atuação em Êta Mundo Bom! e planeja peça


  • 06 de junho de 2020
Foto: Divulgação


Gabriel Canella vive um momento frutífero na carreira. O ator faz parte do elenco da nova série da Netflix, Reality Z, que mistura o tema dos realities ao já consagrado universo dos zumbis, com estreia em 10 de junho. “É um marco na minha carreira”, constata. Na TV, ele pode ser visto também no Vale a Pena Ver de Novo, como o personagem Vermelho de Êta Mundo Bom!, que trabalha no Dancing de Dona Paulina (Suely Franco).

Com muitos trabalhos nos palcos, o ator é um dos membros do Studio Casa, associação de atores profissionais inspirado no The Actors Studio, que tem como objetivo pesquisar e desenvolver o method acting no Brasil. Ele também está produzindo o espetáculo Lockdown, com texto de Herton Gustavo. “A peça se passa nesse momento de pandemia e trata das relações dialogando de forma intertextual com o Bonde Chamado Desejo”, conta.

REALITY Z

Na nova série da Netflix, Gabriel vive Marcos. O personagem participa de um reality chamado Olimpo, no qual tem um comportamento egoísta e agressivo com os demais participantes, e com Veronica (Nathalia Rosa) com que namora na trama. Porém, na sequência dos episódios, o público poderá ir descobrindo a verdadeira índole do personagem, na medida em que a máscara machista e violenta vai dando lugar a um comportamento mais humano e nobre.

“Esse trabalho é uma grande ousadia dos diretores Cláudio Torres e Rodrigo Monte que me convidaram para interpretar Marcos, personagem de grande importância na trama e que exigiu muito de mim. Ele tem uma personalidade complexa, e é o oposto de mim em vários sentidos. Adorei participar da série sobretudo porque ela faz uma crítica ao individualismo e estreia justamente quando vivenciamos esse momento de pandemia, no qual, mais do que nunca, precisamos de respeito ao próximo. Aliás, generosidade foi a palavra chave dos diretores e da equipe durante as gravações. Clima fundamental para que eu pudesse fazer a sofisticada curva dramática que meu personagem exige. Ao final, Marcos tem uma grande virada que precisava ser construída com muita verdade.”

ÊTA MUNDO BOM!

“Essa novela é um talismã na minha trajetória e o meu segundo trabalho com o autor Walcyr Carrasco, fiz também Alma Gêmea. A volta ao ar numa trama que foi recorde de audiência na época e vem batendo todos os recordes novamente é maravilhoso. O personagem Vermelho, uma referência ao fato de eu ser ruivo, também me desafiou muito, mas de uma outra forma. Na época, estava em cartaz com uma peça importante: Hamlet ou Morte. Com esse trabalho, ganhamos o prêmio Cenym de melhor grupo teatral. E também estava filmando um longa que ganhou muitos prêmios internacionais, além de me dar meu primeiro prêmio de melhor ator em festival fora do Brasil. Fazer tantos trabalhos de peso ao mesmo tempo foi uma história de superação na minha vida. Me lembrei de uma frase: ‘sou brasileiro e não desisto nunca’. E como artista continuarei firme em minha determinação de valorizar a arte brasileira.”

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