Vitória Strada, a Cris: “Aprendendo a sentir mais com o coração”

Ela diz crer no amor da personagem por Alain e Danilo, e está curiosa com vinda de Daniel


  • 03 de fevereiro de 2019
Foto: Reprodução Instagram


Por Luciana Marques

A trama Espelho da Vida em breve vai mostrar um dos momentos mais esperados: a chegada de Daniel (Rafael Cardoso), a reencarnação de Danilo (Rafael Cardoso), à Rosa Branca. Assim como o público, Vitória Strada, intérprete da Cris Valência e de Julia Castelo, está na expectativa. “Eu também fico pensando, será que a Cris vai encontrar ele e os dois vão sentir a mesma coisa que sentiram no passado?”, questiona a atriz.

Assim dá para perceber que nem a protagonista sabe o que a autora Elizabeth Jhin está preparando para esta reta final da novela. Indagada também sobre para qual casal torce, #Crislain, Cris e Alain (João Vicente de Castro), #Junilo, Julia e Danilo, agora #Dancris, Daniel e Cris, Vitória diz ter a sua visão dos fatos, por viver tão intensamente essa história. “É difícil dizer... Sendo muito sincera, eu acredito nesses dois amores”, ressalta.

Na entrevista, essa jovem de 22 anos, que em sua segunda novela – ela fez Tempo de Amar, em 2017 -, vive a segunda protagonista, e já é uma das atrizes mais promissoras da Globo, fala também sobre o que tem mais aprendido com a trama: "Ser menos racional".

Cris (Vitória Strada). Foto: Globo/João Miguel Júnior

Como você tem visto esse momento da novela?

Continuo na expectativa... Esses dias me falaram que faltavam dois meses para acabar, mas eu disse que ainda tem tanta coisa para acontecer. Eu continuo na mesma empolgação de pegar os blocos de capítulos para ler, mas também acho que é uma novela que poderia ser uma série. Ela é cheia de acontecimentos, a gente sempre quer saber o que está por vir, é muito gostoso tanto de ler, quanto fazer.

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Você interpreta três personagens, como faz para diferenciar uma da outra?

É bem complicado, tive que realmente me dividir esse ano e ano passado. Mas confesso que, às vezes, a Vitória fica perdida. Atualmente eu me acho mais nos meus personagens do que na Vitória. Está sendo um desafio grande, porque é muito complexo contar essa história de vários ângulos. Uma visão da Cris, uma visão da Cris fazendo a Julia, é uma confusão deliciosa.

E de quem você gosta mais, da Julia ou da Cris?

Ah, eu digo que são lados da mesma pessoa, porque a Cris quando vai para o passado, é a consciência dela descobrindo essa menina. E de repente ela começa a sentir o que essa menina sentiu, porque foi ela no passado. Então não conseguiria dizer quem eu gosto mais, são várias versões da mesma menina, ela vivendo coisas diferentes, em vidas diferentes, num processo de evolução em que ela está. Então, em algum lugar não deixa de ser a Cris. Acho isso o mais lindo.

E o legal é que o pai, vivido pelo Felipe Camargo), e a mãe, papel de Julia Lemmertz, por exemplo, são os mesmos no passado e no presente, né?

Por isso acho essa novela muito linda porque, independente da crença, da fé, da religião, a gente aprende muito com a trama. Se a gente pensar que pode ajudar os outros a evoluirem, fazer o bem para os outros, a gente se sente melhor, está aprendendo. E cada um tem a sua história. Na novela ela descobre quem foi ruim no passado, quem está tentando evoluir...

Danilo (Rafael Cardoso) e Julia Castelo (Vitória Strada). Foto: Globo/David Pollak

E agora todo o mundo está na expectativa do encontro da Cris com o Daniel. O Rafael Cardoso diz que não tem mais para ninguém, que o Alain perdeu...

Ai, eu não sei como vai ser tudo isso, estou muito na expectativa também. Vou acompanhando tudo como se fosse uma grande novidade, quase como o público. Eu não tenho uma torcida com quem eu quero que ela acabe. Inclusive vejo muitos grupos de quem torce para o Alain, para o Danilo, e agora para o Daniel. E eu vivo tudo isso tão intensamente, que eu entendo isso de várias maneiras.

Explica mais isso pra gente...

Eu entendo que o Alain é um cara que está evoluindo muito, errando, tentando acertar. Acho que a Cris tem esse pensamento em relação a ele também, um olhar de compaixão, de ver que ele é um cara que quer fazer o certo mesmo que por caminhos tortos. Então tem esse amor muito grande que ela tem pelo Alain. E o amor tem várias formas. Quando ela encontra o Danilo no passado, ela sente algo que nunca sentiu, um amor muito diferente, puro. E agora eu também não sei dizer como vai ser o sentimento da Cris quando ela encontrar esse Daniel. Eu também fico pensando se vão sentir a mesma coisa do passado. Porque apesar de eles terem vivido uma vida passada, a história deles nos dias atuais é uma história diferente, são criações diferentes. Então, como vai ser? Eu também tenho essa expectativa.

Mas quem você, Vitória Strada, como telespectadora, shipparia?

É difícil, sendo muito sincera, porque eu acredito nesses dois amores. Eu sou libriana, então eu, Vitória, penso sempre nos dois lados. Tem o meu lado romântico que acredita nesse amor puro, lindo, mas também tem o meu lado que acredita nesse amor que um aprende com o outro e os dois podem evoluir juntos. Então, eu realmente não sei... Só sei que eu, Vitória Strada, estou sem nenhum amor agora. No momento, eu amo pela Cris...

Cris (Vitória Strada) e Alain (João Vicente de Castro). Foto: Globo/João Miguel Júnior

Você iria tão fundo quanto a Cris reviver o passado?

Eu acho que as justificativas da Cris para ter vivido tudo isso são muito claras. Ela teve medo no início, mas as coisas foram acontecendo de forma tão intensas, que ela não teve como fugir. Me colocando no lugar dessa menina, se fosse possível realmente ultrapassar um espelho e voltar para o passado, acho que teria essa curiosidade também. E acho que é muito mais do que descobrir a própria história.

Como é para você, em sua segunda novela, atuar com grandes nomes da dramaturgia?

Aprendo diariamente. A Suzana Faini (Guardiã) é uma atriz que eu não tenho palavras, às vezes ela se sente insegura e eu fico pensando: ‘Como assim?’. A Irene Ravache (Margot/Hildegard) é minha melhor amiga aqui, um grande presente que ganhei esse ano. A Julia Lemmertz (Ana/Piedade) é minha família praticamente, a gente tem um relacionamento de família. É um presente, não só contracenar, mas a experiência de estar com essas pessoas.

E pessoalmente, o que você mais tem aprendido, até em relação ao espiritismo, tudo o que você tem vivido ali?

Eu aprendo muito, essa crença de ajudar o outro eu já tinha. E eu acho que, além de aprender com a novela, eu tenho evoluído muito, mas de uma maneira diferente. Eu sempre fui muito racional, de esquematizar, de racionalizar, de por em prática. Às vezes, até deixando de lado o meu coração para me dedicar ao meu trabalho. Só que eu me deparei com um trabalho que me faz agir com o meu coração. Então muito mais do que colocar em números, em listas o que eu estou aprendendo, eu estou aprendendo a sentir mais.



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