Verão 90: Diego toma uma atitude corajosa e emociona os pais

Sérgio Malheiros cita a importância de se falar de racismo através do personagem


  • 17 de fevereiro de 2019
Foto: Reprodução Globo


O jovem Diego (Sérgio Malheiros), que já enfrentou preconceito em algumas cenas, vai ter uma história bem bacana na trama de enfrentamento ao racismo.

E essa decisão dele, de lutar contra o preconceito, inicia agora. Depois quando ele iniciar a sua história de amor com Larissa (Marina Moschen), o assunto também estará presente.

Essa sequência irá ao ar no dia 18 de fevereiro.

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DIEGO QUANDO O PAI PEDE PARA ELE SE VESTIR MELHOR: “PAI, EU NÃO TENHO QUE FICAR ME FANTASIANDO DE MAURICINHO PRA NÃO SER PARADO PELA POLÍCIA”

Janice (Claudia Ohana) e Otoniel (Val Perré) conversam em sua casa com Dandara (Dandara Mariana). Logo a dançarina quer saber de Diego. “Ele ainda tá chateado com que rolou ontem?”, pergunta ela. “E o que foi que rolou ontem?”, fala Janice, preocupada. “Ontem o nosso ônibus foi parado numa blitz e o policial foi mó grosso com o Diego, jogou as coisas da mochila dele no banco, mó baixo astral...”, conta Dandara.

“O menino indo pra faculdade e tendo que passar por isso!”, lamenta Janice. “É toda hora isso, tia! As vezes mandam a gente descer do ônibus sem ninguém ter feito nada. E não é só com a galera aqui, não... Um amigo meu, negro como eu e Diego, mora ali na Selva de Pedra... Os pais têm grana... Vira e mexe os canas implicam com ele. Cara de pivete, é o que eles dizem...”, conta Catraca (Orlando Caldeira).

Um pouco mais tarde, Diego chega em casa e comenta a sua decisão aos pais. “Trancar a faculdade, filho? Como assim?”, se choca Janice. “Mãe, administração nunca teve a ver comigo. Eu forcei a barra. E de uns tempos pra cá, eu tenho repensado um monte de coisa na minha vida. Ontem mesmo eu levei uma dura...”, lembra ele. “A Dandara nos contou”, fala Janice.

“Eu sempre te falo, filho, você precisa se vestir um pouquinho melhor, fica usando essas bermudas de surfista”, diz Otoniel. “Pai, eu não tenho que ficar me fantasiando de mauricinho pra não ser parado pela polícia! E não foi uma dura, nem duas. Toda a hora acontece. Eu posso tar indo pegar onda, indo pra faculdade... Posso tar indo pra igreja! Os caras olham pra mim e acham que eu sou trombadinha. É estranho crescer com o mundo te dizendo que você tem cara de bandido!”, brada ele.

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As palavras de Diego calam fundo em Otoniel. “Mais um motivo pra eu insistir tanto pra você ter estudo, meu filho”, diz ele. “Pra eu ser um negro que conseguiu estudar? É pouco pra mim! Tem uma mudança aí no ar, pai! Dá pra sentir! Na África do Sul o apartheid tá por um fio! Ano passado teve aquele filme... Do diretor americano novo, sabe? O Spike Lee? “Faça a coisa certa”... Vocês tinham que ter assistido!”, fala o jovem.

“Lá nos Estados Unidos é diferente, eles são mais intolerantes”, ressalta Otoniel. “Não são! Quem acha que o racismo aqui é tranquilo é porque não sente na pele, ou porque tá conformado com a situação”, rebate Diego. “Eu me esforcei tanto pra você não ser um menino revoltado”, diz Otoniel. “E eu não sou, pai! Mas tapar sol com peneira também não adianta. Ser parado em dura, ver madame atravessando a rua com medo de passar do meu lado é a minha história... Não dá pra negar o que a gente é!”, fala ele.

E Diego continua falando antes de revelar a sua decisão. “Você fez o que achava certo: trabalhou pro seu filho “ser alguém na vida” e, então, andar de cabeça erguida. Eu quero fazer o que eu acho certo: batalhar pros meus filhos nascerem sabendo que já são alguém na vida... E andarem sempre de cabeça erguida”, ressalta o jovem. “E você vai fazer isso parando de estudar?”, pergunta Janice. 

"Eu disse que ia trancar administração, não parar de estudar. Eu vou meter a cara e vou passar pra direito. Eu quero entender o que tá acontecendo no mundo e fazer parte disso”, conta ele. Otoniel troca olhares com Janice, emocionado. “Não é que nosso menino virou um homem, Janice?”, fala Otoniel.

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SÉRGIO MALHEIROS: “É UM PRESENTE EU RECEBER ESSE MEGAFONE PARA FALAR SOBRE RACISMO NO BRASIL”

Longe das novelas desde Malhação: Pro Dia Nascer Feliz, em 2016, Sérgio Maheiros festeja a oportunidade de estar dando vida ao gente boa e batalhador Diego. “A família dele é muito pra frente, feliz, assim como os anos 90. Um momento de muita alegria, empolgação. E essa novela mostra um pouco isso, dessa alegria de viver, do positivismo”, disse o ator, em participação no programa Encontro com Fátima Bernardes.

Sérgio comenta ainda importância de se falar sobre racismo através do personagem. “As autoras Izabel de Oliveira e Paula amaral me deram um presente, esse megafone para falar sobre racismo no Brasil. E o Diego é um cara que não aceita as situações de preconceito que o jovem negro passa todo o dia. E decide fazer algo contra isso. Ele entra na faculdade de Direito e acredita que através da lei, ele pode defender os seus”, conta o ator.

Na novela, o que muitos fãs já aguardam é a aproximação de Diego com a patricinha Larissa (Marina Moschen). E isso não deve demorar a acontecer. Após alguns estranhamentos, eles começam a se observar com outros olhos na faculdade. E será uma linda história de amor...



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