“Topíssima” Camila Rodrigues: “Há personagens que te tocam diferente, a Sophia é isso”

Atriz se vê na empoderada protagonista da trama e ressalta que o importante é ser livre


  • 22 de maio de 2019
Foto: Walter Lobato


Por Luciana Marques

*Veja a entrevista completa, no vídeo abaixo.

Camila Rodrigues já vem literalmente “reinando” na tela da Record TV desde o megassucesso como a Nefertari, de Os Dez Mandamentos. Mas pelo o que se viu na estreia de Topíssima, nesta terça-feira, 21, vem aí um outro marco em sua carreira. A cada aparição da atriz na pele da empoderada empresária Sophia, as redes sociais piravam. E mais, ela vem mostrando uma linha cômica ainda não conhecida pelo público da TV. “Ela me dá todas as possibilidades do mundo”, diz.

Camila lembra que se desesperou quando soube, há cerca um ano, que a novela havia sido cancelada. “Eu dizia, pelo amor de Deus, preciso muito fazer essa personagem, tem muito a ver comigo, é muito o momento em que eu quero falar sobre isso. Tem personagens que te tocam diferente, e ela é isso. Ela é feminista, empoderada, faz o que quer, mas sem nunca passar por cima dos outros”, conta.

A química da atriz no ar com Felipe Cunha, que vive o Antonio, seu par romântico, já deu liga pelos comentários fervorosos nas redes sociais.

Na última vez que conversamos você disse que quando leu o roteiro pela primeira vez, nunca tinha visto uma personagem tão parecida com você. Por quê? Ela é livre, fala o que quer. Não tem muito filtro e às vezes chega até a ser um pouco grosseira, e isso acontece comigo também. Tem dias que falo alguma coisa e depois penso: ‘Ih, acho que fui direta demais’. A Sophia é diretona, mas não é por maldade, é porque não tem tempo a perder. Ela é mimada, ao mesmo tempo é uma mulher incrível, ao mesmo tempo uma criança e um mulherão extremamente responsável, que trabalha muito. Todas as possibilidades estão nessa mulher e o que mais me encanta é isso. Não sou tudo isso ao mesmo tempo, mas sou bem parecida.

Topíssima traz um quê feminista, mostra os conflitos da mulher moderna. Você acredita que essa mensagem precisa ser passada para todas as mulheres, feministas ou não? O feminismo da trama é o da liberdade. Não é o que você precisa fazer, é o que você quer fazer. E Sophia está aí para isso. A gente precisa lutar, nos colocar, nos impor porque sabemos como é o mundo, e a personagem vai quebrar essa barreira.

A novela vai ter um tom de humor, você já tinha feito algo mais nessa linha do cômico, curte fazer? Em televisão muito pouco, no teatro tinha feito mais, e é uma coisa que eu gosto e as pessoas não sabem que faço. Eu não sou comediante, mas gosto de fazer comédia. A Sophia me dá todas as possibilidades do mundo. Às vezes, eu, Camila, tenho quebras, reações diferentes, e posso colocar na personagem.

O que o público pode esperar do casal Sophia e Antonio? Acho que começa pela personalidade dos atores. Eu tenho uma personalidade explosiva, sou elétrica. O Felipe (Cunha) é mais tranquilo, outro ritmo. Acho interessante essa junção de energia. A questão social é muito importante para os personagens, e principalmente a parte sexual também. Sophia é a força da relação, ela fala mesmo, o papo dela é direto. Antonio é mais conservador. Ela sempre se envolveu com homens que estavam interessados no status dela, no poder, na posição, e ela conhece um cara que não está nem aí para isso. ‘Como assim? Se todos os outros eu consegui, como com ele não?’. Acho que essa pulga atrás da orelha, esse mistério que ele causa nela é o que faz ela querer mais.

Você teria uma postura como a dela? Eu já tomei bastante iniciativa, não tenho o menor problema em relação a isso. Eu sou bem direta mesmo, e já recebi ‘não’. A pessoa tem o direito de não querer. Não me senti nenhum pouco rejeitada.

Esse amor, esse encontro com o Felipe pode transformar a Sophia? Essa relação dos dois protagonistas é muito interessante porque dinheiro para ela é importante por ‘N’ coisas, e quando ela conhece o Antonio, começa a entender a realidade do mundo porque até então ela vive numa redoma. Ela dorme numa suíte riquíssima, o problema sou eu voltar para a minha realidade depois de gravar (risos).

As tramas atuais da Globo mostram histórias de mulheres fortes, a Laila, a Janaína Guerreiro, a Maria da Paz e agora a Sophia Como é para você ver essas mulheres na teledramaturgia? Acho maravilhoso. Estamos vivendo esse momento, por isso achei muito legal a Record vir com esse tema, vir com mulheres como a Jezabel. É importantíssimo, não ficar apenas falando nas redes sociais, mas no trabalho. A gente pede tanto e que bom que as pessoas estão abrindo espaço para as mulheres cada vez mais e não só como protagonistas, mas contar as histórias dessas mulheres. E Topíssima ainda é escrita por uma mulher, só faltava ser dirigida por uma mulher. Mas o Foguinho (Rudi Lagemann) é maravilhoso, porque ele tem essa ‘alma feminina’, como ele próprio diz.

 

 

Camila Rodrigues e Felipe Cunha lançam Topíssima

Canção de Ana Carolina é abertura da novela Topíssima

 

 



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