Tempo Não Para: Lição de amizade sincera de Samuca e Elmo

Empresário emociona com empurrão para amigo deixar de ser moleque e crescer


  • 24 de novembro de 2018
Foto: Reprodução Globo


A amizade de Samuca (Nicolas Prattes) e Elmo (Felipe Simas) promete emocionar em sequência prevista para ser exibida a partir do dia 26 de novembro. Primeiro, o empresário chama o amigo para saber quem teve a ideia de “jerico” de fazer uma serenata para Miss Celine (Maria Eduarda de Carvalho).

“Eu só queria agradar a Miss Celine com uma parada do tempo dela... Eu não sei mais o que fazer, Samuca. Essa mina não me leva a sério”, diz ele. “Por que será, né?”, brinca Samuca. “Não precisa tripudiar... Eu tô apaixonado, com os quatro pneu arriado”, confessa. “Meu Deus... De novo?”, reage Samuca.

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Samuca segue batendo boca com Elmo. “Cê tem o quê na cabeça? Aquela geleca que a gente fazia com 13 anos?”, diverte-se ele. “Para de me tratar que nem moleque, véio!”, pede Elmo. “Então para de agir como um!”, fala mais sério o empresário. “Você é fácil falar, né? Cê é um cara sério, importante. Tá na bica pra casar da mulher da sua vida...”, enumera o gerente de restaurante.

“E daí?”, fala Samuel. “Daí que eu tô empacado... Parece que eu saí da adolescência mas ela não saiu de mim, sacou? Minha vida não deslancha. Será que eu nunca vou crescer, mano?”, indaga ele. Nesse momento, Samuca despenteia o amigo, com todo o afeto.

E logo o empresário começa a fazer o amigo reagir. “A primeira coisa é você decidir isso, cara. Eu tenho uma ideia.Vem comigo...”, diz Samuca. Elmo se surpreende. “Samuca, sua agenda tá lotada. Cê é o presidente da bagaça toda, eu não quero atrapalhar”, diz o jovem.

E Samuca, mesmo tão jovem, dá uma resposta sábia. “Elmo, a primeira coisa que a gente aprende quando cresce de verdade, é que quando um amigo precisa de ajuda, isso é o mais importante. Vem...”, chama ele.

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Samuca leva Elmo para um passeio no Centro Velho de São Paulo. “Lembra quando a gente era office-boy e passava o dia dando rolê aqui no centrão?”, fala Samuca. “Foi o nosso primeiro emprego... E a gente levava a sério”, diz Elmo. “Até parece... A gente enrolava pra fazer o serviço e ficar de papo pro ar toda vida”, ri o empresário. “A gente vinha a pé pra economizar a grana do busão e pra sair com as mina”, lembra o gerente do restaurante.

Em meio à lembranças, eles continuam caminhando. Logo, Elmo se depara com uma porta fechada de uma loja. “Ah, não, Samuca... O melhor sanduba de mortadela não existe mais! Que droga!”, fala Elmo. “Seu Adauto deve ter se aposentado. Ele botava queijo extra pra gente na faixa, lembra?”, diz Samuca. “Pode crer. Eu tô me sentindo igual o Dom Sabino, lembrando de um tempo que não existe mais”, conta Elmo.

Nesse instante, Samuca para diante do amigo, e diz num tom firme, mas carinhoso. “Elmo... A gente aprontou todas. Tá na hora de dar adeus, né?”, fala o amado de Marocas (Juliana Paiva). “Adeus, pra quem?”, quer saber Elmo. “Pro Elmo moleque. Não fica com medo, não... Ele vai estar sempre dentro de você, como moleque Samuca está aqui, mas cê precisa dizer pra ele ficar na dele...”, fala o empresário, com todo o cuidado para não machucar amigo.

Elmo reage, emocionado. “Então foi pra isso que cê me trouxe aqui?”. Samuca faz que sim com a cabeça. Nisso, Elmo para diante de uma vitrine e olha seu próprio reflexo: um menino de boné, com skate na mão (era ele mesmo quando adolescente). Depois, volta a olhar para Samuca. “Vou ter que deixar ele pra trás?”, pergunta ao amigo.

“Não. Deixar pra trás é esquecer... A gente não pode esquecer, pra não repetir o que passou, tá ligado?”, ensina Samuel. “Só”, limita-se a dizer Elmo. Ele respira fundo, comovido, e se vê de novo como o garoto Elmo refletido no espelho, agora ao lado de Samuca também menino. Os dois ali, juntos, de bermuda e boné, com seus skates, bem moleques. “Tchau, mano.Valeu... É nóis”, diz Elmo, enquanto o reflexo dos dois se desfaz.



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