Romulo Estrela: “Grazi passa muita verdade como intérprete, isso ajuda”

Ator avalia a química dos personagens Marcos e Paloma em Bom Sucesso


  • 13 de setembro de 2019
Foto: Globo/João Cotta


Por Luciana Marques

A torcida pelo casal #Maloma - Marcos, vivido por Romulo Estrela, e Paloma, personagem de Grazi Massafera -, em Bom Sucesso, já é grande. Em bate-papo com um grupo de jornalistas nos Estúdios Globo, Romulo Estrela diz estar feliz com toda essa repercussão do par. “A Grazi como intérprete tem uma verdade muito grande no que faz, e isso é a base para que a coisa aconteça”, avalia o ator.

Mas para Romulo, a sintonia de Paloma também é enorme com os personagens Ramon (David Junior) e Alberto (Antonio Fagundes). E o importante, segundo ele, é poder cativar o público com essa história tão linda escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm. “Bom Sucesso tem todos os ingredientes das outras novelas no ar, mas mostra de uma maneira leve nesse momento de tanta loucura que vivemos e de coisas ruins acontecendo. A nossa trama vem para dar uma acalmada no coração”, diz.

Como você vê essa química toda entre o Marcos e a Paloma? Estou feliz, eu acho que é importante para a construção dessa história desses dois personagens. A Grazi lê aquele roteiro, aquela cena, entende o que pede e vai, ela passa verdade. Mas como telespectador, vejo química tanto com o Marcos, quanto com o Ramon e quanto com o Alberto. Em quase todos os núcleos da novela você vê atores disponíveis e quando você se disponibiliza para o personagem, essa química aparece. E a Paloma tem essa dúvida entre esse cara que voltou (Ramon), e esse encontro que ela teve com um cara na praia (Marcos) que foi arrebatador. Obviamente eu, enquanto intérprete do Marcos, não nego esse fiapo de esperança que ele tem de um dia conquistar essa mulher. E aí a gente trabalha e naturalmente a química acontece.

Você já se apaixonou à primeira vista? Eu acho que já. Eu acho que mesmo sem ter certeza, eu já estava apaixonado. Mas, falando dessa relação do Marcos com a Paloma, ele é um cara de muitas paixões. Ele tem uma paixão enorme por esse pai, ele tem uma paixão enorme pela literatura, ele é um cara muito intenso. Quando ele encontra essa mulher, e sentiu que ela tinha uma coisa diferente, naturalmente essa forma de amar, essa forma de querer, de se relacionar que é muito intensa, aconteceu ali com a Paloma.

Marcos (Romulo Estrela) e Paloma (Grazi Massafera). Foto: Globo/João Cotta

E o romance com a Silvana Nolasco (Ingrid Guimarães), pode continuar? Eu confesso que eu não sei, porque a Silvana foi um bálsamo pro Marcos. Foi necessário para essa construção desse personagem e a Ingrid é uma grande companheira de trabalho, uma pessoa incrível, é a nossa segunda novela juntos. Já fizemos Novo Mundo e eu aprendi muito na troca ali com ela, cênica, é uma atriz extremamente experiente e trabalha em um lugar da comédia primoroso. E nessa novela fez um drama, marcou essa verdade na personagem, as dores dessa personagem.  

Acredita que o Marcos já ama a Paloma? O Marcos se encantou pela Paloma e ainda não sabe o porquê disso, ele só não quer perder isso, deixar de sentir isso que é muito bom. Como ele não tem essa pressa, e talvez seja algo que o personagem do Davi tem porque ficou muito tempo fora, ele tem essa necessidade de reconquistar essa mulher e esse tempo perdido com ela e a filha. Isso distancia um pouco ele da possibilidade de ficar com ela, coisa que eu não acredito. Mas eu não debruço o meu personagem só nessa relação, acho que a gente tá contando uma história que é muito mais ampla do fato de ficar ou não com fulano ou ciclano. A Paloma, inclusive, pode ficar sozinha. Se quiser falar “não quero Ramon, não quero o Marcos, o Alberto morreu, vou ficar sozinha, estou até hoje sozinha criando três filhos... Por que não posso ficar sozinha? Por que não posso ser igual ao Marcos”. 

E o próprio Marcos pode continuar assim, sendo livre, numa relação ou sozinho, né? Eu acho bom a gente ser livre dentro de uma relação. É tão bom a gente entender que dentro de uma relação tem os dois e tem eu e você. E eu acho que a gente esquece um pouco disso, a gente tá vivendo um momento de transição social inclusive onde isso é uma coisa que precisa ser discutida, analisada. Até para você se entregar pro outro é importante que você se conheça, que saiba conviver sozinho, com seus problemas, angústias, porque senão você transfere pro outro. Essa coisa da Paloma ficar sozinha, que a gente levantou aqui agora, de brincadeira e tal, é uma possibilidade também. Que legal seria se ele terminasse com ela e o legal dessa novela e que ela, de uma certa forma, e graças aos autores, tem as discussões. Ela sai do óbvio, dessa questão toda de “não, novela que a gente tá acostumado a ver”. O que não é ruim ou que não funciona é que a gente está cedendo para outras coisas enquanto telespectador a gente quer discutir de um jeito diferente.

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