Rodrigo Simas: “Estar na TV não te difere dos outros, é pé no chão”

Ele volta às novelas em Órfãos da Terra, avalia 10 anos de carreira e parceria com Agatha


  • 29 de março de 2019
Foto: Globo/Paulo Belote


* A entrevista completa está disponível em vídeo, abaixo.

Rodrigo Simas completa 10 anos de carreira figurando no seleto grupo de atores dos mais disputados de sua geração na Globo. Em uma linha ascendente na trajetória profissional, o jovem de 27 anos costuma “roubar a cena” nas tramas em que participa, como foi recentemente em Orgulho e Paixão.

Na pele do italiano Ernesto, ele e Agatha Moreira, sua atual namorada, intérprete da Ema, ganharam até prêmios como Shipp do Ano, pelo casal #Erma. “Eu gosto muito do que eu faço. Quando você tem foco, respeito pelos outros, agarra com unhas e dentes as oportunidades, isso vai a seu favor”, diz.

Agora, com a estreia da nova trama das 6, Órfãos da Terra, no dia 2 de abril, Rodrigo tem tudo para mais uma vez se destacar. Ele será o fotógrafo gente boa Bruno, que passará por um grande amadurecimento após ficar três anos fazendo registros num campo de refugiados. E ele disputará o amor da mocinha Laila (Julia Dalavia) com Jamil (Renato Góes).

Foto: Globo/Paulo Belote

Conta um pouco sobre o seu personagem Bruno...

O Bruno é um fotógrafo nascido e criado em uma família rica, ele tem algumas questões na relação que o pai tem com a mãe. Mas como ele vai amadurecendo, ele começa a criar sua própria opinião. Acho que quando ele se envolve com a causa dos refugiados, ele começa a ter outra visão da vida. Ele sai um pouco da bolha que ele sempre viveu e eu acho que isso é bastante importante.

E como está sendo dar vida a um fotógrafo?

É um hobbie, adoro fotografar. Quando tem uma viagenzinha, levo a câmera. Mas nada profissional. E eu fiz um curta que o Bruno, meu irmão, escreveu e dirigiu, e era um fotógrafo lá também. E eu acho que saber manusear a câmera facilita bastante.

 

 

Fora a fotografia, você se identifica com a personalidade dele, de ter empatia pelos outros, de ser idealista?

Me identifico. Eu acho que ele faz muito pelos outros e faz na boa vontade. Ele nem sempre é bem-sucedido, mas a vontade dele é ajudar. Principalmente quando ele se envolve na causa dos refugiados. E vai ter uma passagem de tempo em que ele viaja e fica três anos fotogrando num campo de refúgio. E eu acho que isso vai fazer ele amadurecer muito e enxergar uma realidade que ele não viveu.

Quem é o seu par romântico na novela?

A Bia Arantes começa sendo a minha namorada, ela faz a Valéria, mas o Bruno encontra com a Laila (Julia Dalavia) e se apaixona por ela, mas ela é apaixonada pelo Jamil (Renato Góes). Vai ser uma mistura danada. O Bruno termina com a Valéria (Bia Arantes), porque eles já estão em uma crise e aí se apaixona pela Laila, quando a história irá começar fluir.

Como foi o seu contato com os refugiados?

Eu nunca vivenciei de perto. Já tinha lido sobre e visto algumas matérias, sigo alguns perfis, ainda mais agora fazendo a novela. A gente teve um workshop, inclusive tem refugiado que faz a novela e ele contou a história dele, isso deu muita base pra gente. Eu fico feliz de estar abordando esse tema, que é um tema muito importante, muito recorrente.

O que você está achando do texto da Duca e da Thelma?

É um texto maravilhoso. Eu sou fã delas, já assisti outras novelas. Quando eu recebi os capítulos, eu pensei em ler só o primeiro e o segundo para ver qual era. Isso mostra uma junção das autoras com o público que facilita a linguagem, estou achando uma delícia.

Qual o balanço que você faz da sua carreira até então?

Já tem 10 anos da minha primeira novela, não parece que tem esse tempo todo. Eu emendei uma atrás da outra... Fico muito feliz porque sou novo e isso me dá experiência para depois ter escolhas ou tempo diferenciado e não tão corrido. Mas eu sou novo, estou aí para ganhar experiência.

Bruno (Rodrigo Simas). Foto: Globo/Paulo Belote

Como você lida com o reconhecimento do público?

Eu sou o que sou e acho que você fazer novela, estar na televisão, ser reconhecido não te difere dos outros. Nós somos todos iguais, parece clichê, mas é realmente o que eu acredito. É um conjunto da obra, tanto da direção, da produção, quanto da técnica para fazer acontecer.

Você é de uma família de atores, mas vocês nunca se deixaram ser colocados em “pedestais”, né?

Não tem isso, a nossa educação sempre foi de igual para igual. É isso que eu acredito e é isso que eu prego todos os dias, de estar com meus pés no chão. Porque eu tenho certeza que eu não sou melhor que ninguém. A vida está aí para isso e para a gente viver ela, não tem porque se deslumbrar.

Como é viver agora essa parceria também com a Agatha Moreira, tanto no ofício, como na vida pessoal?

É muito legal, a gente se conheceu quando fizemos juntos Malhação e se reencontrou de uma outra forma agora. A gente só soma um ao outro e acho que estar junto significa isso, somar e ser feliz. Cada um tem a sua carreira, isso não se mistura, mas isso é legal.

Foto: Globo/Paulo Belote

Você fez um italiano, um índio e nessa novela faz um paulista. Como é isso?

Eu estou animado de fazer uma novela sem ser de época. Eu adorei fazer, gosto de fazer época, mas acho que dá um pouco mais de tranquilidade você conseguir brincar com o cotidiano. Ele é paulista e eu estou tentando suavizar um pouco o s, não estou tentando fazer nenhum sotaque de acordo com a direção. Mas eu estou animado e vamos embora nessa nova empreitada.

Geralmente os seus personagens acabam roubando a cena, né? Aconteceu em Malhação, em Além Horizonte...

Não vou falar roubar... (risos). Eu acho que dá certo, vai em um lugar positivo de foco e dedicação que eu tenho com o meu trabalho, mas eu acho que é muito do contexto não só meu, mas dos autores, da direção e tudo junto. Eu acho que essa é uma trama que vai para os dois lados, tanto do Jamil, quanto do Bruno. Eu acho que quanto mais força as tramas têm, é melhor para todos os lados. Então, o meu objetivo é me divertir e focar no trabalho e fazer um bom trabalho.

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