Rayssa Bratillieri, de Malhação: “Me descobrindo nesse lugar”

Atriz festeja reconhecimento, com cautela, e avalia casal #peromar


  • 07 de setembro de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Por Luciana Marques

Desde que começou a ficar junto o casal Pérola (Rayssa Bratillieri) e Márcio (André Luiz Frambach), o #peromar, conquistou o coração dos fãs de Malhação: Vidas Brasileiras. Aquela coisa meio de gato e rato foi indo, indo, até que Márcio, finalmente, pediu a amada em namoro. “Amém!”, diverte-se Rayssa.

Segundo a atriz, a química entre ela e o parceiro de cena André ajuda muito nessa “bombação” do casal. Mas, e na vida real, Rayssa, de 20 anos, se envolveria com um cara assim tão rebelde? “Às vezes, ele dá umas patadas na Pérola, que eu digo, 'Socorro'”!, conta.

O certo é que Rayssa, cria do teatro, desfruta de um momento especial em sua estreia na TV. Seu carisma em cena e fora dela, tem tornado a atriz das mais requisitadas entre os fãs da trama teen. Esse reconhecimento faz brilhar o olho da jovem, natural de Apucarana, interior do Paraná. Porém, ela deixa claro, tudo sem perder as raízes, com os pés fincados no chão.

Pérola (Rayssa Bratillieri). Foto: Globo/Marília Cabral

E o casal “Peromar”, parece que agora engrenou, né?

Amém! Pérola foi pedida em namoro, a Rayssa tava torcendo por isso! É muito legal, muito bom a parceria que eu tenho com o André (Luiz Frambach), ele é incrível! A gente se diverte em cena de verdade, e é legal que passa isso para o público. As pessoas sentem, acho que quando a verdade é nossa, quando a gente encontra essa verdade, ela atinge todos os corações e isso que acontece. A gente encontra um lugar interessante no relacionamento, de parceria mesmo e também da Pérola e do Márcio, e consegue transmitir isso para as pessoas. Recebo muitas mensagens sobre esse casal, tipo muita, toda a hora.

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Você acha que o Márcio mudou agora para valer?

Teve uma mudança, sim. Acho que a gente coloca no personagem é vida, e o ser humano é complexo, difícil. A gente não sabe o que vai ser daqui para a frente, daqui mais duas histórias. Mas eu acho que ele está buscando ser alguém melhor, estão acontecendo algumas coisas. Acho que a Pérola ajudou muito nesse lugar, e eu espero que ela continue ajudando, mas também se tiver uma reviravolta aí, quem sabe, é também interessante...

E você, Rayssa, teria coragem de se envolver com uma pessoa com o histórico do Márcio, assim, rebelde?

Complicado! Eu fico falando, gente do céu, eu não me envolveria nunca com um cara como esse. De vez em quando o Márcio dá umas patadas, que eu falo: 'Socorro! O que é isso?'. Mas eu acho que nunca dá pra gente generalizar e falar: 'Eu nunca faria isso'. Porque naquela circunstância, assim como eu estou interpretando a Pérola, eu crio coisas que eu gosto nele, para estar com ele, tentar relevar as coisas que ele fala... E, às vezes, a gente vê isso na vida, né? Tem muitas pessoas que passam por circunstâncias, que estão sofrendo, mas estão ali! Então, não sei, eu não falaria nunca...

Pérola (Rayssa Bratillieri) e Márcio (André Luiz Frambach). Foto: Globo/Estevam Avellar

Você “bomba” muito na internet, a que atribiu, a seu alto astral, transparência?

Eu sempre fui desde pequena muito dada, alto astral, então, eu não sei, acho que é isso. Quando eu percebo que as pessoas me transmitem muita energia, me sinto abraçada por elas, e eu acho que acontece a mesma coisa quando eu dou energia para a outra pessoa, ela se sente abraçada por mim.

O que mudou na sua vida desde a estreia em Malhação?

Muita coisa! É uma loucura, na verdade. Eu estou me descobrindo cada dia nesse lugar, e cada dia mais as pessoas estão me reconhecendo. É muito gratificante você andar na rua e as pessoas virem falar do seu trabalho, acho que isso acalenta o coração. E também tem um outro lado de exposição muito grande que eu ainda estou tentando entender e vendo como isso me influencia. Mas mudar para o Rio, sair lá do interior, foi um baque, porque eu eu era menor de idade, tinha 17 anos. Não sabia nada da vida, ainda não sei, tenho consciência disso. Mas eu era uma pessoa muito ingênua, e eu amadureci muito. Não me arrependo de nada que fiz, faria tudo de novo. Amo quem eu sou hoje, tenho consciência de tudo a minha volta. E é muito isso de colocar o pé no chão, porque querendo ou não, esse caminho é muito aparentemente cheio de flores, e se deixar, a gente vai cheirando elas e não sabe para onde vai. Então, a gente tem que estar sempre voltando para a nossa raiz. Busco muito a espiritualidade para isso.

Foto: Globo/João Cotta

Já conseguiu voltar na sua cidade natal desde a estreia?

Eu não fui ainda, sem tempo de vida real! Mas minha mãe tem uma loja no centro da cidade, e ela recebe gente lá que vai só para me mandar um beijo. Acho que quando eu voltar vai ser muito gostoso, caloroso. Não vou lá desde dezembro. Minha mãe disse que vai me deixar ali parada na frente da loja, como garota-propaganda (risos). E ela merece, afinal, me ajudou tanto.

Você mira algum produto específico na Globo?

Eu gostaria de fazer uma minissérie, mas eu acho que tem caminhos que eu preciso percorrer ainda, preciso aprender muito, estudar muito. Não vejo a hora de começar a fazer mais cursos, crescer com aquilo que já aprendi estando aqui todo dia. Mas eu gostaria de fazer uma minissérie e uma novela das 21h. A minissérie tem uma pegada, muito do próprio tempo das coisas, acho que é um cuidado, uma arte que é pensada, genuína, é mais tempo de preparação, o que acho interessante para autoconhecimento, para colocar em prática algo concreto. E também acho que atinge outros patamares de personagem.



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