Paloma Bernardi: “Quero fazer história na minha profissão”

Em sua segunda trama bíblica, atriz fala da importância da fé na vida


  • 30 de janeiro de 2018
Foto: Munir Chatack / Record TV


Por Ana Julia

O riso solto e meigo, os belos olhos verdes e os cabelos cacheados de Paloma Bernardi, de 32 anos, já chamam a atenção do público desde os 4 anos de idade, quando a atriz fazia publicidade na TV. Desde então, após pausa para estudos na adolescência, ela vem emendando trabalhos de destaque como em Viver a Vida, Insensato Coração e Salve Jorge, da Globo, Os Mutantes e A Terra Prometida, da RecordTV.

Atualmente, vive a estudante de arqueologia Isabela Gudman, de Apocalipse, irmã do protagonista Benjamin, papel de Igor Rickli. A produção é a sua segunda trama bíblica consecutiva na RecordTV. “Sou católica, praticante. Começo tudo na minha vida e termino através da oração. Então, para mim, não é muito diferente fazer novela bíblica, é um 'plus', uma honra”, diz ela.

No bate-papo com o Portal ArteBlitz, Paloma mostra-se determinada e fala do sonho de, um dia, quem sabe, poder representar o Brasil no Oscar. E ela, que foi Rainha de Bateria da Grande Rio nos últimos dois carnavais, conta também porque não desfilará de destaque esse ano na sua escola do coração.

Foto: Reprodução Instagram

"Sou católica, praticante. Começo tudo na minha vida e termino através da oração. Então, para mim, não é muito diferente fazer novela bíblica, é um 'plus', uma honra.”

Apocalipse fala de temas fortes, mas bastante contemporâneos. O que acha disso?

Acho que falar sobre o 'fim do mundo' é um assunto muito curioso, que desperta o interesse de todos, não só no Brasil, como no mundo todo. É super atual, acho que o que a gente está falando, está acontecendo hoje. As guerras, as epidemias, a corrupção. Para mim, isso já é o fim do mundo. Já é uma destruição de tudo o que Deus fez para a gente viver aqui com tanta maestria, tudo está se acabando, se perdendo. E se a gente não prestar a atenção, nós mesmos vamos nos perder de alguma forma. É o homem destruindo aquele paraíso que Deus fez para a gente.

O que você faria se soubesse que o mundo iria terminar amanhã?

Eu tentaria viajar com a minha família. Independente do lugar, eu acho que eu queria estar com as pessoas que eu amo. No fundo, a gente pode viajar para onde quiser, estar trabalhando como for, mas onde a gente se sente bem, é dentro de casa. É com os meus, e estar com os meus pais, meus irmãos, parentes, garantiria o colinho de todo o mundo.

"Se o mundo terminasse amanhã? Independente do lugar, eu acho que eu queria estar com as pessoas que eu amo, pais, irmãos, parentes..."

Fale um pouco sobre a Isabela Gudman...

Ela é bem diferente de Samara, grande vilã que eu vivi no ano passado, em A Terra Prometida. Ela é estudante de arqueologia, muito determinada, focada, firme, racional e do bem. Uma boa moça! Quem diria, eu que vinha de vilãs, agora sou uma pessoa do bem. (risos) Ela está disposta a desvendar o mundo através da sua profissão. Ela mora em Nova York, mas vai para Jerusalém porque lá há sítios arqueológicos. Ela quer estudar os antepassados para entender o presente e projetar o futuro. E no meio disso tudo vai viver grandes amores, e paixões....

Foto: Reprodução Instagram

Mudou algo na sua carreira, vida, desde que começou a fazer tramas bíblicas?

A minha vida tem um dedinho especial de Deus em todos os sentidos. Mas acho que quando a gente trabalha, porque é uma forma de evangelizar, a gente fica mais reflexivo, pensa mais sobre a vida, os nossos relacionamentos, sobre tudo. Talvez a gente fique menos impulsiva. É uma conexão com Deus, que eu acho importante, e que eu já tinha.

"Sempre fui muito determinada. Morava em São Paulo, sonhava em morar no Rio, hoje eu moro. Tenho as oportunidades de trabalhar como atriz, e quero chegar no Oscar, representando o Brasil com algum filme nosso." 

Você é muito determinada como a personagem Isabela?

Acho que onde eu me identifico com a personagem é nessa determinação. De falar, eu vou porque sei que vai ser bom para a minha carreira, para a minha formação e quero fazer história. E eu como atriz sempre fui muito determinada. Morava em São Paulo, sonhava em morar no Rio, hoje eu moro no Rio. Tenho as oportunidades de trabalhar como atriz e quero chegar no Oscar, representando o Brasil. Acho que eu e a Isabela temos essa determinação de, através da nossa profissão, fazer história.

Tem vontade, então, de fazer carreira fora?

Nunca planejei. A princípio, gostaria de representar o Brasil lá fora, com algum filme nosso. Porque eu sou muito brasileira, quero valorizar mesmo os nossos talentos, temos tantos roteiristas incríveis, diretores, atores. Tem que mostrar o nosso talento lá fora. E quem sabe, competir no Oscar (risos).

Em comercial da sandália da Xuxa, em 1992. Foto: Reprodução TV

Como você avalia sua trajetória?

Só agradeço a Deus mesmo. Tem hora que a gente não entende o processo, como tudo se conduz. Trabalho desde os 4 anos, fiz muita publicidade, dos 4 aos 11, fiz novela no SBT aos 11, dos 11 aos 23 fiquei um pouco parada, mas estudando muito. E com 23, comecei a trabalhar novamente e já era maior. Se tivesse engatilhado desde cedo, talvez minha família não conseguisse me acompanhar porque eu era menor ainda. E, com 23 anos, eu já tinha asas para voar. Então, acho que as coisas estão acontecendo da maneira certa. Às vezes, a gente pode não entender um não ali, mas acho que esses 'nãos' são o que fortalece a gente para um sim muito maior.

Como vai ser seu carnaval, estará na avenida?

Eu passei a coroa para a Juliana Paes, uma grande honra passar a coroa para uma mulher que eu admiro. Eu desfilei cinco anos seguidos, e como vou estar em ritmo de novela, não vou conseguir estar tão presente para desfilar como nos anos anteriores. Sou Grande Rio, quero estar na feijoada, de repente, desfilo na diretoria, mas como destaque, não vou poder. Vai ser mais light, vou estar admirando e torcendo pela minha escola.



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