Orgulho e Paixão: Ernesto ganha consolo de Ema e de Aurélio

Após perda do pai, ele também se emociona com relatos da mãe sobre sua infância


09 de setembro de 2018

Foto: Globo/Victor Pollak

Os dias não andam fáceis para Ernesto (Rodrigo Simas). Além das constantes brigas tipo gato e rato com a esposa, Ema (Agatha Moreira), ele viverá uma tragédia familiar, a perda do pai, Gaetano (Jairo Mattos). Em sequência que irá ao ar nesta semana, durante briga entre ele e Virgílio (Giordano Becheleni), acidentalmente o irmão mais velho atinge o pai com um tiro, e ele morre na hora.

Mas mal sabe o italianinho o quanto ele é querido. A primeira a lhe dar todo o apoio e amor é Ema, claro.

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ERNESTO PARA EMA: “PARECE QUE MORRI ONTEM E AOS POUCOS ESTOU NASCENDO DE NOVO”

Um dia após a trágica morte de Gaetano, Ema acorda ao lado de seu amor, os dois ainda com as roupas que vestiam no dia anterior. Ela lhe dá um beijo carinhos, e ele acorda. “Ema... Ontem eu vivi meu pior pesadelo. Agora, aqui com minha esposa, é quase um sonho, não fosse a dor que está aqui dentro e essas roupas amassadas nessa noite mal dormida”, diz.

A baronesinha conforta o amado. “Uma hora acalma, meu amor. E vou estar ao seu lado pra ajudar.... Não foi isso que prometemos quando nos casamos?”, fala ela. “Estou assustado. Parece que morri ontem e aos poucos estou nascendo de novo”, confessa o italiano.

E ele ouve com atenção todas as palavras de alento de seu amor. “É por isso que não guardo mais nada para uma ocasião especial. Nem um sapato novo, que dirá um momento precioso. Viver é a ocasião especial, Ernesto”, ressalta Ema.

O italiano, então, faz uma promessa à Ema. “Prometo nunca mais esquecer disso. Nunca mais te deixar sozinha outra vez, esposa. Nunca abandonar essa cama e os sorrisos que merecemos. Seja num casebre ou numa mansão”, garante.

Os dois enlaçam as mãos, e as alianças cintilam. “Mas vamos assim, de mãos dadas. Pra pularmos juntos quantos precipícios forem necessários. E nunca mais estaremos sozinhos”, diz Ema. E eles se beijam, apaixonados.

NICOLETTA AOS FILHOS SOBRE GAETANO: “ELE AMAVA VOCÊS, NÃO ERA AMOR DE BEIJO E ABRAÇO, ERA DE SACRIFÍCIO”

Na casa dos Pricelli, Fani (Tammy Di Calafiori), Ema, Ernesto, Luccino (Juliano Laham) e Edmundo (Nando Rodrigues) amparam Nicoletta (Rosane Goffman). Fani pede para a mãe descansar. Mas a matriarca quer conversar com os filhos. Eles se sentam em volta dela, que seca as lágrimas.

E ela começa a falar. “Hoje é um dia molto triste. Me despedi do mio marito, mio companheiro. Ah, aquele italiano tinha a casca grossa, como que não ia ter? Levou tanto cutruco da vida... Era teimoso, bravo. Má amava os figlio dele. Lembra, Ernesto, o dia que cê caiu no rio?”, pergunta ela.

Ernesto diz que era muito pequeno. “Seu papa se jogou lá dentro pra te salvar... Não sabia nadar, quase que vai os dois pro fundo. Luccino tinha as bronquite. Gaetano passava a noite acordado, com medo dele parar de respirar”, conta a matriarca. “Nunca imaginei”, fala o mecânico, com a voz embargada.

Ela também lembra de um episódio com a filha. “E Fani... Quando deixei Fani pra dona Josephine cuidar, o papa parou de falar comigo. Três mês sem dar uma palavra”, revelou ela. Fani chora, amparada por Edmundo. “Ele amava vocês. Não era amor de beijo e abraço, era amor de sacrifício. Mais de erro que de acerto, mas ainda assim... amor”, explica Nicoletta.

Emocionados, os filhos a abraçam.

ERNESTO: “ANDEI PERDIDO, EMA ME RESGATOU. AGORA TENHO ESPOSA, SEGUNDO PAI E UM AVÓ DE AÇO PARA IMPRESSIONAR”

Assim que chegam à Fazenda Ouro Verde, Ernesto e Ema são surpreendidos com a presença de Aurélio (Marcelo Faria) e Barão (Ary Fontoura). “Viemos te ver, Ernesto. Sentimos muito pela morte de seu pai”, solidariza-se Aurélio.

Com seu jeito rabugento, Barão também demonstra seu carinho. “Apesar do touro empacado e indomado que ele era como você havia me contado. Mas perder um pai é como trocar de pele, carcamano. Por isso, sei bem que o senhor está em carne viva agora. Então, não precisa bancar o durão pro seu amigo. Apesar dessa dor ardida e profunda, o italiano suporta o meu abraço?”, indaga ele.

Ernesto não segura o choro, e debruça-se nos braços do Barão. “Eu bem disse pro meu esposo que ele não estava sozinho”, fala Ema, também com lágrimas escorrendo pelo rosto. “De jeito nenhum. Saiba que você tem um segundo pai aqui. Caso aceite meu afeto, de sogro orgulhoso do genro que tem”, diz Aurélio, também abraçando o jovem.

E Barão continua falando. “Tem também um avô batuta! Mas isso inclui exigências e puxões de orelha. Está pronto para voltar ao trabalho? Não terá regalias por ser meu protegido”, avisa. “Prontíssimo! Andei perdido, Ema me resgatou. E agora tenho esposa, segundo pai e um avô de aço para impressionar. Vou à luta!”, fala Ernesto, já recomposto.