Orgulho e Paixão: A dor de Ema com a perda do Barão

Ernesto apoia sua Baronesinha na despedida do avô dela


  • 20 de setembro de 2018
Foto: Reprodução Globo


Durante o decorrer de Orgulho e Paixão, o telespectador aprendeu a gostar do Barão (Ary Fontoura), mesmo com o seu jeito ranheta e rabugento. Em sequência que começa a ser exibida nesta quinta-feira, dia 20, ele inicia a sua despedida da trama.

Depois de uma conversa comovente com Julieta, pouco antes do Baile de Máscaras, ele também se declara para a filha, Tenória (Polly Marinho). “Você e Estilingue foram o melhor presente que podia ter recebido nessa velhice. Perdoe meus erros. Infelizmente, muitas coisas aprendi tarde demais”, diz ele.

E ela se emociona. “Não diga mais isso. Ainda é cedo. Enquanto há vida, há tempo, meu pai”. E os dois se abraçam forte.

BARÃO PARA EMA: “EU SOU O BARÃO DE OURO VERDE, MAS MEU OURO DE VERDADE É VOCÊ, MEU OURO EM FORMA DE GENTE”

Já no meio do Baile, seu sócios no Café Três Mosqueteiros Camilo (Maurício Destri), Januário (Sílvio Guindane) e Ernesto (Rodrigo Simas) brincam com ele. “É um baile à fantasia, Barão. Onde está sua máscara?”, pergunta o filho de Julieta.

E ele responde com ironia. “Sim, porque se estivesse de máscara ninguém me reconheceria. Todos se perguntariam, quem é aquele na cadeira de rodas?”, diz ele, irônico. Nisso, Ema (Agatha Moreira) entra na conversa. “Ah, vovô... é tão bom vê-lo assim, com apetite pela vida!”, fala ela. Momentos depois, Barão diz que está cansado. E Ema o leva para o quarto.

Já de pijama, a Baronesinha o cobre e lhe dá um beijo no rosto. “Precisa de mais alguma coisa, vovô?”, pergunta. “De tempo, talvez. Nunca imaginei que a vida fosse dar essa volta e me trazer tantas coisas nos últimos meses. Tenória, Estilingue, um bisneto, o café Três Mosqueteiros, seu pai amando e... você”, fala ele.

Surpresa, Ema pergunta. “O que tem eu?”. “Foi tão bonito ver a mulher que você se tornou, Ema. Peço desculpas por ter tentado conter seu crescimento tantas vezes e por te desapontar com meu fracasso”, diz. “Não, vovô, já perdoei há muito o senhor e papai, pois nesse caso aprendemos os três ao mesmo tempo. E se acabei descobrindo como voar sozinha foi graças à fibra que herdei do senhor”, lembra ela.

E ele, ali, mostra-se feliz com a mulher além do seu tempo que Ema virou, uma grande estilista. “Eu sou o Barão do Ouro Verde, mas meu ouro de verdade é você, meu ouro em forma de gente, minha Ema. Então volte para o baile agora mesmo. Porque você também puxou desse velho avô a habilidade para a dança”, pede ele, com a voz embargada.

Antes de deixar o quarto, ela coloca a foto do Imperador que ele tem na cabeceira junto dele. E ela fala. “Pois vou lhe dizer uma verdade. Esse seu Imperador era no fundo um incompetente!”. E ela continua falando. “Não foi capaz de se manter no trono até lhe tornar um Duque, porque era isso que o senhor merecia ter sido! Ter o maior título de nobreza de todos, porque só sendo o maior para chegar onde o senhor chegou, cair, e ser capaz de rever seus erros... O meu Duque amado, que cada vez mais é um exemplo pra mim!”, fala ela. E o Barão fica ali, desnorteado de emoção.

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Ela sai e promete trazer seu café na manhã seguinte. Com custo, ele se levanta da cama e vai até o cabideiro. Do bolso do paletó, tira a foto com os três mosqueteiros, sorri e chora. Pega a foto do imperador e a joga no lixo. “Desculpe, meu monarca. O senhor me deu o título de Barão. Mas eles me chamam de mentor. O senhor é o ontem, o passado, mas no agora, no hoje, prefiro ficar na companhia dos meus novos amigos. E do futuro”, diz.

Nesse momento, surgem imagens de Barão no meio do Baile, ele dança com Ema, com Tenória, e valsa com Julieta. Depois os três mosqueteiros dançam ao seu redor. Até que Aurélio (Marcelo Faria) tira o chapéu para o pai e beija e sua mãe. E Estilingue sapateia e joga um beijo para ele. E aí a câmera volta para Barão no quarto de hóspedes, com os olhos fechados, um sorriso plácido e feliz. O retrato com os três mosqueteiros cai de sua mão, que escorrega e pende para fora da cadeira.

No outro dia, Ema entra animada no quarto com uma bandeja de café, e vai escancarando as cortinas. “Eu atrasei, mas já está na hora do senhor acordar...”, fala ela. Ela estranha quando vê o avô na cadeira. “Vovô, vovô, fale comigo”, pede. E vai ficando aflita. “Vovô? Não me faça uma dessas. Não agora que seu bisneto vai chegar”, diz. Até que ela sente a mão dele muito fria, e cai no pranto da despedida, abraçada em seu vovozinho.

Depois de ter enterrado o avô, soluçando, na cama, ela ganha o carinho de Ernesto. “Eu sempre soube que esse dia ia chegar, esposo. Mas o tempo passou, virei mulher e nunca aconteceu. Então, passei a acreditar que meu vovozinho podia ser eterno”, fala.

Ernesto lembra que o Barão lhe ofereceu para ser seu avô também, e disse que ele via Ema como a continuação dos Ouro Verde. "Ele me disse isso ontem... Se eu soubesse...”, fala ela. “Nunca tem como saber, Ema. Precisamos homenagear o Barão seguindo com a vida. E eu não pretendo ser menos do que ele esperava de mim como Carcamano, sócio e marido zeloso da neta adorada dele. E você, Baronesinha?”, pergunta.

Emocionada, ela se recompõe. “Está certo! Vamos para São Paulo. Vovô não perderia a inauguração da ferrovia. Vou aproveitar para ver minha coleção pronta e ser a mulher que ele andava esperando de mim. A Baronesinha do Ouro Verde! Façamos as malas!”, diz ela.



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