Órfãos da Terra: Hussein entrega carta de Soraia à Rania

Confira como a matriarca dos Nasser reage à notícia da morte da filha


  • 30 de abril de 2019
Foto: Reprodução Globo


Recuperado do tiro que levou de Aziz (Herson Capri), o que acarretou também a morte de sua amada, Soraia (Letícia Sabatella), Hussein (Bruno Cabrerizo) chega ao Brasil.

E é lá que ele procura Rania (Eliane Giardini) e lhe entrega uma carta de Soraia.

Essa sequência será exibida a partir do dia 2 de maio.

 

HUSSEIN PARA RANIA: “ELA A AMAVA MUITO. DEVE TER SIDO O MARIDO QUEM A IMPEDIU QUE LESSE AS CARTAS”

Em um bar, Hussein chega e já vê Rania sentada. Ele a cumprimenta e conta ser primo de Jamil (Renato Góes). E logo diz que lhe trouxe uma carta. Os olhos de Rania se enchem de lágrimas. “Uma carta de Soraia? Não entendo... Por que veio me trazer essa carta de Soraia agora? Faz tantos anos que não falo com minha filha...”, diz ela, triste.

Hussein explica que Aziz nunca permitiu que Soraia se comunicasse com ela. Rania lembra todas as cartas que mandou, mas Soraia nunca respondeu. “Achei que ela tivesse mágoa de mim”, diz. “Ela a amava muito. Deve ter sido o marido quem a impediu que lesse suas cartas. Como fazia com todas as suas mulheres”, deduz Hussein. “Este homem é um chitán! Merece a morte!”, afirma Rania.

 

 

Logo, Rania quer saber qual a ligação do rapaz com a sua filha. “Eu também trabalhava para ustáz Aziz. Foi na casa do sheik que conheci sua filha”, conta. “O destino nos pregou uma peça, mish hêk? Levei um susto, quando soube que Laila tinha se apaixonado justamente por um shabb que trabalhava para esse maldito”, diz a esposa de Miguel (Paulo Betti).

E ela insiste em saber sobre a ligação entre Hussein e Soraia. “Eu e Soraia nos amamos”, revela o rapaz. “O que está dizendo? Aziz nunca desconfiou disso?”, quer saber ela. “Ele não sabia. Escondi e lutei contra esse sentimento por anos. Até que eu soube que Soraia sentia o mesmo por mim. E nós fugimos”, revela.

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RANIA A HUSSEIN: “O QUE ME CONSOLA UM POUCO É SABER QUE, PELO MENOS, MINHA FILHA CONHECEU O AMOR”

Rania se agita, nervosa. “Meu Deus! O que aconteceu com Soraia? Se fugiram juntos, por que ela não está aqui? Onde está minha filha?”, pergunta. Hussein chora. “Por favor, peço que leia a carta que ela escreveu para a senhora, antes que eu diga qualquer coisa. Leia, min fâdlik”, pede ele. Rania lê. “Minha amada mãe, sei que fui arrancada dos seus braços à força, quando ainda era um bebê. Não foi uma escolha sua, não nos deixaram viver juntas”.

Rania continua lendo. “Mais tarde, fui entregue para casar com o sheik Aziz Abdallah, que nunca permitiu que eu a procurasse. Mas quero que saiba que sempre senti pela senhora um amor muito forte. Maior do que qualquer distância. Não tive a felicidade de viver ao seu lado. Mas nunca deixei morrer dentro do meu coração a esperança de um dia reencontrá-la...”, lê ela, aos prantos. Logo Rania fica desconfiada. “Soraia diz aqui que te pediu para me entregar a carta, caso ela mesma não pudesse”, deduz.

Hussein tenta explicar. “Sim, por isso eu estou aqui, ustaza Rania”, fala ele. “Isso quer dizer? Por favor não me diga que minha filhinha... Por favor, isso não...”, diz ela, desesperada. Hussein confirma com a cabeça e abraça a mãe de sua amada, que desaba no choro. Logo Rania conta a ele sobre a sua gravidez ainda nova, quando era solteira. Ela releva que a mãe decidiu esconder o seu estado do pai e do resto da família e a levou para uma aldeia afastada no dia do parto. “Não precisa continuar, ustaza”, fala Hussein, ao vê-la chorando muito.

“Não, Hussein! Eu quero, eu preciso falar! É como se eu estivesse contando pra Soraia”, diz. Ela conta que na época descobriu onde a filha estava e saia escondida para vê-la. “Nenhuma mãe consegue ter paz, quando é afastada de um filho, Hussein”, diz. Rania lembra também do dia em que chegou para ver a filha e ela tinha sido levada por um sheik. “E fui até ele. Tentei me aproximar de Soraia. Mas consegui qualquer aproximação. Aziz me ameaçou. E ameaçou fazer mal a ela”, conta.

“Aziz é um homem cruel. Sem coração”, afirma Hussein. “Depois, conheci o Miguel, que me trouxe pro Brasil. Tive filhos, formei minha família e o tempo passou. Mas nunca deixei de tentar saber de Soraia, nunca deixei de pensar nela”, conta. Rania diz que desde então nunca perdeu a esperança de reencontrá-la. “Eu amava tanto Soraia”, revela. “Eu também, dona Rania, eu também a amei muito”, diz Hussein. “Que desgraça, meu Deus. O que me consola um pouco é saber que, pelo menos, minha filha conheceu o amor”, constata a matriarca da Família Nasser.

 

 

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