O Tempo Não Para: Nat coloca Bento para fora de casa

Secretária diz ao folgado poeta que a vida não é só “poesia e amor”


  • 07 de novembro de 2018
Foto: Reprodução Globo


Os dias de romance para lá de quentes entre Nat (Malu Falangola) e Bento (Bruno Montaleone) estão com os dias contados.

É que a secretária não vai mais aguentar tanta "folga" do poeta, acostumado com escravas e mucamas, há 132 anos.

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BENTO À NAT: “COMO HOMEM, NÃO LEVO JEITO PARA OS AFAZERES DOMÉSTICOS. SEMPRE TIVE ESCRAVAS E MUCAMAS QUE ME PRESTAVAM ESSE SERVIÇO”

Como acontece já há alguns dias, Nat chega do trabalho cansada e vê o poeta jogado no sofá. Em volta dele, um caos: louças por lavar, meias jogadas, cuecas... “Bento?”, fala ela, irritada. “Sim, sou eu! Onde está o meu bacamarte?”, acorda ele, no susto. “Que mané bacamarte, Bento?”, diz ela. “Mil perdões, minha doce Natália. Sonhei que estava em um duelo, prestes a dar cabo da vida de um infeliz”, começa a falar ele.

Nat suspira. “Eu tô quase fazendo isso...”, fala. Ele pede desculpas. “Bento, olha em volta. Cê pode me explicar que zona é essa no meu apê?”, pergunta ela. “De fato, eu hoje vim mais cedo do trabalho e acabei por me distrair em conjecturas. Cheguei a compor alguns versos, mas não estou encontrando o bloco onde os anotei”, diz ele.

Logo Nat encontra o tal bloco. “Agradeço a gentileza. Como homem, não levo jeito para os afazeres domésticos. Sempre tive escravas e mucamas que me prestavam esse serviço”, tenta se explicar ele. Quando ele quer pegar o bloco, ela não deixa. “Tá confiscado. Enquanto não der um jeito nessa bagunça, adeus poesia... E adeus Nat!”, avisa ela, antes de jogar um monte de roupa em cima do poeta.

Diante da máquina de lavar, já cheia de roupas, ele fica intrigado. “O maquinário trabalha por conta própria. Não há de ser complicado. “Sabão em pó”... Soberba invenção!”, fala. Ele procura o compartimento para o sabão, mas não acha. Na dúvida, vira a caixa toda de sabão direto nas roupas.

Um pouco depois, já mostra a área de serviço inundada, com espuma para todo lado. E Bento, ali, de calças arregaçadas, gritando desesperado: “Acudam! Aqui-d’el-rei! Socorro!”. Nat chega correndo e vê a cena, consternada. “Por favor, faça parar essa engenhoca dos demônios! Me trouxe péssimas recordações! Eu não quero naufragar outra vez!”, diz ele, que, medroso, logo sobe em um banquinho.

Com cara de quem está de “saco cheio”, Nat desliga a máquina.

NAT A BENTO: “VOCÊ ACHA QUE A VIDA É SÓ AMOR E POESIA... CANSEI! FORA DAQUI!”

No outro dia, enquanto Nat prepara a mesa do café, Bento sai de cueca e meias do quarto, enrolado num cobertor. “O que é isso, Bento? Cê ainda tá assim?”, pergunta ela. “Estou protegendo minha saúde. Temo a friagem desse invernico. E o desjejum, já foi servido?”, quer saber ele. “Se você me ajudar sai mais rápido, querido”, avisa ela.

“Estou deveras cansado. Tive pesadelos terríveis que me deixaram alquebrado”, conta o moço, que logo se joga no sofá, preguiçoso. “Bento, por favor. A gente tem que trabalhar”, diz ela. O poeta dá uma piscadela para a secretária. “Por que não vem para cá? Junte-se a mim. Esse sofá está tão... convidativo”, fala ele.

Nat perde totalmente a paciência. “Que mané sofá? Quer saber, Bento? Cansei!”, fala ela, irritada. A secretária vai até o quarto e lá de dentro fala: “Pra mim já deu... Chega!”, atesta ela. Quando volta para a sala, joga todas as roupas do poeta sobre ele.

“Não aguento mais”, fala Nat. “O que é isso, minha amada? Não fiz nada”, diz o rapaz. “É exatamente isso, você não faz nada. Acha que a vida é só amor e poesia... Cansei! (ela abre a porta da rua) Fora daqui!”, fala. Sem entender nada, Bento vai saindo com as roupas na mão. “Não compreendo”, diz ele, ao sair. E logo ela bate a porta!



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