Nova temporada de Filhos da Pátria pula 100 anos e pouco muda no Brasil

Protagonistas Fernanda Torres e Alexandre Nero exaltam crítica social e política da série com humor


  • 07 de outubro de 2019
Maria Teresa (Fernanda Torres) e Geraldo (Alexandre Nero)Foto: Globo/Paulo Belote


Por Luciana Marques

*A cobertura completa do lançamento da série no vídeo, abaixo.

A ótima série Filhos da Pátria, criada e escrita por Bruno Mazzeo e com direção artística de Felipe Joffily, tem a estreia de sua segunda temporada nesta terça-feira, 8 de outubro. E uma das novidades na história da famosa família Bulhosa, formado pelo pai Geraldo (Alexandre Nero), a mãe Maria Teresa (Fernanda Torres), e os filhos Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux), é que ela “pula” 100 anos, de 1820 para 1930, mas não se trata de uma passagem de tempo.

“O maior desafio foi manter os mesmo personagens mudando de época, como se fosse uma outra encarnação. A gente se perguntava, começa de onde parou ou começa de novo, mas o público já conhece, mas é uma nova história... E ao mesmo tempo é um pouco assustador que a gente veja que quase 100 anos depois, 1930 é quando se passa a série, o Brasil não mudou tanto assim, e continua tão parecido com 2019”, avaliou Bruno Mazzeo, no lançamento da trama no Palácio do Catete, no Rio.  

Se na temporada anterior, a família vivia no Brasil de 1822, um país recém-independente e otimista, agora o contexto inclui o governo de Getúlio Vargas, que enche novamente o país de esperança, com promessas de modernidade. Mesmo um século à frente, os personagens mantêm suas personalidades e excentricidades. 

“Maria Teresa é a minha vilã favorita. Ela é toda errada, é racista, machista, pensa primeiro nela e na família e depois nos outros. Só que é um personagem adorável. Isso eu acho que é a qualidade de Filhos da Pátria, um olhar crítico para o Brasil, para os nosso problemas incuráveis, com humor. Uma maneira de refletir sobre o nosso país, a nossa sociedade...”, ressaltou Fernanda Torres.

Elenco e direção no lançamento da segunda termporada. Foto: Globo/Estevam Avellar

“O humor é potência, é um grande equívoco de se pensar o humor como só fazer rir. A ideia do humor é também criticar quando tem que se criticar, jogar luz onde tem que se jogar luz. Eu acho que é o momento em que a gente está precisando jogar luz em alguns lugares. E eu acho que a gente conseguiu, espero que chegue no público, que as pessoas consigam enxergar na série algumas coisas que estão meio escuras”, falou Alexandre Nero.

O elenco de primeira também conta com Matheus Nachtergaelle, Serjão Loroza, Jéssica Ellen, Letícia Isnard Adriano Garib, Jose Rubens Chacha, Bruno Jablonski, Candido Damm, Thelmo Fernandes.

VEJA TUDO O QUE ROLOU NO LANÇAMENTO DA SÉRIE E OS COMENTÁRIOS DO ELENCO

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