Nicolas Prattes sobre casal “Samurocas”: “Encontro de almas”

Ator diz que pedia um papel como o Samuca, que levasse a reflexão sobre valores


  • 29 de agosto de 2018
Foto: Globo/João Miguel Júnior


Por Luciana Marques

Desde a primeira cena de O Tempo Não Para, quando Samuca (Nicolas Prattes) viu Marocas (Juliana Paiva) ainda congelada, e ele a ajudou a “despertar”, o público já “shippou” o casal. #Samurocas virou paixão nacional. “Foi um encontro de almas, um raio que bateu no coração de cada um”, avalia Nicolas.

Com apenas 21 anos, Nicolas Prattes prova novamente ser um dos atores mais promissores de sua geração – ele protagonizou Malhação, em 2015, como o Rodrigo, e viveu Zac, em Rock Story, em 2016. “Eu pedia um personagem como o Samuca para a minha vida”, conta.

Sorte dos telespectadores! Apesar de, no início, alguns críticos terem achado estranho um ator tão jovem no papel desse empresário, sinto dizer que caiu como uma luva para Nicolas. Tanto que a cada cena com a sua musa, Marocas, Samuca cativa a todos com aquele brilho no olhar, emocionado.

Samuca (Nicolas Prattes) e Marocas (Juliana Paiva). Foto: Globo/Raquel Cunha

Como é que está sendo ver o seu trabalho nessa novela já de tanto sucesso?

Está acontecendo uma coisa muito legal, que é a galera falando que está gostando da trama, que a família inteira se reúne para ver, e isso é uma coisa mágica. A gente faz a novela para o público, e quando tem esse retorno dá um gás na gente. Estamos tratando de assuntos que são bastante comuns hoje. Tem personagens que trazem contradições, são humanos e erram, retorna o valor do amor, da família. E aí colocam um personagem que é um jovem empresário, com essa coisa dele de ser humanista. Ele gosta de ajudar a comunidade que vive. E eu acho que o grande papel dessa novela é de resgatar valores, de desbanalizar o amor, quando você fala eu te amo, é 'Eu te amo'. Hoje é muito fácil falar, mas aqui a gente mostra em atitudes. E o público comprou essa ideia, e isso dá um brilho no olhar a mais de cada ator, a gente chega aqui todo o dia feliz.

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O casal #Samurocas está muito shippado, deu uma química boa entre Samuca e Marocas, não é?

Já, desde o início. Não é uma história comum, ela é uma congelada de 1886, e ele é um empresário do século 21. Ele foi criado de um jeito diferente, ele sente, ama, conversa de um jeito diferente. E os dois têm esse encontro de almas, porque ela era uma abolicionista na época dela, acreditava que os negros iriam ser livres, que todo mundo era igual, que as mulheres tinham o seu papel na sociedade. E ela chega em 2018 e se depara com tudo aquilo que acredita. E ele é um cara humanista, tem a empresa toda auto-sustentável. Ele não pensa só no próprio umbigo, o que é não é muito comum para empresário bem-sucedido hoje, que só quer colocar dinheiro no bolso. Então, está aí um tapa na cara da sociedade para mostrar que a gente precisa valorizar o ser humano. E esse shipper é por causa disso, eles são um casal forte, os dois têm muito valor. Ele tem um senso de justiça exacerbado, ela também. Ele quer mudar o mundo do jeito dele, e ela, do jeito dela. Quando accontece esse encontro, é meio como um raio que bate no coração de cada um.

Samuca (Nicolas Prattes). Foto: Globo/João Miguel Júnior

Como é para você estar sendo tão querido pelo público e ver toda essa repercussão positiva do seu trabalho?

Para mim é emocionante, e isso tudo veio de surpresa. Eu estava em um momento em que pedia alguém como o Samuca para a minha vida, porque eu queria alguém que me tirasse da zona de conforto. Eu tive dois dias de preparação da novela, a galera já estava aqui há uns dois meses. Quando peguei esse personagem, falei ‘Era ele que eu pedia’, um personagem que fizesse as pessoas refletirem, pensarem. E aqui a gente está falando de amor, e eu acho que todo o mundo vive para o amor, para ser feliz. Essa é a frase que ele no quarto dele. Se a gente for esperar o momento certo na vida da gente, a gente acha que tem que estar tudo perfeito, mas não, quando vem, tem que vir. E, com certeza, aconteceu no tempo certo para mim.

E foi uma paixão pela Marocas enquanto ela dormia, certo?

Isso, foi aquele raiozinho que toca no coração, que até estabilizar o choque, você não entende o que é. E o amor já acontece ali, já naquela primeira cena, só que ele não sabe. Eu acredito que essa história de amor à primeira vista é isso, você olha para uma pessoa, e você fala, 'Meu Deus', e vai se aproximando. Você pensa, 'Ôpa', aconteceu alguma coisa. E você vai convivendo com a pessoa, se aproximando. E aí ele se pergunta ‘Será que eu estou apaixonado?’, ele fica mexido. E esse sentimento do que está acontecendo, ele nunca teve na vida dele, porque aos 24 anos ele criou a empresa. Ele é um cara prático, focado no objetivo dele. E quando chega essa mulher, é como se ele tivesse andando, correndo, de repente, ele vê essa mulher, vai correndo atrás, dando cambalhotas, e descobre o amor...

Nicolas e a parceria de cena, Juliana Paiva. Foto: Globo/João Miguel Júnior

Já aconteceu algo parecido com você?

Na minha concepção de amor à primeira vista, é aquela coisa de você olhar para a pessoa, ficar meio paralisado e não saber o porquê você fica daquele jeito. Não sabe que ama, mas aí você começa a se aproximar, começa a entender um pouco aquele sentimento e vira amor, já aconteceu comigo, sim. Quem não teve aquela pessoa que você lê o nome dela no papel e o coração já dá uma coisa? Acho que isso faz parte do ser humano e é isso o que acontece com o Samuca, ele era noivo da Betina (Cleo Pires), eles se conheceram muito novos e ela ajudou ele a criar a empresa. Eles surfavam juntos, tem toda uma relação que quando ele vai entender era um pouco de comodidade, porque ela é uma pessoa que estava ali com ele, tinha os hábitos iguais, morava perto.



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