Monica Iozzi: “Se eu mudar, implodo, desenvolvo um câncer”

Destaque como a Kim na trama das 9, atriz diz que segue emitindo suas opiniões nas redes


  • 19 de junho de 2019
Foto: Reprodução Instagram


Por Redação

Na ótima trama das 9, A Dona do Pedaço, as cenas quentes de Kim (Monica Iozzi) com Márcio (Anderson de Rizzi) têm caído no gosto do público. A empresária de influenciadoras digitais meio “fora da casinha” diverte pelo jeito ousado, mandão e espontâneo. “Se ela estiver numa festa, se interessar por um homem e quiser ficar com ele, ela vai chegar e beijar. Se não der certo, ela parte para a próxima”, conta a atriz, que desde a sua ida para a Globo, em 2014, já atuou em Alto Astral, Vade Retro, e fez muito sucesso na bancada do extinto Video Show.

Para compor a personagem, Monica se inspirou em grandes editoras de moda. A atriz diz ainda estar aprendendo técnicas para as redes sociais, como escolher a melhor foto. Mas em seu caso, ser verdadeira é o que mais vale. “O bom é isso: saiu da gravação, guardo a Kim no armário e volto ao meu jeito Monica de ser”, ressalta. E essa transparência, inclusive ao expor suas opiniões, seja de política ou não, ela sempre teve e diz que vai continuar tendo. “Se mudar, eu implodo, desenvolvo um câncer”, fala.

O nome dela é inspirado na Kim Kardashian? Não, mas ninguém sabe direito que nome é esse. Será que ela se chama Kimberly? Será que é um apelido? Será que ela criou esse nome? Ela é uma pessoa que se construiu. Mas mesmo sendo essa pessoa criada, quase um personagem, é muito espontânea na relação com os outros. Se ela tiver que ser grosseira, vai ser. Se tiver que ser amorosa, vai ser. Eu diria que a Kim não tem filtro. O que vier à cabeça, ela fala. O que tiver com vontade, ela faz.

Como é a personalidade da Kim? Eu acho que ela é muito espontânea, mas, ao mesmo tempo, é inteira montada. Você não vê muitas coisas naturais na Kim. O visual dela é completamente pensando, a maneira como ela fala é muito pensada, o próprio nome dela. É uma pessoa que se propõe mesmo a mostrar que se modifica, que gosta de parecer com outra pessoa.

Kim (Monica Iozzi). Foto: Globo/Paulo Belote

Em quem você se inspirou para compor a Kim? Eu me inspirei muito nas grandes editoras de moda, que são as pessoas que estão ali atrás tendo um olhar de vanguarda para a tendência. O que vai acontecer? O que vai ser bacana? E é um universo muito diferente do meu. Eu estou encantada e apaixonada.

Já aprendeu um pouco mais de moda com esse universo da Kim? Ainda estou aprendendo. Eu comecei a seguir pessoas que não seguia. As revistas de moda eu sempre segui, gosto muito de moda, mas agora é um outro olhar. Agora quando vejo uma revista de moda, um editorial, eu reparo: que cenário é esse? Por que essa cor? Que luz é essa? Eu estou mais antenada, tentando entender o que está acontecendo no universo da moda e das Instagrammers, que não são necessariamente ligadas à moda mais fashionista, têm perfis diferentes. Eu estou muito curiosa. E a troca da minha personagem com a personagem da Paolla é muito rica nesse sentido.

Você já usou dicas da personagem nas suas redes sociais? Ainda não. Mas acho que é uma boa ideia. Para não falar que nunca percebi nada, o ângulo da selfie é muito importante e definitivo. Pode te derrubar ou pode te fazer deusa Rihanna. De baixo jamais, nunca. De cima para baixo favorece bastante, mas para fazer vídeo falando é melhor de frente. Essa coisa de ângulos estou pegando bem, mas por enquanto é só. Estou evoluindo nesse sentido, mas nas minhas redes sociais vou continuar sendo eu mesma. Eu apareço sem maquiagem, não me preocupo com luz, só quando estou muito derrubada com olheiras , eu coloco um filtrozinho do Instagram.

A Kim tá perseguindo agora o Márcio (Anderson Di Rizzi) e pode até acabar com o relacionamento dele. Você tem alguma semelhança com ela no campo amoroso? Nunca. A vida passa muito rápido. Depois de uma certa idade, você sabe o que funciona e o que não funciona. Então se deixou de funcionar, se o amor se transformou em amizade, se começou a se interessar por outras pessoas, deixa passar. Viva e deixe viver. Eu tenho mais essa filosofia. Nunca fui persistente, sou mais na minha.

Monica e as parceiras do núcleo de influencers na ficção, Agatha Moreira, Nathalia Dill e Paolla Oliveira, Foto: Globo/Raquel Cunha

As loiras são mesmo mais fatais, como dizem? Eu não acho! Eu prefiro as morenas. Brincadeiras à parte, tem uma coisa que achei interessante: quando fui tingir o cabelo, eu era a única morena do salão. Se você vai para a Europa não tem tanta mulher loira assim. Isso me fez pensar nesse fetiche que nós brasileiras temos com essa coisa nórdica. Acho que o cabelo loiro chama mais atenção, porque fazia tempo que eu não ouvia um ‘psiu’ na rua e agora está uma coisa quase insuportável... Outro dia eu estava de moletom e chinelo andando com minhas cachorras, juro por Deus, e o moço parou o carro e falou: ‘oh loira!’. Achei que era um conhecido meu, mas era um homem que não deveria ter feito isso. E isso nunca aconteceu comigo morena.

Você pretende manter o loiro quando acabar a novela? Eu acho que assim que acabar o trabalho vou voltar a ser morena. Talvez eu raspe a cabeça (risos). O loiro dá muito trabalho, mas estou cuidando. Não arrebentou ainda, mas tem que secar todo dia, gastar milhões de reais. A ideia foi minha, então por mais que dê trabalho, eu tenho que ficar feliz e abraçar.

Quando você esteve na bancada do Video Show foi um grande sucesso. Pensa em voltar a apresentar um programa? Sim! Eu nunca deixei de apresentar por um abandono. Sempre pensei em voltar. A princípio, era para eu ter ficado três meses no Video Show, e fiquei um ano. Era um conteúdo que improvisávamos muito, mas vai chegando um determinado momento em que você se sente um pouco sem repertório. E eu estava com saudade de trabalhar como atriz. Aí eu tinha recebido o convite do Maurinho Mendonça para fazer a série Vade Retro, e sai. Eu pretendo voltar a apresentar, mas agora tem que ser uma coisa que tenha a minha cara e assinatura. E eu acho que não vai demorar.

E a interação com o público na internet, os temidos haters continuam te atacando? Está tão tranquilo. É aquela coisa: você não se colocar , a escolha é sua, mas eu não consigo. Se eu fosse professora, maquiadora, uma pessoa com milhões de seguidores ou 10, eu falaria as mesmas coisas. Realmente, não consigo me calar. Eu tenho um interesse muito grande pela vida em sociedade e política desde muito cedo. Política é a nossa vida. As pessoas falam que não se interessam, que é chato, mas tem que se interessar. Talvez se as pessoas se interessassem mais, a gente estaria numa situação um pouco melhor.

Depois da polêmica com o Ministro Gilmar Mendes, você começou a analisar sobre o que postar nas redes sociais? Não. Se eu começasse a ter esse tipo de filtro, eu estaria concordando com a censura que ele tentou impor em minhas opiniões. Eu continuo falando o que penso, talvez com um pouco mais de cuidado. Porque eu também não tenho dinheiro para ficar pagando para esse pessoal (riso). Mas eu continuo falando e isso não vai mudar em mim. Eu tenho certeza que isso não vai mudar, porque se mudar eu implodo, desenvolvo um câncer.

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