Maria João Bastos: “Maria Pia é uma mulher sem saída”

Atriz fala do seu mais novo desafio na série O Mecanismo


  • 24 de maio de 2019
Foto: Nana Moraes


Por Redação

A atriz portuguesa Maria João Bastos participa da segunda temporada de O Mecanismo, produção original brasileira que estreou no dia 10 de maio em 190 países exclusivamente na Netflix. A série criada por José Padilha e por Elena Soarez, traz de volta o elenco liderado por Selton Mello (Ruffo), Enrique Diaz (Ibrahim), Caroline Abras (Verena), Jonathan Haagensen (Vander), entre outros. Na nova temporada do thriller policial, a investigação concentra-se na captura do personagem Ricardo Brecht (Emílio Orciollo Netto).

Maria João é Maria Pia, sua esposa, e divide com ele cenas marcantes, em que as consequências do combate ao mecanismo são evidenciadas pela ruptura de sua estrutura familiar. “É uma mulher sem saída, que vive uma enorme pressão, mas que não vai desistir de recuperar aquilo que ainda for possível. A minha personagem é uma mulher que vive para a sua família e que, inesperadamente, se vê perante uma situação dramática que mudará a sua vida”, explica a atriz.  

Com mais de 25 anos de carreira, a atriz Maria João Bastos tem uma carreira sólida na televisão, cinema e teatro, tanto no seu país, como no Brasil.  Ela já trabalhou com realizadores de renome, como Raul Ruiz, Fernando Lopes, Valeria Sarmiento, Michael Sturminguer e Jean Sagols. E contracenou com nomes como John Malkovich, em The Casanova Variations.

Maria Pia (Maria João Bastos). Foto: Divulgação

Como foram os bastidores das gravações? O Padilha é o criador da série, é ele que dá e conduz o tom geral da série, a visão geral da série. É um profissional incrível que, mesmo não estando fisicamente em todas as cenas, sua direção está sempre presente através da sua visão e do conceito que criou para contar a história. Além de ser uma pessoa muito simpática e acessível.

O que mais a chamou a atenção nesse trabalho? Fiquei muito feliz quando fui escolhida para fazer parte da segunda temporada de O Mecanismo. Eu já tinha assistido à primeira temporada e era fã da série e ser escalada para fazer parte deste projeto, trabalhar com o Jose Padilha e com este time de atores que tanto admito era muito envolvente. E, claro, a profundidade e complexidade emocional do que a personagem iria viver e como iria contar o seu lado da história.

Em cena com Emílio Orciollo Netto. Foto: Divulgação

Fazer uma série que retrata momentos recentes do país complica ou é mais fácil?  Não penso que isso seja um problema para nós atores, uma vez que a construção das nossas personagem é baseada no roteiro. Quando o trabalho se inicia, começamos a ter um deslocamento da realidade porque se transforma numa narrativa de ficção, com personagens criadas e desenvolvidas por nós com a suas próprias histórias. Existe uma informação que buscamos do universo daquela história, mas ficamos focados no roteiro e construímos a partir daí. 

Qual o seu maior desafio na série? Foi desafiante essa contenção emocional em que este casal vive, em que está mulher vive, ou seja, viver o sofrimento e a opressão que ela tem perante um drama do qual acaba por ser uma vítima e do qual fica refém. Há uma reviravolta nesta mulher, que vai ter um papel muito importante e determinante no desenrolar da história.

O que podemos esperar mais dessa nova temporada? Um desdobramento da primeira com um aprofundamento das personagens e cheio de ação, momentos inesperados e surpreendes que, de novo, prende o público.

Fazer uma série para streaming é muito diferente de fazer novela? É muito diferente começando pelo alcance, é uma série que está sendo transmitida em 190 países. Isso é muito grandioso. O nosso trabalho é visto no mundo inteiro.

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