Leandro Lima: “Meu maior plano na vida é entreter”

Coapresentador do Dancing Brasil conquista público com bom humor e perspicácia


Foto: Blad Meneghel

Por Luciana Marques

O ator Leandro Lima, hoje coapresentador do Dancing Brasil, parece bastante à vontade na nova função. Mas antes mesmo de atuar, para quem não sabe, ele foi modelo. E saiu direto de sua terra, a Paraíba, para as passarelas de Milão. "Eu só sabia que tinha que ir lá, vestir uma roupa e caminhar. Depois peguei a manha”, diz ele, que é formado em Publicidade e Progaganda, e desfilou na época para importantes grifes.

Depois, cursou interpretação no Instituto Lee Strasberg, em Nova York. Desde então, já fez vários trabalhos na teledramaturgia. O mais recente foi em Belaventura, como o cavaleiro Jacques. Antes, atuou em Insensato Coração, Passione, Caminho das Índias e Caras & Bocas. Ele também fez a minissérie Dalva e Herivelto.

Mas é a experiência de estar ao lado de Xuxa Meneghel no comando do reality de dança de grande sucesso da RecordTV, que tem feito os olhos verdes de Lelê, como a estrela o chama carinhosamente, brilharem ainda mais. “Nunca imaginei que um dia estaria falando da vida com a mesma pessoa que foi a rainha das minhas manhãs durante a infância! (risos)”, diverte-se.

Foto: Blad Meneghel

"Tem sido um aprendizado valioso apresentar o Dancing ao lado de um ícone como a Xuxa. Nunca imaginei que um dia estaria falando da vida com a mesma pessoa que foi a rainha das minhas manhãs durante a infância! (risos) Está sendo um momento especial."

- Falando em infância, quais lembranças tem dessa época na Paraíba?

Eu fui o único da minha família a nascer na Paraíba. Meus pais haviam se mudado para lá quando casaram. Sou muito grato à vivência que tive lá. Foi o que me tornou a pessoa que sou hoje. Minha infância em João Pessoa foi incrível: livre, brincando na rua, subindo em coqueiros na praia pAra tomar água de coco. Estava sempre com os amigos. Era comum brincarmos de teatro, bolávamos performances para fazer nas festas da família, fazíamos imitações de bandas da época. Na escola, eu sempre me envolvia com as apresentações de teatro. Brincava muito disso com o Igor Egypto, que é meu amigo até hoje. Falávamos que faríamos aquilo para o resto da vida. Hoje, mais de duas décadas depois, sou ator e ele é diretor.

- Quais as maiores lembranças que você tem da época como modelo e quais ganhos isso trouxe para a sua vida?

Eu comecei a trabalhar como modelo relativamente tarde. Eu tinha 22 anos e era formado em Comunicação, então foi diferente. Queria aprender sobre a cultura dos lugares, o idioma, queria viajar, mas nunca tinha feito uma viagem internacional. Saí da Paraíba direto para Milão, para trabalhar como modelo. Eu fazia os desfiles do Armani, do Ferragamo, mas não tinha ideia do que era aquilo tudo. Eu só sabia que tinha que ir lá, vestir uma roupa e caminhar. Depois de algum tempo, peguei a manha. Depois fui morar em Paris, Londres, Alemanha, Nova York. Isso me ajudou a evoluir e me deu bagagem de vida.

Ele dança tango com Xuxa no Dancing Brasil. Foto: Blad Meneghel

- Passou algum perrengue na época em que morou fora?

Passei por perrengues leves, como quando cheguei na Itália e não falava italiano. Tentava me comunicar, mas muitas vezes acabava em trapalhadas! (risos) Foi então que resolvi estudar idiomas.

- Você saiu cedo de casa para trilhar a sua carreira. Como é ficar longe da família?

Eu acabava ficando meses longe de casa e da família. Sentia saudades e voltava ao Brasil sempre que podia.

"Comecei como modelo tarde, aos 22. Queria aprender sobre a cultura dos lugares, mas nunca tinha feito viagem internacional. Saí da Paraíba direto para Milão. Fazia desfiles do Armani, Ferragamo, mas só sabia que tinha que ir lá, vestir uma roupa e caminhar."

Com a namorada, Flavia Lucini. Foto: Blad Meneghel

- Sofreu algum tipo de preconceito quando migrou de modelo para ator ou isso não rola mais hoje?

Você precisa estudar. Se estiver preparado, isso não vai acontecer. Mas sim, isso acontece com quem não se prepara, independente da profissão.

- O que tem significado para a sua vida essa experiência de coapresentador do Dancing Brasil?

Tem sido um aprendizado valioso apresentar o Dancing ao lado de um ícone como a Xuxa. Além disso, tenho me divertido muito. Estou muito feliz por estar ali. Nunca imaginei que um dia estaria falando da vida com a mesma pessoa que foi a rainha das minhas manhãs durante a infância! (risos) A Xuxa é parceira, humana e divertida. Está sendo um momento especial.

- E a responsabilidade de dançar tango com a Xuxa?

Imagine só! Dançar ao vivo na televisão, para milhões de pessoas, um ritmo que nunca havia tido contato na vida, conduzindo ninguém menos que a Xuxa! Foi ao mesmo tempo maravilhoso e desafiador.

Leandro entrevista Rodrigo Capella e a bailarina Flávia. Foto: Blad Meneghel

"Acredito que uma qualidade que tenho é o alto astral. Procuro buscar o lado positivo das coisas, escutar as pessoas. Meus amigos costumam me eleger como terapeuta."

- Prefere atuar ou apresentar?

Quando atuo, estou a serviço do personagem. Quando estou apresentando, sou eu mesmo. Uma coisa é diferente da outra, e por isso gosto dos dois.

- Você parece ter muito bom humor, é piadista. É assim sempre no seu dia a dia?

Eu procuro levar a vida com leveza e otimismo. Estou quase sempre alegre, mas obviamente tenho todo tipo de momento.

- Leandro por Leandro...

É difícil falar de si mesmo, mas acredito que uma qualidade que tenho é o alto astral. Procuro buscar o lado positivo das coisas. Também procuro escutar as pessoas. Meus amigos costumam me eleger como terapeuta. Outra coisa positiva que procuro desenvolver em mim é a capacidade de perdoar e não guardar rancor. Um defeito é ser desorganizado com as coisas. Estou procurando melhorar, mas às vezes perco as coisas dentro de casa! (risos)

Foto: Blad Meneghel

"Quando atuo, estou a serviço do personagem. Quando estou apresentando, sou eu mesmo. Uma coisa é diferente da outra, e por isso gosto dos dois."

- E quais os seus sonhos para a carreira?

Meu maior plano na vida é entreter as pessoas, seja cantando, apresentando ou atuando. O que gosto é de transformar o estado de quem está me assistindo, levar aquele espectador para outro lugar, mudar algo. No mais, deixo as coisas acontecerem naturalmente.