Josie Pessôa, a dominatrix Luciana: “Nada a ver com agressão”

Prostituta em O Sétimo Guardião, ela ressalta importância de quebrar tabu sobre tema


  • 18 de novembro de 2018
Foto: Globo/Estevam Avellar


Por Redação

Em 2014, em sua última parceria com Aguinaldo Silva, em Império, Josie Pessôa ganhou o prêmio de Atriz Revelação do Domingão Faustão pela atuação como a Du. Agora, ela tem tudo para se destacar também como a Luciana, uma das meninas do Cabaré da Ondina (Ana Beatriz Nogueira), de O Sétimo Guardião. E pelo o que tem se visto nestes primeiro capítulos, já dá para perceber que esse núcleo vai dar o que falar.

Além disso, a personagem de Josie tem uma característica em especial: ela é uma dominatrix. Ou seja, uma mulher que comanda a transa e faz os homens terem prazer ao serem destratados e submissos. “É importante falar sobre o assunto, porque essas mulheres sofrem preconceito”, diz a atriz. Indagada sobre semelhanças com Luciana, Josie se diz forte e firme como ela. E revela estar conhecendo agora também o seu “lado dominatrix”.

Luciana (Josie Pessôa) com o gato León. Foto: Reprodução Instagram

Como é estar em mais uma parceria com o Aguinaldo Silva? 

O Aguinaldo, eu não tenho nem palavras para descrevê-lo, ele entrou na minha vida através do trabalho mesmo. Começou com Fina Estampa que foi o meu primeiro personagem, e ele falou que eu estaria na próxima novela dele, aí fiz Império. E agora estou nessa novela maravilhosa fazendo a Luciana.

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Como você definiria a personagem? 

Ela é uma mulher super forte e decidida, assume a posição de dominatrix no cabaré, e eu acho ótimo poder falar sobre isso, porque essas mulheres sofrem tanto preconceito. Primeiramente, essas mulheres tem muita vergonha de falar sobre isso. Outra coisa, não tem nada ver com agressão, tem a ver com prazer, e é tudo um consenso. É um universo totalmente diferente.

Quando você ficou sabendo que a personagem seria uma dominatrix, que tipo de pesquisa, laboratório, fez? 

Eu achei incrível e pesquisei muito. A princípio, conversei com mulheres dominatrix e frequentei sites que falam disso. Mas também comecei a aprender a lidar com o chicote. É um fetiche que está em ser torturado, mas não é uma tortura, é mais o contexto, e tem ainda os apetrechos. Tem chicote, algema e várias outras coisas. Na novela eu tenho um cinto de utilidades. O cabaré da trama foi criado do zero, em uma cidade que não tem internet e quase nada.

Katiucha (Lyv Ziese), Stefênia (Carol Duarte), Adamastor (Theodoro Cochrane), Luciana (Josie Pessoa), Januária (Mila Carmo) e Ondina (Ana Beatriz Nogueira). Foto: Globo/João Cotta 

Você conseguiria viver sem internet e sem telefone? 

Eu consigo poucas vezes. Quando viajo, vou para algum lugar que não funciona telefone, e eu fico feliz da vida. Afinal é bom esse desprendimento. É bom você pensar que é um outro lugar essa cidade, sem essa comunicação, tem muito mais diálogo.

Acredita que depois dessa personagem, vão olhar para você de uma forma diferente? 

Eu falo que quando eu fiz a Du e pintei o cabelo de vermelho, as pessoas já olhavam para mim de uma forma diferente. O loiro também dá uma mexida, e junta isso com esse lado dominatrix dela, vai dar o que falar...

O que você tem em comum com a Luciana? 

Acho que essa coisa de ser uma mulher firme. Tem uma galera que começou junto comigo na profissão, lá atrás e que foi parando, desistindo, e tem que persistir. Eu me considero uma mulher forte como ela, e agora estou conhecendo o lado dominatrix da Josie.

Foto: Globo/César Alves

Já se acostumou com esse cabelo loiro?

Eu nunca tinha usado tão loiro, mas eu sou dessas que acredita que o corpo do ator é um instrumento de trabalho, então tem que mudar. Mas acho que cada personagem tem que ter o seu cabelo, o seu corpo. Também fiz uma dieta, perdi uns sete quilos. Porém, acredito que por volta do capítulo 20, tem mais uma mudança radical no visual da Luciana, e aí sim eu vou enfim ficar de um jeito que nunca me vi. Tem a ver com o cabelo...



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