Guilherme Dellorto, o Pedro Antônio: “Um cara, como eu, mais ligado no ser, não no material”

Ator de Amor Sem Igual avalia fase e romance improvável do comerciante com a rica Fernanda


  • 25 de janeiro de 2020
Foto: Blad Meneghel/Record TV


Por Luciana Marques

*Veja a entrevista completa no vídeo, abaixo.

Cria do teatro, formado na Casa das Artes de Laranjeiras, Guilherme Dellorto vem agarrando todas as oportunidade que a vida lhe oferece na carreira. E agora na Record, ele emenda o terceiro trabalho consecutivo – antes ele fez Jesus, em 2018, e Jezabel, em 2019 – como o comerciante bom coração Pedro Antônio, em Amor Sem Igual. “É um privilégio estar sendo valorizado. Espero poder retribuir isso”, diz ele.

Na trama, o primogênito de Oxente (Ernani Moraes) vive um amor que enfrentará muitos contras com a ricaça Fernanda (Bárbara França). A diferença de classe social fará com que o jovem seja vítima de preconceito pela família da moça. “O legal dessa história é que eles vão resistindo a todas essas dificuldades”, conta.

Há identificação entre você e o personagem? Pedro Antônio é um cara de bom coração. E é um cara que pensa, que por mais que apareça uma imagem que já tenha um estereótipo, um preconceito, ele é humano. E nesse sentido eu me identifico muito com ele, de ser uma pessoa que não está muito ligada no material, mas no ser.

Pedro Antônio (Guilherme Dellorto). Foto: Blad Meneghel/Record TV 

E o namoro dele com a Fernando. O Pedro vai passar por poucas e boas com a família dela, né? Ele enfrenta um preconceito de classe. Ele se apaixona pela Fernanda, uma mulher muito mais rica do que ele. E a família dele, obviamente, cria vários preconceitos em cima desse rapaz. E o legal de nossa história, que diferente de Miguel (Rafael Sardão) e Poderosa (Day Mesquita) que a história demora a juntar, eles têm alguma coisa, mas não ficam juntos. E o relacionamento de Fernanda e Pedro Antônio já começa com eles se apaixonando, ficando junto e tudo faz com que eles se separem. Então o legal dessa história é que eles vão resistindo a essas dificuldades impostas tanto pela família dela quanto pela sociedade.

O público já torce muito pelo casal, já está sendo shippado... A nossa química em cena é muito legal. A gente fez o teste para Poderosa e Miguel para a novela, já nessa cena foi muito legal, a gente criou muita coisa. E a gente traz isso até hoje desde que descobrimos que a gente ia fazer par, a Fernanda e o Pedro Antônio. E a gente traz isso, a gente fica muito vivo em cena. E é muito legal da Babi que ela recebe a proposta e propõe muita coisa. Então a gente vai criando muito em cima do que nos é dado. Então eu acho que vai dar match.

Você já viveu uma “amor sem igual”? Eu vivo isso com o meu filho toda a vez que eu ouço na babá eletrônica ele chorando, abro a porta do quarto e ele está lá, com um novo olhar, cheio de vontade e me dá um abraço e um beijo e fala bom dia, papai, é um amor sem igual. E com a minha mulher que todo o dia está dividindo essa delícia, essa dor, esse cansaço dia a dia comigo. Então todo o dia eu vivo um amor sem igual.

Pedro Antônio (Guilherme Dellorto) e Fernanda (Bárbara França). Foto: Blad Meneghel/Record TV 

Como avalia a sua carreira até aqui, tudo tem acontecido da forma que deve ser, na hora certa? Eu acho que tudo tem realmente o seu momento. Às vezes a gente fica um pouco incomodado, mas de fato as coisas têm se mostrado muito preciosas no momento que acontecem. José, meu personagem na novela Jesus, foi um presentaço que também me apareceu aos 48 minutos do segundo tempo, já estava até decidido o ator que faria. E no finalzinho apareceu a proposta do Edgard Miranda, que apostou em mim, rolou e foi um sucesso. E eu acho que eu colhi os frutos de Jesus em Jezabel, fiz o Micaías, que me trouxe outra camada. E agora o Pedro Antônio, esse personagem divertido, amoroso, cheio de conflitos. Então realmente é um privilégio estar sendo visto aqui com os meus amigos, colegas, pela empresa, de estar sendo valorizado. Eu espero retribuir isso.

Qual é para você a principal mensagem dessa novela? Eu acho que a principal mensagem é tirar essa coisa brega de julgar pelo estereótipo, eu acho que a gente tem que olhar para o ser humano com um pouco mais de humanidade, carinho, porque a gente está num momento muito polarizado, de muito conflito. Então a gente já tem um rótulo pronto para aquela pessoa. Eu acho que vale a pena a gente investigar um pouco mais, ter um pouco mais de respeito pelo outro. E a novela vai ter muita identificação, espero que as pessoas se identifiquem não só com os personagens, mas com os conflitos.

 

 

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