Gloria Pires, a Lola: “As pessoas não querem ver essa mãe padecer, esperam final feliz nessa versão”

Atriz se sente homenageada com o papel nos 50 anos de carreira e festeja casal #Lolonso


  • 03 de fevereiro de 2020
Foto: Globo/Raquel Cunha


Com 50 anos de carreira, Gloria Pires diz se sentir homenageada ao viver uma personagem tão icônica como a Lola de Éramos Seis, em sua quinta versão para a TV. Assim como ela, o público também se sente acarinhado ao ver mais uma vez o talento dessa extraordinária atriz na telinha. “Lola é uma personagem que fala com todo o mundo. As pessoas lembram da mãe, da avó, de histórias da infância, essa memória do afeto. E eu acho isso lindo”, diz a atriz.

Essa semana, todos devem ficar atentos a uma sequência forte, em que Gloria Pires certamente brilhará. É quando Lola perde o primogênito, Carlos (Danilo Mesquita), baleado durante manifestações contra o governo. Desde o início da trama, o público se emociona e sofre junto com as dores dessa matriarca. Mas diferente de outras versões, a torcida agora é para essa que que a personagem tenha um final feliz.

De preferência, ao lado de Afonso (Cássio Gabus Mendes). O casal já ganhou até shipper nas redes sociais: #Lolonso. “Eu adoro essa torcida”, diz Gloria,  casada com o músico Orlando Morais, e mãe Cleo, Antônia, Ana e Bento.

A novela já está mais para o fim e a gente vai ficar com saudades... Eu já estou com saudades... Já estou sofrendo com esse fim porque o que está acontecendo aqui desde o início é um ambiente de tanto respeito, de tanto prazer, tanta felicidade de vir, de fazer esse dia a dia que não é fácil. Uma rotina pesada, mas um convívio muito sadio, e isso dá um gás para seguir. E o que está no ar a gente se orgulha muito. Eu me sinto presenteada, homenageada, aos 50 anos de anos receber uma personagem como a Lola e estar num produto como e Éramos Seis, é muito especial.

Alfredo (Nicolas Prattes) e Lola (Gloria Pires). Foto: Globo/Paulo Belote

E como tem sido a repercussão, o que falam pra você? As pessoas amam a novela, acompanham. Todas as idades, crianças, idosos, homem, mulher, todo o mundo me dá notícia do que está acontecendo. Todos que conversam comigo ou lembram da avó ou da mãe, sempre com essas histórias da infância, essa memória do afeto. E eu acho lindo isso, a gente está precisando tanto disso.

E esse romance do casal #Lolonso, fala um pouco mais pra gente... Estamos fazendo as ceninhas, construindo esse envolvimento, virando da amizade para o amor. E o Cassinho é um parceirão, tão querido. E está muito bom, eu estou tão feliz, não dá nem para expressar, estou tão completa.

A aceitação do romance entre Lola e Afonso está grande. Isso te surpreendeu? Eu não esperava, mas fui percebendo conforme lia os capítulos, que ia acontecer em algum momento. Eu não pensava que eles fossem ter algum tipo de relação nesse sentido, mas aquela amizade muito profunda, um apoiando o outro, essa proximidade que o sofrimento traz e apoio, me parece natural que as pessoas estejam torcendo.

Foto: Globo/Raquel Cunha

Foram muitos trabalhos com o Cássio, mas Vale Tudo marcou muito, e era Afonso também, né? Era Afonso... Fizemos Vale Tudo, Desejo de Mulher...  E sempre foi tão bom, e com o tempo fica melhor, porque você conhece mais a pessoa, a confiança cresce, a admiração. Como eu disse, é um prazer enorme vir diariamente fazer esse trabalho. As cenas são lindas, tudo tão cuidadoso, especial.

As pessoas esperam muito que nessa versão a Lola seja feliz. Como você vê essa torcida? Eu acho que todo o mundo quer um final feliz. E como a gente está vivendo tempos muito difíceis, ninguém quer ver essa mãe padecer. As pessoas esperam que seja diferente das outras e pra cima. Que ela se realize, que tenha a felicidade. Eu adoro essa torcida, estamos trabalhando neste sentido.

O amor do Afonso pela Lola é meio que uma luz no fim do túnel na vida dela diante de tanto sofrimento. Você acha que o amor salva? Acho que sempre salva. Mesmo que não seja o amor romântico. Eu acho que o amor é o remédio pra tudo, para a alma, para a vida...

Muita gente acompanha seu trabalho desde o seu início na carreira. E as pessoas te veêm até como alguém próximo, da família, como você recebe isso? É muito interessante. Eu me sintonizo com o amor! Mas  não acredito que só recebo amor, porque as pessoas estão sofridas, machucadas, essa realidade que a gente vive hoje é muito assustadora.

Afonso (Cássio Gabus Mendes) e Lola (Gloria Pires). Foto: Globo/Estevam Avellar

O que você mais tem aprendido com a Lola? Cada cena que eu faço, eu me transporto lá para a época da minha avó, que viveu um pouco isso que a Lola vive. Perdeu filho jovem, ficou viúva com dois filhos pra criar, passou várias dificuldades. E em cada cena, me transporto para aquela realidade. E me enche de orgulho. Eu estou aqui graças a ela. Então, essa coisa com os antepassados, é muito forte nesse trabalho. Eu ando na cidade cenográfica e lembro do meu pai o tempo todo, das histórias que ele contava. Era uma aula passear no centro da cidade com o meu pai, ele fazia encenação, essa coisa do ator. Então o passado ficava muito enfeitado, bonito. E é nisso que eu me pego pra fazer. Eu procuro trazer essa realidade.

Você está aí com 50 anos de carreira e as suas filhos, a Cleo, agora a Antonia que estará em Gênesis,, dando continuidade... Como você vê isso? Lindo! A Lola fala, ai, a gente quer que os filhos fiquem sempre junto a gente. Mas a minha percepção de felicidade é que os filhos se encontrem, encontrem os seus caminhos. Da maneira que eles querem viver, se expressar, ganhar o seu dinheiro. E para mim é uma coisa linda, porque o meu pai iniciou na nossa família essa trajetória artística. Então hoje ver minhas filhas atuando... E, por outro lado, o Orlando (Morais), que iniciou na família dele a coisa artística, também tem as meninas trabalhando com música. É muita emoção, é muito lindo cada novidade que elas trazem, cada coisa que apresentam. Uma nova música, um novo trabalho, filme, a gente torce, apoia, vibra. E reza! (risos).

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