Giovanna Rangel, de Malhação: “O público ama odiar a Fabi”

Com base no teatro, ela festeja estreia na TV e torce para personagem ficar com Gui


  • 27 de fevereiro de 2019
Foto: Rodrigo Lopes


Por Luciana Marques

Em sua estreia na TV, Giovanna Rangel tem se divertido com a repercussão entre o público da rebelde e marrenta Fabiana, de Malhação: Vidas Brasileiras. “O que eu mais leio nas redes sociais é: 'odeio a Fabi, mas amo a Gigi Rangel'”, diverte-se a atriz. Sua torcida nesta reta final, até para a personagem ficar, talvez, mais “sociável”, é que ela termine com Gui/Peixe (Matheus Cunha), com quem já teve um envolvimento.

Mas esse talento que o público vê agora na TV, já era conhecido no teatro. Com apenas 21 anos, Giovanna já soma 14 de carreira. Isso tudo se deve à bagagem nos palcos, iniciada no espetáculo Pluft, o fantasminha, em 2004. Aliás, essa base adquirida em montagens como Godspel, O Mambembe e Fala sério, gente, a ajudaram a segurar firme um papel difícil como o da Fabi. “O palco te dá uma preparação para o que está por vir”, ressalta.

Fabiana (Giovanna Rangel). Foto: Reprodução Instagram

O que representa para você estrear na TV em Malhação, um produto que já descobriu e formou tantos talentos?

Representa uma grande conquista e eu fico muito feliz em poder fazer parte dessa "escola"! É uma oportunidade incrível.

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A Fabiana é aquela garota rebelde, que sempre apronta alguma com o intuito de aparecer. Você acha que ela é mau-caráter ou no fundo precisa de atenção por causa dos problemas familiares?

Acho que no fundo ela não é tão má. É uma forma dela se defender e sair por cima. A Fabiana não teve a presença da mãe na infância e foi criada pelo pai que não é nenhum exemplo, então acho que faltou essa figura materna pra botá-la nos eixos.

Acredita que ela possa se regenerar, até com um amor, por exemplo? Torce por isso, shipparia ela com alguém?

Sim, teve até uma época que a Fabi estava interessada no Gui, que nós chamamos de Peixe (risos). E ela ficou bem mais sociável. Mas foi justamente no momento em que ela começou a sofrer bullying por causa da mãe e o romance não foi adiante. Quem sabe agora na reta final da novela eles não fiquem juntos de novo? Torço por isso!

Como tem sido a repercussão nas ruas e nas redes sociais, o que você mais ouve em relação à personagem?

O público ama odiar a Fabi! (risos) Todos que chegam pra falar comigo na rua falam que minha personagem dá muita raiva, que eles têm vontade de bater nela, mas depois falam que isso é ótimo, porque eu estou fazendo um bom trabalho! Fico feliz com esses comentários.

Foto: Rodrigo Lopes

Há alguma semelhança entre vocês?

É difícil ter alguma semelhança com ela, mas a Fabiana é muito sincera, fala o que pensa e não quer nem saber. Eu também falo o que eu penso, mas de uma maneira mais suave.

Qual foi a importância de já ter uma bagagem bacana no teatro para a sua estreia na TV?

Foi importante demais! Foi no teatro que eu aprendi a atuar, a me virar com o que tem, a improvisar quando acontece algum imprevisto, a decorar uma peça inteira em uma semana porque precisava substituir alguém.

Você tem feito muitos musicais, o que mais te encanta no gênero?

Tudo! Eu amo o fato de ter que juntar a atuação, o canto e a dança ao mesmo tempo. Eu gosto de ver a grandiosidade que os musicais têm, os efeitos especiais, é tudo tão lindo. Me apaixonei desde que fiz o meu primeiro.

Sonha em fazer algum personagem em especial em algum musical?

Meu sonho é fazer a Ariel, da pequena sereia ou a Christine, do Fantasma da Ópera. São duas personagens pelas quais eu sou apaixonada!

Foto: Rodrigo Lopes

Mesmo com pouca idade, você tem 14 anos de carreira. O que mais aprendeu nesse tempo sobre o ofício, porque não é uma carreira fácil, né? 

Aprendi que nada será fácil nessa carreira, mas que eu tenho que continuar investindo e aprendendo. Não gosto de ficar parada, então se não estou em cartaz ou no ar, penso em fazer algum curso, ou alguma aula que irá me ajudar na profissão. 



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