Gianecchini: “Ou minha carreira acabava, ou abriria novo caminho”

Ator aponta atrapalhado mecânico Pascoal como divisor em sua jornada


  • 27 de maio de 2018
Foto: Globo/Paulo Belote


Para Reynaldo Gianecchini, a participação em Belíssima, há 13 anos, e que volta ao ar dia 4 de junho no Vale a Pena Ver de Novo, foi um divisor em sua carreira. Rotulado até então de galã por ter feito vários mocinhos, como o Edu, de Laços de Família, em 2000, o Tony, de Esperança, em 2002, e o Paco e o Apolo, de Da Cor do Pecado, em 2004, o convite de Silvio de Abreu para a sua novela, em 2005, mudaria isso da água para o vinho.

“BRINCANDO DE NÃO SER GALÔ

Na trama, com direção de Denise Saraceni, e grandes nomes no elenco como Fernanda Montenegro e Lima Duarte, que também têm ótimas lembranças da novela, Gloria Pires, Camila Pitanga, ele foi chamado para viver o atrapalhado mecânico Pascoal, que tinha um intenso caso com Safira, papel de Cláudia Raia.

“Fiquei muito feliz, e estava brincando pela primeira vez de não ser galã. Fui para os Estados Unidos e fiquei 10 meses lá estudando, e ninguém me olhava como galã. Então, com uma sincronicidade linda do destino, Silvio me chamou em seguida dizendo que tinha um personagem diferente para mim”, lembra o ator.

Safira (Cláudia Raia) e Pascoal (Reynaldo Gianecchini). Foto: Globo/João Miguel Júnior. Foto: Globo/João Miguel Júnior

“ACHEI QUE SILVIO DE ABREU ERA UM LOUCO POR ACREDITAR E MIM”

Bem-humorado, Giane diz que demorou a acreditar que aquele papel seria dele. “Primeiro, achei que Silvio era um louco por acreditar em mim, aceitei claro. E se o Silvio me chamar para servir o cafezinho vou aceitar sem nem ler a sinopse. Aí foi muito legal porque senti o perigo, afinal, em TV não se tem muito tempo para preparação, e foi um desafio enorme fazer esse personagem com tanta tinta”, conta.

“OU CARREIRA ACABA, OU VAI ABRIR NOVO CAMINHO”

O desafio era tanto, que Gianecchini brinca que na época pensava que, ou sua carreira acabava se fizesse feio no ar ou abriria uma nova fase. A segunda opção aconteceu, para felicidade do público.

"E eu pensei mesmo, ou minha carreira vai acabar agora depois desse personagem ou vai abrir um caminho novo. E de fato abriu um caminho novo porque comecei a receber convites para fazer comédia no teatro. Depois Silvio me deu um vilão em Passione, porque até então só me chamavam para ser o galãzinho”, conclui o ator.



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