Gabriela Medvedovski, de Malhação: “Um sonho? Viver a Sally Bowles, do musical Cabaret."


  • 05 de novembro de 2017
Foto: Studio Faya


Por Ana Júlia

O sorriso largo e meigo de Gabriela Medvedovski conquista qualquer um a sua volta. Desde a estreia como a Keyla, de Malhação – Viva a Diferença, ficou ainda mais efusivo pelo reconhecimento do seu trabalho. Determinação é o que não lhe falta. “O que quero vou lá e faço”, avisa a atriz de 25 anos.

E foi assim que essa paulistana, criada em Porto Alegre, com formação em publicidade e balé, começou a correr atrás do desejo de atuar após assistir vários musicais em temporada na Europa e EUA. Um sonho? “Interpretar a Sally Bowles, do Cabaret. Musical é uma coisa que eu amo e quero muito voltar a fazer”. Agora, é só voar, Gabi... O Portal Arte Blitz está na torcida sempre por você!

Nova rotina

"Tudo mudou, na verdade. Eu morava em São Paulo, vim para o Rio... A rotina fica quase toda em função da novela. Comecei a estudar mais, exposição também muda."

"A impressão que tive quando entrei na Globo e vi aquele mundo todo lá dentro foi de: 'ai, meu Deus, que medo'."

Frio na barriga

"A impressão que tive quando entrei na Globo e vi aquele mundo todo lá dentro foi de: 'ai, meu Deus, que medo'. É aquele momento que você tem que dizer: 'força, vai'. Foi difícil porque a keyla é uma personagem de muitas camadas. Então, tive que estudar muito, ter persistência, mas sempre tive muito apoio da direção, do autor."

Aprendizados com Keyla

"Ela é uma menina muito impulsiva, vai e faz, não pensa muito nas consequências de suas atitudes. Ela vem me ensinando a refletir um pouco mais, a ter mais consciência do que faço. Nos parecemos também. Essa irreverência da Keyla, alegria, espontaneidade, a gente se conecta muito nesse lugar."

Não aceitação do corpo

"A Keyla é uma menina autêntica, não tinha esses problemas, foi uma fase da vida em que se questionou sobre o peso. Passou por um momento complicado, tomou remédio sem prescrição médica. Eu já passei por isso. Não na adolescência, um pouco mais velha. Mas chegou um momento que me olhei e disse, não estou me sentindo bem com meu corpo. Como sempre tive um diálogo muito aberto com meus pais, disse: 'não estou feliz'. Com a ajuda deles, procurei um médico. Foi assim, simples. Acho que não tive muito problema por ter esse diálogo aberto com meus pais."

"Preconceito, de todos os tipos, ignorância, gente que não tem empatia. Tudo isso me deixa bem frustrada com a humanidade."

Decisão de ser atriz

"Fazia faculdade de publicidade e fui morar um ano fora do Brasil. Quando estava voltando fiz uma viagem e assisti musicais, em Londres, como Wicked, O Rei Leão. Quando saí de lá, pensei: 'acho que é isso o que quero fazer'. Ainda morava em Porto Alegre e comecei a investir nisso."

Apoio dos pais

"O meu pai é engenheiro, então, ele sempre foi o mais difícil de convencer, questionador. A minha mãe dizia: 'tá bem, é isso'. O pai era mais a consciência. Mas quando eu disse a ele que era o meu desejo, me apoiou. O mesmo aconteceu quando decidi morar fora. Vivi um ano em Israel e dois em Nova York. Como sou judia, isso facilitou minha adaptação em Israel, fiz muito amigos lá. E NY foi uma experiência incrível, fiz aulas de dança, canto, assisti muitas peças. Foi um grande aprendizado, abri meus olhos para muita coisa."

Convite para Malhação

"Me mudei para SP em 2016 e comecei a fazer aula de teatro musical. Fiz teste e passei para entrar numa peça. E nessa escola tinha um cartaz dizendo que ia ter teste para um produto da Globo. Conversei com a coordenadora e ela disse, 'vai, vai que...'. Eu fui, a produtora me chamou para um workshop, depois passei por quatro testes. No início, fui bem despretenciosa, inclusive porque a bateria de testes que fiz foi com meninas negras. Pensava que estava fora do perfil da personagem. No fim das contas, aconteceu. Foi bem rápido e bem supreendente."

"Às vezes, acho que sou um pouco reativa, tomo as coisas para mim, fico matutando na cabeça. Queria ser mais relax com certas coisas."

Fama

"Para mim é muito claro que trabalho para ser atriz, não para ser famosa. E essas consequências, sei que vão acontecer... Mas tenho estado tão imersa no trabalho, é trabalho, casa, casa trabalho, às vezes, uma praia, barzinho, que nem sou tão abordada na rua. Então, ainda não vivi muito essa coisa da fama. Às vezes, sou parada e fico feliz, gosto de ser reconhecida pelo meu trabalho e também entendo que isso é bom."

MAIOR QUALIDADE

"Acho que alto-astral, eu sempre fui uma pessoa bem para cima."

Sai do sério!

"Preconceito! De todos os tipos. Ignorância, gente que não tem empatia, isso me deixa bem frustrada com a humanidade."

Defeito

"Às vezes, acho que sou um pouco reativa, tomo as coisas para mim, fico matutando na cabeça. E, às vezes, já passou e eu fico remoendo aquilo dentro de mim. Queria ser mais relax com certas coisas."

"Musical é uma coisa que eu amo e quero muito voltar a fazer”. 

Hábitos do sul

"Chimarrão. Eu tenho aqui em casa minha bomba, cuia, erva-mate. Churrasco eu também amo, sinto saudades. Mas tem uns gaúchos que moram aqui e, às vezes, a gente se reúne e faz. Sou colorada. Mas hoje em dia não acompanho tanto. O futebol sempre foi um programa de pai e filha para mim. Sou filha única e aí meu pai encontrou nesse lugar um momento de conexão entre a gente. Íamos muito aos domingos no Beira-Rio."

Inspiração

"Tenho três nomes que são minhas referências, Liza MinelliAudrey Hepburn e a Judy Garland, minhas divas inspiradoras. Aqui no Brasil admiro muito a Fernanda Montenegro e hoje em dia uma grande referência é o Lúcio Mauro Filho, meu pai em Malhação. É uma troca diária, estar com ele em cena é sempre uma aula."

Recado para público de Malhação

"Acho que a nossa novela ainda tem muito o que falar e vai causar várias polêmicas. E vai ser interessante para conhecer o outro e aprender sobre o outro de um ponto de vista diferente."


 



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