Gabriel Stauffer: “Não se pode mais tolerar ações como as de Nicolau”

O Walid da trama das 9, ator rechaça machismo e vibra com boa fase na carreira


  • 15 de maio de 2019
Foto: Thiago de Lucena


Por Luciana Marques

Aos 30 anos, o curitibano Gabriel Stauffer vive um momento especial na carreira desde que trocou, há quase 10 anos, a publicidade pelas artes cênicas, e se mudou para o Rio. Em pouco mais de um ano, ele interpreta o segundo papel no horário nobre, que foi crescendo durante a trama. Primeiro, viveu o Cláudio de A Força do Querer, e atualmente o Walid, de O Sétimo Guardião.Sou muito feliz e agradecido por minha trajetória até aqui”, ressalta ele, que soma oito musicais no currículo, entre eles O Grande Circo Místico, no qual foi protagonista.

Já em se tratando da reta final da atual trama das 9, Gabriel fala da importância de participar de um núcleo que aborda fortemente os males ocasionados pelo machismo. Ele garante que, diferentemente do personagem nunca teve um sogro tão retrógrado como o Nicolau (Marcelo Serrado). “Graças a Deus”, diz. O ator também torce, claro, por um final feliz do professor de caratê com a atleta Diana (Laryssa Ayres), talvez o casal mais querido da novela pelo público.  

Walid (Gabriel Stauffer). Foto: Reprodução Globo

Qual o balanço você faz de sua participação na trama?

Cada trabalho é um aprendizado e, com o Sétimo Guardião, não foi diferente. Aprendi muito com meus colegas de elenco e com a equipe de direção. Fico feliz em estar participando de uma trama que fala sobre os malefícios do machismo e sobre como as mulheres devem correr atrás dos seus sonhos, por mais improváveis que eles sejam.

 

 

O casal Diana e Walid é muito querido pelo público de O Sétimo Guardião... Por que você acha que eles conquistaram o telespectador?

Acho que por causa da identificação. Eles são um casal que se ajuda, que batalha junto e dá suporte para o outro atravessar as adversidades em busca dos seus objetivos. Acho que todo mundo quer uma dupla assim.

Eu sei que você não pode dar spoiller... Mas o que o público pode esperar do fim de Walid e Diana ou o que você espera que aconteça?

Se o Nicolau der uma trégua, espero um final feliz pra eles. Walid e Diana passaram a novela buscando grandes objetivos no karatê. Também espero que eles consigam.

Há algo em que você se identifica com o Walid?

Várias coisas aproximam o Gabriel do Walid. Por exemplo, quando o Walid se viu impossibilitado de continuar lutando karatê, encontrou prazer ensinando outros caratecas e não se distanciou daquilo que gosta de fazer. Sou assim também. Imprevistos, obstáculos, sempre vão aparecer, mas acho importante continuar buscando meus objetivos e avançando em direção dos meus sonhos.

Em sua vida pessoal, alguma vez você teve algum sogro tão machista quanto o Nicolau?

Não! Mas homens com o comportamento parecido com o do Nicolau estão por todos os lugares. É importante aprendermos a não tolerar mais comportamentos desse tipo, que agridam alguém ou desmereçam os esforços e qualidades do outro.

Foto: Thiago de Lucena

Que tipo de criação você teve em relação ao machismo? 

Meus pais sempre me ensinaram a respeitar, compreender e amar o próximo. E acho que algumas atitudes machistas vão totalmente contra esses princípios. De uns tempos pra cá, o tema ganhou mais atenção e, com isso, passei  a observar mais o comportamento machista no nosso dia a dia. É um exercício necessário. Às vezes, são pequenas ações, maneiras de falar que, se evitadas, já fazem toda a diferença. Nas minhas rodas de amigos, sempre que alguém se coloca de maneira errada nesse sentido, eu falo, na boa. Tento corrigir. O homem precisa escutar mais. 

E sobre o caratê, você já tinha ligação com esse esporte, o que mais aprendeu durante as gravações?

Nunca tinha feito arte marcial alguma. Foi a primeira vez que entrei em contato com uma luta de maneira mais séria e achei muito legal. Disciplina, precisão e tônus são algumas coisas que o corpo conquista no caratê e que também são importantes para o trabalho do ator.

Você vem com trabalhos bacanas no teatro, cinema e acabou emendando agora duas novelas no horário nobre. Como avalia a sua trajetória até agora?

Tudo tem acontecido no momento certo. Em 2010 me mudei para o Rio pra começar a estudar teatro e deixei a minha carreira como publicitário em Curitiba para investigar as artes cênicas. Acabei me apaixonando! Três anos depois, em 2014, me formei em artes cênicas e fiz meu primeiro musical. De lá pra cá foram 5 anos de muito trabalho. Fiz 8 musicais, um filme, duas participações em séries e duas novelas das 21h. Sou muito feliz e agradecido. E ainda espero muitas outras coisas.

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