Gabriel Contente sobre transa de “gabicente”: “Genial Vicente ser virgem e Gabriela não”

Ator avalia trajetória do personagem e de novo sucesso de casal shippado na TV


  • 21 de janeiro de 2020
Foto: Globo/Estevam Avellar


Por Luciana Marques

Cria do teatro, Gabriel Contente finaliza o seu segundo trabalho no elenco principal de novelas – ele fez o Kavaco em Malhação: Vidas Brasileiras, em 2018 -, com um novo êxito no currículo: o Vicente de Bom Sucesso. O jovem teve uma trajetória de playboy mimado a neto e namorado amoroso. “É um personagem perfeito para um ator fazer, você pode explorar várias lados”, avalia ele.

E depois de ver o casal Kavaco e Amanda (Pally Siqueira), o #kamanda, muito querido entre os fãs de Malhação, Gabriel sentiu agora o gostinho de um novo fenômeno de “shipper”: o #gabicente. Os pombinhos Vicente e Gabriela (Giovanna Coimbra) fizeram tanto sucesso na trama que hoje irá ao ar uma ação feita com fãs. “Missão gabicente”, do Gshow, convocou o público para editar um vídeo com cenas do casal. E essa sequência será exibida no capítulo desta terça, dia 21 de janeiro.   

Acompanhem abaixo o papo que o Portal ArteBlitz teve com Gabriel, nos Estúdios Globo. Entre os assuntos, a primeira vez de #gabicente e a estreia do ator na direção de teatro.

Como você vê esse sucesso estrondoso do casal Gabriela e Vicente? Eu fiquei muito feliz que o casal fez tanto sucesso assim. É muito bom contracenar com a Giovanna. E o Vicente é um personagem perfeito de fazer, porque ele tem todos os tipos de coisas. Ele era um playboy, agressivo, que se descontrolava, era todo mimado. Depois ele começa a evoluir, começa a ser um cara mais amoroso, mais relaxado. Depois ele fica deprimido quando a Gabriela deixa ele. Então é muito bom porque dá para explorar várias coisas como ator.

E teve a questão da transa, de ser a primeira vez dele, o que acabou surpreendendo muita gente, né? Isso foi muito engraçado. Eu não esperava, eu confesso. Quando chegou o texto e eu vi que ele era virgem ainda foi uma surpresa pra mim. Na minha construção isso não estava muito definido. Mas aí quando veio, pô, já muda várias coisas, porque a partir do momento em que o Vicente é virgem e ele tinha antes todas aquelas atitudes, muda muita coisa. Eu acho genial deixar ele ser virgem e a Gabriela, não. A Gabriela até fala, “foi a primeira vez, com você”.

Vicente (Gabriel Contente) e Gabriela (Giovanna Coimbra). Foto:  Globo/Paulo Belote

Como foi a repercussão da cena? Teve muita gente que comentou essa cena. Ah, que lindo, que bonitinho. Teve uns comentários tipo, ih, Gabriela dando aula para o Vicente, umas coisas assim (risos).

Um momento bacana da trama é quando ele começa a parceria com a avó Vera, papel da Ângela Vieira. Como foi para você esse momento e o encontro em cena com a Angela? Com a avó, é o primeiro momento em que o Vicente começa a ter um lado mais solar na história. Nem no início do namoro com a Gabriela teve um lado tão solar. Mas eu acho que por tudo o que ele passou, aquele momento down, quando chega a avó e apresenta outras possibilidades para ele, de ganhar o próprio dinheiro, de ser feliz por si só. E o próprio amor da avó vai deixando ele mais soltar. E a melhor parte disso tudo foi poder contracenar com a Ângela, que é maravilhosa, uma excelente atriz, uma parceirona. No primeiro dia que ela veio gravar e a gente se conheceu, a gente já fez umas 20 cenas juntos. E deu muito certo!

O #gabicente é o casal mais shippado da novela. E você também veio de um casal de sucesso em Malhação, como é isso pra você? Eu elogiei a Giovanna aqui e eu também quero elogiar a Pally (Siqueira), uma atriz maravilhosa. Ela fez um trabalho incrível como a Amanda. E a galera está brincando que se eu tiver mais uma namorada doente, dá para pedir música no Fantástico (risos). A Amanda tinha uma doença grave, agora a Gabriela teve também. Eu achei engraçado porque o Vicente e o Kavaco são muito diferentes, mas nesse momento específico em que os dois estavam lá com as namoradas doentes, é muito parecido, lógico, tem tensões diferentes, formas de expressar o que sentem diferente, mas os dois passaram por situações bem parecidas. E, bem ou mal, sou eu, Gabriel, fazendo. Então há muitas semelhanças nessas cenas do hospital. Eu até fiquei analisando depois as cenas, é uma oportunidade de avaliar o próprio trabalho.

Gabriela (Giovanna Coimbra), Ramon (David Junior), Patrick (Caio Cabral) e Vicente (Gabriel Contente). Foto: Globo/João Cotta

Quais os planos para depois da novela? Logo que acabar a novela, eu já vou para São Luís do Maranhão, fazer uma peça com a galera do Pão com Ovo. Eu vou ficar uma semana lá, já atuei com eles. Em abril, eu estreio uma peça com um texto meu, que chama Primavera Cinzenta, na Cesgranrio no Rio Comprido. Estou muito feliz porque é o meu segundo texto que vai entrar em cartaz. O primeiro foi Natal. E agora eu vou dirigir, vai ser a minha primeira direção.

Você tem vontade de enveredar para esse lado também de roteirista de novela?  E o que acha do texto da Rosane Svartman e do Paulo Halm, autores de Bom Sucesso? O Paulo e a Rosane são muito bons. Eu já admirava eles, eu fiz elenco de apoio de Totalmente Demais, achava o texto incrível. Eu aprendo muito! Às vezes, até em pequenos diálogos, que podem parecer bobos, são interessantes, prendem você. Eles conseguem fazer isso com a gente. E eu tenho muita vontade de escrever para audiovisual. Já estou com o projeto de uma série. Eu gosto mais de atuar, mas eu gosto de escrever também, desde criança.

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