Filipe Bragança: “Há rumor de que está vindo um par para o Benjamin”

Premiado no teatro, ator da trama das 6 fala do amor pela arte e diz que “sonhar alto é seu combustível”


  • 27 de junho de 2019
Foto: Vinícius Mochizuki


Por Luciana Marques

Quem assiste à trama Órfãos da Terra, com certeza já se encantou com o boa gente e fera na informática Benjamin. Mas quem tem a oportunidade de conversar com o seu intérprete, Filipe Bragança, também é logo cativado pelo ator de 18 anos. Centrado e determinado, ele demonstra uma paixão pela profissão raramente vista em jovens da sua idade. “O Benjamin se enche de confiança e se acha imortal na frente do computador, o mesmo acontece comigo quando estou em cena”, conta ele, que deu vida ao Duda, em Chiquititas, do SBT, de 2013 a 2015.

E essa sua ligação com as artes já vem desde o teatro, quando atuou nas primeiras peças com 10 anos de idade. Mais recentemente, em 2017, ganhou o Prêmio Bibi Ferreira, de Ator Revelação, pelo trabalho no musical Les Misérables. Agora, Filipe festeja a ótima estreia na Globo, em Órfãos da Terra. Afinal, seu personagem passeia pelos principais núcleos da novela. Dependendo da torcida do ator, já está na hora de Benjamin ganhar uma namorada. E parece que isso está próximo de acontecer...

Benjamin (Filipe Bragança). Foto: Globo/Paulo Belote

Como é pra você estrear na Globo em uma novela tão potente como Órfãos da Terra? É uma grande honra poder estrear na Globo com essa novela. É muito prazeroso contar uma história como essa, que diz respeito à tantas vidas, tantas relações, tantas jornadas. Nesse momento, precisamos de empatia, e acho que Orfãos da Terra está aí para aprofundar isso.

Como definiria o Benjamin e o que você acha mais bacana no personagem, na personalidade dele? O Benjamim é muito humano, e eu gosto muito disso. Eu poderia dizer que ele é um gênio e parar por aí, mas ele é humano acima de tudo. Certas atitudes e pensamentos dele são errados, e nem por isso ele perde a bondade e o amor que tem pela família. É um cara que ama muito, ama muito a Cibele (Guilhermina Libanio), por exemplo, e a admira, assim como todos os seus familiares. E ele está disposto a usar de tudo que ele puder oferecer para cuidar dessas pessoas que o rodeiam.

Há muita identificação entre você e o Benjamin? Me identifico com ele no sentido de saber que é bom em algo, o que é muito importante. Ele é bom nos computadores, muito bom, e sabe disso. Tanto que quando ele está na frente de um, ele se enche de confiança e acha que é imortal. É o que acontece comigo quando estou em cena, acho que sou imortal.

Foto: Vinícius Mochizuki

Todo o ator diz que aprende algo com o personagem. O que você tem mais aprendido com o Benjamin, e que levará para sempre na sua vida? O amor que ele tem pela família. Eu sempre sinto falta dos meus pais e minha irmã, que estão em SP, enquanto eu gravo no Rio. Ele me dá vontade de ficar mais e mais com a família enquanto dá!

Junto com a Cibele, e agora também com a ajuda da Camila (Anajú Dorigon), ele será responsável por descobrir a verdadeira identidade da Dalila (Alice Wegman). Como está sendo participar desse núcleo “investigativo” jovem? Estamos todos amando fazer parte dessa “Mistério S.A.”. Inclusive, a direção e produção nos chamam de “Detetives Do Prédio Azul”, como brincadeira nos bastidores. É muito divertido, até porque é algo que traz um frescor pra nós como atores e para a própria história, já que foge do drama e da comédia e foca em algo talvez mais ingênuo, mas igualmente sério e prazeroso de se executar. O público pode esperar mais integrantes inesperados para esse grupo!

O Benjamin é muito ligado à prima, tinha aquela paixão platônica pela Laila... Você acha que vai aparecer alguma namorada para o Benjamin? Eu quero muito que o Benja tenha um amor. Ele tem muito amor pra dar, tem um coração enorme, seria lindo. Existem rumores de que o Benjamim tem um par chegando, mas ainda não sei quem é. Tô bem ansioso!

Você faz agora a sua estreia na Globo, mas já se destacou antes em Chiquititas. O que mais lembra dessa fase? Lembro muito das pessoas, dos amigos que fiz. Do quanto eu aprendi a cada dia convivendo com aquelas pessoas por tanto tempo. Era muito divertido, veio no momento certo pra mim, e me fez crescer muito como ator e como pessoa.

Filipe com as parceiras de cena Guilhermina Libanio e Anajú Dorigon. Foto: Reprodução Instagram

Há ator mirim que tem dificuldade de seguir na carreira por causa daquela fase de transição... Você chegou a passar por isso, teve alguma dificuldade nessa passagem da infância para a adolescência na profissão? Ah, tive. Existe um momento em que você é muito novo pra certos papéis e muito velho pra outros. É algo que acontece também em outras fases de transição da vida. Foi difícil, mas hoje já passou. Além disso, foi um momento em que eu foquei em estudar muito e aprimorar a minha técnica, fazendo todos os cursos e aulas que eu pudesse. Hoje eu não seria nada sem esse momento de transição.

Diferentemente de outros jovens, você tem papéis de destaque no teatro, prêmios... Qual a importância de você ter essa base teatral até para segurar  um papel importante na sua estreia na TV, como o Benjamin? É muito importante, claro, mas tento não pensar muito nisso, porque no final das contas não quer dizer nada. A adaptação a um personagem e a um trabalho deve vir naturalmente independentemente dos “títulos” colecionados anteriormente. Meu foco é entregar o meu máximo agora.

Filipe por Filipe, como se definiria? Filipe é um sonhador. Não tem medo de sonhar, nem vergonha. Afinal, não se pode ter. Sonho alto, e é isso que me mantém vivo. Mesmo que nada disso se concretize no futuro, já vale por ser meu combustível para viver.

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