Fernanda Nobre, que estreou na TV aos 8 anos, celebra fase

“É difícil te enxergarem mulher, quando só te veem menina”, diz, ao lembrar transição


  • 01 de fevereiro de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Por Redação

No ar como a Diana, de Deus Salve o Rei, Fernanda Nobre, de 34 anos, é dos casos raros de atrizes mirins que continuam brilhando hoje em vertentes distintas da arte, como TV, cinema e teatro. Sua estreia em novelas foi aos 8 anos como a Bibi, de Despedida de Solteiro. E ela revela ter tido receio quando à transição para a fase adulta na televisão. “É muito difícil te enxergarem como mulher, quando só te veem como menina”, diz.

Mas, com determinação, Fernanda fez valer o seu talento. Após três temporadas em Malhação, trocou a Globo pela Record, onde fez papeis importantes, como a Helena de Escrava Isaura, e a Tatiana, de Cidadão Brasileiro. Depois de cerca de seis anos na emissora paulista, ela viveu uma temporada em Londres.

A mudança, segundo ela, foi importante para o seu crescimento pessoal. “Isso foi em 2012, tinha recém me separado, foi um casamento de 8 anos (com o ator Gabriel Gracindo), saí da Record, platinei o cabelo, mudei minha cabeça e voltei mais madura. Fechei aquele ciclo e iniciei outro”, lembra.

Como a Diana da trama global das 7. Foto: Marília Cabral

E nesse novo ciclo constam grandes trabalhos como na série Copa Hotel, em 2013, na peça O Corpo da Mulher Como Campo de Batalha, que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 2017, e a participação no longa João, o Maestro, como Sandra, a primeira mulher do maestro João Carlos Martins, também no último ano.

"Diana é muito contraditória, me dá um mundo de opções. É um personagem difícil de fazer, mas é isso que eu mais amo nela."

O que tem mais instigado você ao fazer a personagem Diana?

Ela é muito contraditória, sofrida, ao mesmo tempo, guerreira, é muito leal à amiga Amália (Marina Ruy Barbosa), mas acaba se envolvendo com o ex-noivo dela, e sendo manipulada. Então, é uma personagem que me dá um mundo de opções. Ela é difícil de fazer e isso é o que eu mais amo nela.

O que acha de toda a caracterização dessa época medieval, cenários?

Nossa, eu me olho com aquele vestido, aquele cabelão, e penso, eu tenho a melhor profissão do mundo. Estou brincando e está todo o mundo brincando comigo. Muito bom!E o cenário, a forma de fazer a novela, uma produção completamente diferente. A gente grava só com uma câmera, é tipo cinema o que a gente está fazendo. Então, é tudo muito especial.

Caracterização do filme João, o Maestro. Foto: Reprodução Instagram

Em 2012 fui morar em Londres. Tinha recém me separado, saí da Record, platinei o cabelo, mudei minha cabeça e voltei mais madura. Fechei aquele ciclo e iniciei outro depois, o do mercado aberto, cinema, teatro, TV fechada."

Vocês fizeram uma preparação intensa para a trama, corporal, aulas diversas. Particularmente, tem algum cuidado em especial com a forma física?

Eu malho com o Jun Igarashi, um japonês que salvou a minha vida. Uma vez fui esquiar e acabei com os meus joelhos, fiquei cheia de dor. Era antiinflamatório, gelo, não podia andar de salto... E ele melhorou a minha vida de tal forma, nem lembro que eu tenho mais joelho. E ainda me deixou com um corpo legal. Eu faço com ele há um ano e meio, malho de três a quatro vezes na semana.

Como avalia todo esse processo na sua carreira até o retorno à Globo com um personagem de destaque em Deus Salve o Rei?

Eu comecei na Globo, depois fui para a Record porque acreditei naquilo, fui fazer Escrava Isaura, com direção do Herval Rossano, foi muito especial. Fiz novelas muito legais lá, Cidadão Brasileiro, do Lauro César Muniz, com um elenco maravilhoso. Mas teve uma hora, em 2012, que eu senti que já tinha dado para mim. Então, eu fechei aquele ciclo e abri outro, que é o mercado aberto, o cinema, o teatro, a TV fechada. Então, eu vim para cá, num caminho natural.

Em sua estreia na TV, em Despedida de Solteiro. Foto: Reprodução YouTube

Você fez atuou em muitos filmes, o último foi João, o Maestro. Como foi participar?

Eu fui a primeira mulher do maestro, contracenei com o Rodrigo Pandolfo. O filme é muito elegante. Quando eu saí da Record, fui fazer Copa Hotel, no GNT, que é do Mauro Lima. Foi um dos trabalhos que eu mais amei na minha vida, fiquei muito apaixonada. E eu acho o Mauro um gênio. Então, quando ele me chamou, falei, meu Deus, eu tenho que fazer. E quando eu assisto ao filme, eu penso, sou sortuda. Eu acho o filme muito bonito.

Como você definiria esse momento de sua carreira?

Eu estou muito feliz! E essa novela veio para arrematar 2017, foi um ano em que eu fui indicada a prêmio de teatro, lancei filme e agora veio a novela. É uma delícia tudo o que está acontecendo.

Foto: João Cotta



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