Espelho da Vida: Cris afirma que Danilo não matou Julia Castelo

Jovem revela “viagens ao passado” e amor por pintor ao médico Dalton


  • 16 de novembro de 2018
Foto: Reprodução Globo


Como Alain (João Vicente de Castro) condicionou a continuidade de Cris (Vitória Strada) no filme se ela marcasse uma consulta médica, a atriz procura o doutor Dalton (Marcello Escorel). Ao chegar no consultório, ela não esconde o nervosismo.

“O Alain está muito preocupado com você”, diz o médico. “Soube que o senhor tem formação psicanalítica, já fiz terapia antes por causa de uns sonhos recorrentes. Ele, o Alain, acha que estou ficando maluca, doida...”, conta ela. “E você, o que acha?”, indaga o doutor.

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MÉDICO ATÔNITO AO OUVIR HISTÓRIA DE CRIS: “VIAJAR NO TEMPO EM QUE SENTIDO?”

Nesse momento, Cris faz a revelação. “Estou aqui pra saber o que o senhor acha. É loucura uma pessoa sentar assim diante do senhor e dizer que é possível viajar no tempo?”, pergunta ela, decidida, surpreendendo o profissional. “Viajar no tempo em que sentido?”, quer saber ele. “No sentido de viajar mesmo pra outra dimensão, outra vida. Não me pede pra explicar porque se eu entendesse não estaria aqui. Desculpa, mas é verdade. Minha viagem no tempo também é verdade”, relata ela.

“Cris, o Alain mais ou menos me explicou...”, fala ele. “O Alain não sabe de nada, acha que ele ouviria assim, com sua “tranquilidade” de profissional? Por muito menos ele acha que eu fiquei maluca. Só estou lhe contando porque é um alívio poder falar sobre isso, seu sigilo profissional me deixa à vontade. Só a Margot sabe”, conta. E Cris continua falando. “Ela estuda muito sobre espiritualidade, reencarnação...O que acontece comigo pode ser visto como uma regressão a uma outra vida”, diz.

“Que vida é essa, Cris?”, pergunta ele. E ela explica tudo, que viveu em 1932 na cidade como a Julia Castelo, assassinada com uma bala de ouro. Dalton tenta manter a serenidade. Ela sorri. “Difícil ouvir isso tudo e não dizer logo que estou maluca, eu sei. Mas é o que acontece. Não faz ideia do que tenho sofrido, mas ao mesmo tempo eu me sinto quase abençoada por ter essa chance de voltar ao passado”, diz.

Nesse momento, Dalton conta que foi ator na juventude e acabou deixando a profissão por não saber separar a vida dos personagens da própria vida. “Quem tem esse tipo de “ desordem psíquica”, pode não conseguir mais distinguir ficção da realidade e acredita...”, fala ele. “Não é o que tá acontecendo comigo, eu realmente vivo como Julia Castelo quando volto ao passado”, afirma ela.

CRIS A DALTON: “DANILO NÃO MATOU JULIA, EU VOU PROVAR. QUEM SABE TUDO ISSO ESTÁ ACONTECENDO PARA EU RESGATAR A MEMÓRIA DE DANILO BRETON!”

E ela explica toda a “viagem” quando vai à casa de Julia Castelo. “Você se transporta, como?”, pergunta Dalton. “Existe um Portal naquela casa, não posso falar mais nada, sinto muito. Mas é nele que eu consigo entrar numa espécie de espiral do Tempo”, conta. “Preciso beber uma água, quer?”, diz ele, meio atônito. “Agora quero. Preciso”, fala ela.

Então, ele inicia um exame neurológico em Cris. “Não espero que acredite em mim. Só quero que diga ao Alain que não estou louca, que entregue um atestado”, pede ela. “Seu exame clínico está muito bom, apesar dessa tensão”, afirma ele. “Então diz isso pro Alain ou ele me tira o papel de Julia”, conta ela. “E por que você quer tanto fazer o papel de Julia?”, quer saber ele. “Sei que o senhor ainda não entende, mas eu sou a Julia Castelo. Nada mais natural eu fazer esse papel”, diz ela.

Cris continua falando... “Eu sei o que ela sente, o que ela faz, diz, quem ela ama”, conta. “Você disse que ela ama o homem que deu o tal tiro”, pergunta o doutor. “Danilo não matou Julia, eu vou provar. Quem sabe tudo isso tá acontecendo pra eu resgatar a memória de Danilo Breton! O corpo dele não ficou em Rosa Branca porque não permitiram que um assassino fosse enterrado num cemitério cristão. Uma injustiça tão grande...”, diz ela.

Após ouvir toda a história, Dalton diz que precisa analisar tudo com tranquilidade. “Calma, minha querida, eu quero te ajudar, Cris...”, diz ele. “Não sou cientista, não entendo nada sobre escala quântica, fótons, mas acredito em energias que vêm de outras esferas, em conexão espiritual que ultrapassa a linha do tempo. O que eu sei é que está acontecendo comigo”, assegura ela.

“Eu não estou fechado a nada do que está dizendo, Cris. A humanidade está apenas começando a compreender o que é possível quando lidamos com o tempo. Estou aqui pra te ouvir quantas vezes quiser. Em sigilo absoluto”, fala ele. “Obrigada, não queria fazer o Alain sofre, também estou sofrendo muito. Mas como vou dizer que o rival dele, o homem que ele desconfia que eu estou apaixonada vive em outra dimensão?”, diz ela.

Com carinho, Dalton aconselha Cris. “Você está precisando não é de remédio, precisa é falar sobre tudo isso, desabafar. Conta comigo, Cris, sempre. Só te peço uma coisa, cuidado, muito cuidado”, diz ele. Ela se despede, emocionada, sorrindo.



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