Éramos Seis: Inês vira enfermeira e nem sonha que João esconde as cartas de Carlos

Dez anos se passaram, e Shirley se penaliza por estar mentindo para a filha


  • 23 de novembro de 2019
Foto: Globo/Raquel Cunha


Dez anos se passaram. Inês (Carol Macedo), com 23 anos, se torna enfermeira, em Salvador. O que ela nem imagina é que foi enganada todo o tempo pelo pai biológico, João (Caco Ciocler), tendo a mãe, Shirley (Bárbara Reis), como cúmplice.

Durante todo esse tempo, ele impediu que qualquer carta de Carlos (Danilo Mesquita) ou de Afonso (Cássio Gabus Mendes) chegasse até Inês, e vice-versa. Nenhuma correspondência que ela enviou, chegou a São Paulo

Essa sequência deve ser exibida nesta segunda-feira, dia 25 de novembro.

SHIRLEY: “VEJO INÊS TÃO SOZINHA SEMPRE TENHO MEDO DE TER ROUBADO A VIDA DA MINHA FILHA, JOÃO. QUE NEM TENTARAM FAZER COM A MINHA...”

Shirley, mais sofisticada do que antes, está concentrada lendo uma carta. E reage às linhas, amargurada. Até João repara, vai até ela e faz um carinho. “Shirley, por que abriu a carta da Inês? Deixa ela aí, escondida!”, fala. “Como todas as outras? Eu não consegui suportar, João! Mal durmo desde que essa carta chegou. Faz oito anos que Afonso não manda nada. Desistiu. Mas agora, esse menino tenta notícias dela/ O filho da vizinha, da Lola”, conta ela.

João, que não esconde a mágoa por não ter sido chamado até hoje de pai por Inês, reage. “E daí?”, diz. “Mandou um retrato dele, ficou um belo rapaz”, comenta ela. “Pra que saber disso, Shirley? Não interessa. Nada de São Paulo nos interessa”, ressalta ele. “Vejo Inês tão sozinha sempre. Tenho medo de ter roubado a vida da minha filha, João. Que nem tentaram fazer com a minha...”, afirma.

INÊS CONVERSA COM UM MENINO NO HOSPITAL: “CARLOS? QUE LINDO NOME. SABE QUE CONHECI UM CARLOS QUANDO ERA PEQUENA CRIANÇA. MAS NUNCA O VI. E HOJE SINTO SAUDADES”

Já no corredor de um pronto-socorro da cidade, Inês trabalha com seu uniforme de um lado para outro. Nisso, chega à maca de um menino, de 10 anos, com escoriações. Ela sorri para ele e tira um origami do bolso. “Oi... Isso aqui é um origami. Conhece?”, fala. O menino diz que não.  “É uma técnica japonesa de dobrar papel e fazer formas assim. Já ouviu falar do Japão?”, pergunta. O menino logo diz que não conhece origami.

Logo Inês explica tudo ao garoto. “É mesmo muito longe. Mas esse é um tsuru, uma ave japonesa. Dizem que traz saúde e felicidade. Não é isso que todos nós queremos?”, fala. O menino faz que sim com a cabeça. “Então pronto. Esse tsuru é pra você, eu que fiz. Ele vai me ajudar a cuidar da sua saúde. Soube que você caiu do muro de casa. Mas sei que é valente como um tsuru”, fala Inês.

O menino faz que sim, ao mesmo tempo em que Inês começa o procedimento, olha os ferimentos e mexe com ele. “Mas o gato comeu essa língua? Não precisa ter medo. Tsuru e eu vamos cuidar de você. Eu sou a enfermeira Inês. E você, como se chama?”, pergunta. “Carlos”, conta o  menino. Inês, claro, não consegue esconder a surpresa e emoção. “Carlos? Que lindo nome. Sabe que conheci um Carlos quando era pequena como você? Mas nunca mais o vi. E hoje eu sinto saudade dele, do Carlos. Vamos lá.Respira bem fundo, depois solta”, fala a enfermeira.

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