Éramos Seis: Carlos morre de mãos dadas com Alfredo após um pedido ao irmão

No leito da morte, rapaz se desculpa com Lola por abandonar a família


  • 31 de janeiro de 2020
Foto: Globo/João Miguel Junior


Uma das cenas mais tristes de Éramos Seis está próxima de acontecer: a morte de Carlos (Danilo Mesquita). O jovem é baleado ao atravessar a rua próximo a uma manifestação de estudantes contra o governo.

Momentos antes de falecer, além de desculpar-se com a mãe, Lola (Gloria Pires), por abandoná-la, ele aconselha Isabel (Giullia Buscacio). E faz um último pedido a Alfredo (Nicolas Prattes).

Essa sequência deve ser exibida no dia 7 de fevereiro.

Carlos (Danilo Mesquita) é baleado. Foto: Globo/Camilla Maia

CARLOS NO SEU LEITO DE MORTE À LOLA: “JUREI QUE IA ESTAR SEMPRE POR PERTO QUE IA CUIDAR DA SENHORA. MAS ACHO QUE NÃO VOU CONSEGUIR... ME PERDOA, MÃE”

Carlos está muito mal, frágil, na enfermaria do hospital. Os olhos do jovem abrem com dificuldade. Lola, ao lado do filho, busca forças para enfrentar esse momento tão doloroso. “Que bom que você acordou, meu filho. Estou aqui... Segurando sua mão. Não vou sair daqui”, diz ela. “Mãe... Me perdoa”, fala ele. “Pelo quê, meu querido? Não teve culpa de nada, não fez nada de errado!”, afirma ela. “Eu falhei, mãe”, fala o jovem.

Lola pede para o filho, que está frágil, ficar quietinho. “Não faça força, não se aborreça, precisa estar forte”, fala. “Diga que me perdoa. Jurei que ia estar sempre por perto, que ia cuidar da senhora. Mas acho que não vou  conseguir... Me perdoa, mãe”, suplica ele. Lola está ali, diante do seu menino, chocada e devastada. Logo mais, Clotilde (Simone Spoladore), Isabel e Alfredo se aproximam dos dois. “Isabel...”, diz Carlos, com doçura.

A jovem se aproxima. “Eu estava indo falar com o Felício... Não consegui. Queria falar com ele, queria pedir que se afastasse, mas não consegui...”, conta. Isabel diz que não é o momento para falar sobre esse assunto. “Agora precisa descansar”, avisa ela. “Eu me preocupo... Mas por favor, estou lhe pedindo, não estrague a sua vida. Esse sujeito, ele não pode lhe dar um futuro... o futuro que minha irmã merece. Me desculpe, se eu me meto demais”, fala.

Nesse momento, Isabel faz um carinho no rosto do irmão. “Não, você só se preocupa. Prometo que faço tudo o que quer, prometo!”, garante ela. “Olha, Carlos... a Isabel é uma menina ajuizada. Está vendo?”, fala Lola. Lágrimas escorrem do rosto de Isabel ao ver o estado do irmão. Carlos, já está praticamente sem forças. Todos ali em volta estão com os olhos molhados. Ele sorri.

DE MÃOS ENTRELAÇADAS COM ALFREDO, CARLOS LHE FAZ UM PEDIDO: “TEM QUE ME PROMETER QUE NÃO VAI DEIXAR A MAMÃE SOZINHA. ELA NÃO MERECE... ALFREDO, VOCÊ AGORA É O RESPONSÁVEL PELA CASA”

Um tempo depois, com todos ainda no quarto, Lola segura a mão do filho. “Mamãe... por favor... eu... queria conversar com o Alfredo...”, pede. Lola solta a mão de Carlos e dá lugar a Alfredo ao lado do irmão. “Alfredo, nós sempre brigamos muito, eu sei que muitas vezes as pessoas falavam para você ser como eu. Mas quero dizer agora uma coisa que eu nunca disse antes...”, fala ele, cada vez mais fraco.

Carlos olha para o irmão e continua falando. “Eu queria muito ser como você, ter a coragem de lutar, de seguir minha vontade. Eu queria ser assim, tentei ser assim...”, diz. “Não tem importância isso, Carlos, porque falar isso agora? Você precisa descansar, não fala nada”, pede ele, com os olhos molhados. “Eu quero falar. Preciso pedir um favor... Tem que me prometer que não vai deixar a mamãe sozinha. Ela não merece, Alfredo, você agora é o responsável pela casa. Não deixa ela sozinha”, pede.

Alfredo diz ao irmão parar com isso. “... daqui a pouco você já vai levantar dessa cama...”, afirma ele. Mas Carlos repete, firme, o pedido. “Promete para mim, Alfredo. Promete”, fala. Nesse momento, Carlos está morrendo. Ele aperta a mão do irmão. Alfredo está incrédulo. “Carlos... Carlos... você tem que reagir... não se entrega... não vai, Carlos... Não vai...”, desespera-se ele. Carlos olha e sorri.

Lola, Clotilde e Isabel se abraçam e choram. “Isto não está acontecendo, eu não mereço isso, não mereço...”, fala a matriarca, com uma dor incontrolável. Carlos segue falando com Alfredo. Os dois de mãos entrelaçadas. Carlos está sereno. “Avisa à Inês, Alfredo. Diga que não pude ir...”, pede. A câmera mostrará as mãos dos dois que estavam entrelaçadas, e Carlos soltando a mão do irmão. Nessa hora, ele morre.

Éramos Seis: Afonso toma coragem e diz “eu te amo” para Lola

Éramos Seis: Isabel revela à Lola que namora um homem casado



Veja Também