Eike Duarte, o Antônio: “Maior projeto da minha carreira”

Ator, que começou criança na TV, festeja papel denso em Se eu fechar os olhos agora


  • 23 de abril de 2019
Foto: Sergio Baia


Por Luciana Marques

*A entrevista está disponível completa em vídeo, abaixo.

Aos 22 anos, Eike Duarte vive fase especial na carreira. Após se destacar como o Álvaro, de Malhação: Vidas Brasileiras, o ator está no ar como o arrogante jogador de futebol Antonio, de Se eu fechar os olhos agora. “Sem dúvidas foi o maior projeto da minha carreira”, afirma. Até porque o público conheceu Eike ainda criança em programas da Xuxa e nos DVDs XSPB ou na estreia em novelas, em Negócio da China, em 2013. “Pude mostrar um lado meu que nunca ninguém viu”, conta.

E Eike destaca também a importância de se tratar, através de atitudes do personagem, de temas tão necessários de se falar ainda hoje, como racismo e machismo. “É muito importante estar tocando em feridas como essas”, avalia o ator. Além da fase frutífera na TV, Eike também está em cartaz com o espetáculo Garotos, que fala do universo adolescente, no Teatro Folha, em São Paulo, aos sábados e domingos, às 20h.

Antônio (Eike Duarte). Foto: Globo/Maurício Fidalgo

Como foi participar desse trabalho, o que mais instigou você?

Com certeza é o desafio, que é a gasolina, o que motiva o meu trabalho. E fazer um personagem numa época em que eu não vivi, os anos 60, eu nasci em 1997. Pra mim foi muito difícil, porém foi um trabalho em que eu pude mostrar um lado que ninguém nunca viu e para um público que nunca me assistiu, que é o das 23h. Então, estou muito feliz.

 

 

Como definiria o Antônio?

Ele é um jogador de futebol, que tem uma criação, vamos dizer, muito pesada. Então, isso acaba refletindo no convívio dele com as pessoas. Mas ele é um cara que vai provar que tem bom coração também. Mas ele tem um lado de mostrar o racismo, um tema bastante atual, infelizmente, fala muito disso na série.

E tem a questão do machismo, o jeito que o personagem fala das mulheres, com nenhum respeito...

Naquela época, era legal, era de criação, machismo dominava. E hoje em dia, ainda temos muitos reflexos disso também, então é muito importante falar desse assunto, machismo, feminicídio.

 

 

Como você lida com o machismo em suas relações com a namorada, em casa, amigas?

Eu acredito que a minha geração já é um pouco diferente. E eu vejo isso tudo, eu tenho uma esperança, sou muito esperançoso em relação ao mundo. Mas eu consigo enxergar que tem muita gente ainda que vive o machismo, que acha que tudo isso é normal. Mas eu acredito que daqui a alguns anos, a gente vai estar bem avançado, e vamos conseguir.

Foto: Sergio Baia

Você disse que vive um dos seus melhores momentos da carreira nesta sua retomada, na volta à Globo. É isso mesmo?

Na verdade, eu nunca fiquei parado. Se eu não estava no ar, estava estudando, fazendo uma peça, alguma coisa. Eu sempre pude emendar trabalhos. Na casa (Globo), eu fiquei um tempo sem fazer, porque também tem aquela fase toda de você ser criança, mas também não ser um homem ainda, aquele momento da transição, e você acaba perdendo o perfil. Você não pode ser filho de alguém, mas ainda não dá para namorar... E foi um tempo em que eu aproveitei para estudar e focar no teatro, que eu amo. E agora é viver isso tudo. Esse projeto, se eu fechar os olhos agora, sem dúvidas, foi o maior projeto da minha carreira. E eu quero ver a repercussão.

 

 

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