Danilo Mesquita, o Carlos: “Sou romântico como ele, mas questionador, já fui o rebelde da casa”

Ator de Éramos Seis diz que personagem vai sofrer muito pelo amor de Inês


  • 13 de novembro de 2019
Foto: Globo/César Alves


Por Luciana Marques

*A entrevista completa no vídeo, abaixo.

Danilo Mesquita é aquele baiano que conquista qualquer um ao redor com seu bom humor e simpatia. Depois de dar vida ao Valentim, de Segundo Sol, em 2018, o ator tem o desafio agora de viver o romântico e sério Carlos, de Éramos Seis. Na primeira fase, ele foi interpretado por Xande Valois. “A gente se encontra no lugar do romantismo. Mas é um personagem muito distante de mim, na minha vida sou questionador, fui rebelde na infância”, conta.

Para Danilo, a oportunidade de fazer um papel de um clássico da literatura, que já está em sua quinta versão na TV, é algo muito importante para sua carreira. “Da mesmo forma que hoje eu lembro que o Caio Blat fez o Carlos, o Jandir Ferrari, daqui um tempo vão dizer, ah, o Danilo fez também. E isso é muito legal”, avalia. O ator festeja também o momento frutífero de sua vida profissional, em que faz shows com o projeto musical Beraderos junto com Ravel Andrade.  

Como está sendo viver um personagem de época nessa novela que é um clássico? Eu vou sofrer um pouco nessa novela também como foi em Segundo Sol, já estou craque em sofrer (risos), mas está sendo uma delícia. Porque eu nunca fiz nada de época, é uma oportunidade também de fazer um personagem de um clássico da literatura, foi radionovela, novela.

Carlos (Danilo Mesquita). Foto: Globo/Paulo Belote

Chegou a ver outras versões, sabe quem fez o Carlos? Se eu não me engano, o Caio Blat fez, o Jandir Ferrari. E eu acho que o mais legal de fazer esse papel é que o dia em que alguém falar no Carlos de Éramos Seis, como eu estou falando agora, o Caio fez, o Jandir, vão dizer, o Danilo fez. Isso é legal. Você fazer personagens que fazem parte da dramaturgia. Espero que eu seja minimamente honesto com esses grandes artistas que fizeram.

Como definiria o Carlos? Ele é um cara muito sério, o filho mais velho dessa família. E naquela época, isso vinha com responsabilidades, de ser o homem da casa, de manter a postar, de estudar, de ter o trabalho, de manter a moral, a ética. Então Carlos cresceu com essa responsabilidade, ele é um cara muito sério, junto a um amor de muitos anos não compreendido, que foi embora e ele também espera que volte. Ele é sério, é difícil até pra mim, porque eu sou muito brincalhão (risos). Ele não é nem mal-humorado, é sério. Ele quer ser o melhor, ele foi criado assim.

Família Lemos. Foto: Globo/Raquel Cunha

Há identificação entre vocês? Ele é muito romântico e eu também sou. Eu sou de Peixes, dizem que pisciano é romântico, dizem que sofre, eu sofro (risos).  Eu acho que é um personagem bem distante de mim. No romantismo ele se encontra, claro, tem a ver com a época também. Mas ele é muito diferente de mim. Para ele, se a família diz que dois mais dois é cinco, não importa, é cinco. Eu sou o contrário, eu sou um cara na minha vida muito questionador. Na infância eu fui o rebelde da casa, então eu não fui essa figura obediente, centrada e focada. O personagem que mais parece com minha personalidade é o Alfredo (Nicolas Prattes), apesar de eu ter um lado muito responsável. Mas eu tenho isso de questionar, de querer ir para outro lugar. Sou o único artista da minha família. Isso já é um sinal que eu buscava algo diferente para mim dentro daquele contexto. E eu acho que o Alfredo tem isso também, não é vilão, nem nada. Ele só busca uma outra forma de viver. Que talvez aquelas pessoas, principalmente o Carlos, não entende isso.  

E a história de amor com a Inês (Carol Macedo)? É um amor de infância, eles são separados pela história da mãe. Como ele é muito romântico, ela é a pessoa que ele espera, aguarda, pensa nela todos os dias. É um amor que ficou e ele não consegue tirar isso do coração dele. A sofrência dele acho que vai vir muito desse lugar.

 

 

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