Dani Moreno, de Amor Sem Igual: “A Furacão me liberta, eu sinto falta dela”

Atriz festeja ainda casal #Furaplex e fala da causa vegana


  • 24 de abril de 2020
Foto: Divulgação


Por Luciana Marques

Na última cena de Amor Sem Igual que foi ar, na segunda, 20, antes da pausa da trama por conta da pandemia da Covid-19, os fãs de Furacão levaram um susto e tanto. E não só eles, Dani Moreno, intérprete da divertida prostituta também. “Eu não tinha noção que ia acabar na cena do Bernardo (vilão vivido por Heitor Martinez) chegando na casa dela. Falei, meu Deus... E logo depois tem um caixão, e ninguém sabe o que vai acontecer... Se for a Furacão, ela vai ter um treco”, divertiu-se atriz em live no nosso Instagram, nesta quinta, dia 23.

Cria do teatro, Dani tem se destacado na pele da garota de programa, que pode estar no fundo do poço, mas nunca perde o alto astral. Segundo a atriz, é a primeira vez que ela mostra na TV um lado mais cômico. “Eu não me imaginava num papel assim. Eu gosto muito de fazer ela. A Furacão me liberta, eu sinto falta dela”, conta. Dani também comemora o sucesso de #Furaplex, casal formado por Furacão e por Duplex (Miguel Nader), que nem existia na sinopse. Mas assim que viu os dois numa cena, a autora Cristianne Fridmann sentiu que devia mudar o rumo da história de Furacão e fazer o casal acontecer.

Quarentena - Fazia muitos meses que eu não vinha pra minha casa, em São Paulo. Então, a primeira semana foi ah, era tanta alegria de estar com os meus bichos, o meu marido (José Trassi). Na segunda semana caiu a ficha, aí foi dolorido. Depois eu me adaptei, não tem o que fazer. Então, vamos ficar confortável nessa situação, senão a gente vai pirar. E melhor ter vida do que acontecer algo pior, dívida a gente recupera, contas a gente paga depois. Agora a vida, se ela acaba... Eu acho que isso tudo o que está acontecendo, a quarentena, abriu espaço para discussões muito maiores. Eu conheço pessoas que hoje estão em casa pensando em tudo o que evitaram enfrentar enquanto podiam sair de casa. Então eu acho que todo o mundo vai mudar de alguma forma. E pra natureza, os vírus somos nós. A gente está deixando ela dar uma respirada, nunca vi o céu de São Paulo do jeito que está. Eu tenho uma laje, eu subi lá e vi uma estrela cadente, em São Paulo, eu não consegui nem fazer um pedido de tão impressionada.

Furacão (Dani Moreno). Foto: Blad Meneghel/Record TV

Furacão, uma típica mãe brasileira - Ela é um símbolo de muitas mães que não medem absolutamente nada para sustentar o filho. Então não tem nem como julgar o trabalho dela, sendo mãe para sustentar o filho. Ela é um exemplo pra mim de todas as mulheres fortes que eu conheço, principalmente da minha família, da família do meu marido. A Furacão pra mim é a síntese do levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima. Não importa o que aconteça, ela vai dar um jeito de levantar, porque o filho dela é tudo na vida. Eu conheço muitas mães assim, a minha mãe, eu conheço muitas mulheres que são assim.

Papel cômico - A coisa da comicidade, que veio naturalmente também dela fazer piada de tudo, que também é uma coisa muito brasileira, ela faz piada de tudo, se o clima está tenso ela tenta inverter. Ela está sempre tentando deixar as coisas mais leves. Na TV é a primeira vez que eu faço um papel assim, no teatro já fiz mais. A Marta de Betânia, de Jesus, ela já tinha um pezinho lá. Na sinopse, ela tem toque de limpeza, está sempre arrumando as coisas, é rabugenta com os irmãos, quer tudo sempre certinho. E, sem querer, ela foi para aquele lado mais cômico. Aí a Furacão veio e... Eu jamais imaginei na minha vida trabalhar com essa lado mais cômico. É engraçado, a gente se doa para a personagem, mas, às vezes, a personagem traz muita coisa pra gente. A alegria dela, de estar sempre pra cima, me faz falta. A positividade dela é o que eu mais trouxe pra minha vida.

Sucesso do casal #FuraplexO casal nem estava previsto para acontecer. Na verdade, o Duplex era para ser uma participação. Era para ele fazer aquela guarda na porta do apartamento dela e acabar ali. E diz a Cristinne que ela não conseguia dormir com o personagem na cabeça. Parecia que o Duplex estava chamando ela para escrever. E aí não só se manteve, mas como mudou completamente o curso da Furacão, da família, do Caio (Henrique Camargo). Era uma outra coisa que estava por vir, de repente, o Duplex apareceu e mudou tudo. E o Miguel (Nader) tem essa veia cômica muito mais forte do que eu, inclusive. E a gente tem até que abaixar um pouco a dele e aumentar um pouco a minha para dar uma equilibrada. E rolou, ele, daquele tamanhão dele, com o coração derretido do Duplex, com a coisa de cuidar do Caio, de cuidar da Furacão, ela sofre demais, aí foi... Ele conquistou o coração de todo o mundo.

Dani Moreno, Henrique Camargo e Miguel Nader. Foto: Blad Meneghel/Record TV

O que esperar da segunda fase da novela - Muita ação. E muita comédia também. Vocês não tem noção do que Furacão ainda vai aprontar nessa vida. Bernardo tem que pagar, mas até agora nem a gente sabe se ele vai pagar... 

Veganismo - Eu virei vegetariana em 2011 e eu consegui me tornar vegana um pouco antes do meu casamento, há um ano. Na verdade, eu já tinha consciência da indústria do leite e dos derivados e dos ovos também, da granja. Mas na minha cabeça eu já estava fazendo o suficiente para ajudar. E todo o mundo tem uma intolerância à lactose, nós somos ainda os únicos animais do planeta que ainda bebem leite, ainda mamam em outra espécie depois de adulto. Só que a minha intolerância foi piorando. E eu comecei a tomar remédio para poder comer queijo, aí eu falei, isso não faz o menor sentido. Eu estou enganando quem? Aí eu parei de comer. E pra mim foi mais fácil do que eu imaginava depois que larguei. E foi mais difícil para eu entender antes o processo, de virar a chavinha. E na real eu falo bastante sobre o veganismo porque as pessoas não têm acesso à informação, de maneira proposital. A indústria não quer que a informação chegue. A maior arma de um povo, de um ser humano, contra qualquer coisa é a informação, o estudo. Então é muito difícil a informação chegar no público, principalmente nas pessoas de baixa renda. Então eu acredito que com o meu alcance, eu seja responsável por essa voz de alguma forma.

Comida vegana é cara? Não. Ser vegano não é caro. Falam também da praticidade. É muito bom a gente lembrar, isso eu falo para o meu marido todos os dias... Ele não é nem vegetariano, ele come muita carne, inclusive. Na minha casa era churrasco todo o fim de semana. E eu venho de uma família muito pobre, eu não tenho uma situação financeira confortável na minha vida até hoje. Então falar pra mim que o veganismo é caro é muito surreal, porque se você pega 50 reais e vai numa feira, se você pular a banca das carnes, você tem comida para a semana inteira ou mais. E eu falo muito para o meu marido quando ele está passando do ponto do exagero da comida. Eu digo, não esqueça que a comida é para te alimentar e não para você se sentir estufado. É importante lembrar que a gente come aquele alimento pra gente se nutrir. Se você come um prato onde você tenha proteína vegetal, carboidrato, fibra, cálcio, você não precisa de mais nada. É uma questão de reeducação mesmo. A gente vive numa cultura que vende a carne como luxo e aí é o que eu não entendo, as pessoas falam que ser vegetariano é caro. E a gente sabe que a carne é um status de quem tem dinheiro. Então não faz sentido, é uma resistência mesmo.

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