Carol Macedo sobre Malhação: “Eu falo que a K2 foi a minha virada”

Após destaque em Éramos Seis, atriz se vê em Viva a Diferença e Fina Estampa


  • 16 de abril de 2020
Foto: Sergio Baia


Aos 26 anos, Carol Macedo já tem um currículo de trabalhos bem importantes na TV. Isso, desde a sua estreia em novelas, em Passione, há 10 anos. Atualmente, logo após ter se destacado como a Inês de Éramos Seis, ela pode ser vista duplamente na tela na Globo: como a Sol de Fina Estampa e a K2 de Malhação: Viva a Diferença. “Quando eu estou gravando, sou muito crítica, agora eu consigo ver com mais calma e curtir”, conta.

A despachada K2, que formou uma dupla da pesada com K1 (Talita Younan) na novela teen, é considerada pela atriz como uma virada na sua carreira. “Foi a melhor coisa que fiz na vida”, afirma. Tudo isso, atriz contou em live realizada em nosso perfil no Instagram, nesta quarta, 15 de abril. No bate-papo, a atriz revelou também algumas curiosidades da época em que viveu a funkeira Sol em Fina Estampa.

Sol de Fina Estampa

"A Sol foi a minha segunda personagem, foi a minha segunda novela. Eu já trabalhava desde novinha fazendo publicidade, eu comecei a trabalhar com 7 anos. E ao mesmo tempo, ia me preparando, fazendo curso de teatro para criança mesmo, aulas de dança, de sapateado, sempre gostei, acho que eu sempre quis ser atriz. E meus pais sempre me apoiaram e me acompanharam desde então. A minha primeira novela foi Passione, eu tinha 16 anos. Logo depois eu fiz Fina Estampa, tinha acabado de fazer 18 anos. E foi muito diferente. Foi uma personagem muito diferente da Kelly, que era mais drama, mais novinha. E a Solange era uma coisa mais despachada, mais pra frente, era muito corpo aparecendo, muito funk, era muita música. Eu não cantava, mas tive que cantar. Eram umas roupas muito coloridas."

Sol (Carol Macedo). Foto: Globo/Alex Carvalho

Curiosidade em Fina Estampa

"Eu sempre fui muito magrinha. E quando eu fui chamada para fazer a Sol, eu tinha que ganhar um pouco mais de corpo. E eu comecei a me preparar três meses antes. Mas eu nunca tinha malhado na vida. E três meses é pouco tempo para ganhar corpo, porque eu era muito magrela. Então eu comecei também a tomar suplementos e vitaminas, com indicação médica, claro. E quando começou a novela, eu não conseguia malhar tanto quando antes, mas continuei tomando os suplementos. E aí eu acabei engordando mais do que deveria. Eu tenho muita bochecha e a televisão engorda ainda mais você. E eu lembro que a primeira coisa que eu via era aquela bochecha enorme (risos)."

Furacão K2

"Eu falo que a K2 foi a minha virada. Muito engraçado, né? Porque todas as novelas que eu fiz antes eram das 9, que geralmente são as mais vistas, mais comentadas. E eram boas personagens. Aí eu pensava, como será que vai ser em Malhação? Nossa! Foi a melhor coisa que eu fiz na vida, eu costumo dizer. É um público que eu não tinha, um público que eu conheci mais de perto, porque tinha um carinho mais próximo dos fãs, que eram mais jovens. Eles iam no Projac, a gente mantinha um contato direto no twitter, no instagram, o que eu não tinha nas outras novelas. Isso pra mim foi incrível, foi uma virada."

Risadas com K2

"Uma personagem maravilhosamente bem escrita. Tinha a questão da K1 (Talita Younan) e da K2 serem as vilãs mas, ao mesmo tempo, engraçadas. Isso era muito gostoso de fazer. Tinha a coisa da dança também. Eu me sinto muito sortuda de ter participado de Malhação: Viva a Diferença. Eu tinha trabalhado com o autor, o Cao (Hamburger), quando eu tinha 11 anos. Eu amei fazer a K2, dou muita risada com ela. E eu ali, já estava mais velha, com 24 anos. A maioria da galera do elenco era nesse nível de idade. Querendo ou não, a gente está mais focado do que quando tinha 17, 18 anos. E a maioria parte do elenco continuava estudando. E ontem eu estava assistindo ao capítulo, porque quando a gente tá gravando, é tudo muito corrido. E eu sou muito crítica, eu olho vendo o que posso acertar para as próximas cenas. Não consigo curtir. Agora estou vendo com mais calma. E eu observei a delicadeza que todos tinham com a novela, direção, fotografia, figurino, caracterização, era tudo muito certinho."

K2 (Carol Macedo). Foto: Globo/Sergio Zalis

Carinho dos fãs

"Eu sempre tiro um tempo para responder, falar com eles, estar próxima deles. Na época da K2 eu recebia muitos presentes. Carta de rolo, montada com recados de vários lugares do Brasil, quadros, fotos, tudo isso eu guardo. Eu tenho fã-clubes com o feed mil vezes mais bonito do que o meu, eles fazem tudo com muito carinho. Eu fico chocada, o tempo que eles perdem da vida deles dedicando pra mim. Não tem como agradecer."

Personagem para viver eternamente

"Eu ia falar a Inês. Mas ela sofreu tanto, né? Na verdade todas que eu fiz sofreram muito, só a K2 que sofreu um pouquinho. Mas eu acho que a Inês, mesmo com todo o sofrimento dela. Era uma época que eu não vivi, anos 30 e anos 40, ver a cidade de São Paulo naquela época, sou curiosa, gosto de pesquisar."

Final de Éramos Seis: team Carlos (Danilo Mesquita) e Inês

"Eu sou team Inês e Carlos. Nossa, quando Carlos morreu, eu fiquei meio perdida. O que vai ser da Inês agora? Ela tem que ter um luto eterno, porque é um amor que não existe. Um amor que espera tantos anos, um amor que não existia. Então eu ficava muito na torcida... Na minha história, se eu estivesse escrevendo a Inês, teria dúvidas se o filho era do Carlos ou do Alfredo (Nicolas Prattes). Sabe aquela coisa bem novela?"

Inês

"Eu amei fazer a Inês, teve. Eu tenho muita facilidade de sair da personagem. Mas tinham cenas dificílimas, nossa, a morte do Carlos, as cenas no hospital. Quando eu cheguei em casa, eu estava fazendo comida, eu não tava aqui, doeu muito, a cabeça, foi tudo muito forte, puxado, as da guerra também. Mas foi uma delícia, não sei viver sem isso. E pensar na vida, era uma coisa bem doida. Fora a oportunidade de ver tantos atores maravilhosos atuando, era um estudo diário. Ver a Gloria Pires interpretando é bizarro, porque é uma naturalidade que você não sabe de onde vem, é perfeito. O Cassinho (Gabus Mendes), era o meu amor, eu aprendi muito com ele, a gente gravava direto. Foi um elenco muito bem escolhido."

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