Carol Kasting é “vilã com trajetória de heroína” em Portugal

Atriz fala da recepção impecável da equipe e da identificação com cultura do país


  • 20 de julho de 2018
Foto: Faya


Por Luciana Marques

Há pouco mais de um mês e meio vivendo com a família em Portugal, Carolina Kasting vive uma experiência nova e desafiadora em sua vida e carreira. A atriz grava no país a trama Valor da Vida, da TVI, em que dá vida a um dos personagens principais da trama da autora Maria João Costa, a vilã Camila, uma traficante de órgãos.

A recepção dos atores e da equipe em Lisboa foi definida pela atriz como uma “oportunidade de vivência rara”. Como em toda a mudança, as coisas não são fáceis no início, mas ela garante que o marido, o diretor e designer Mauricio Grecco, e os filhos Cora, de 13 anos, e Tom, de 2, aos poucos, vão se adaptando.

Fora isso, ela ressalta a sua identificação imediata com a cultura e os hábitos do país europeu. “O compromisso e a qualidade das coisas por aqui, tem tudo a ver com o meu jeito de ser”, ressalta ela, que não afasta a possibilidade de, agora em diante, se dividir entre Brasil e Portugal.

A vilã Camila (Carolina Kasting). Foto: Divulgação

O que tem mais instigado você nessa participação na trama Valor da Vida, da TVI, em Portugal? 

A personagem. É uma das mais incríveis que já tive a oportunidade de viver. É uma vilã com trajetória de heroína.

O que foi essencial para você aceitar esse convite? 

A união de algumas coisas no momento certo. Sempre tivemos vontade de passar uma temporada fora do Brasil com a família. Recebi o convite e a personagem me arrebatou. E ainda juntou com o fato de poder me deslocar com toda a minha família, pois Mauricio não estava com nenhum projeto inadiável. Além da proposta ter sido boa. 

Que tipo de vilã é a Camila, tem algum “colorido” em especial?

Sim. É uma vilã que fará os telespectadores torcerem por ela. É uma mulher que sobreviveu a tudo e se tornou muito forte e poderosa.

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Há alguma diferença no processo de gravação da trama aí em Portugal do que você estava acostumada no Brasil? 

Sim. O esquema de produção é mais simples, mas muito profissional como no Brasil. Não há luxo, de maneira geral aqui na Europa, há menos ostentação do que no Brasil.

E como tem sido a troca com os atores e a equipe portuguesa, foi bem recebida?

A autora Maria João, a equipe de diretores do Sergio Graciano e a equipe técnica são impecáveis. Proporcionaram-me uma oportunidade de vivência rara, em que poucas vezes tive na minha carreira. 

Foto: Faya

Que balanço você faz desse quase um mês e meio em Portugal?

É preciso tempo para se estabilizar em um outro país e compreender a cultura de outro lugar. Aos poucos, as coisas vão se ajeitando. Mas já consigo perceber a identificação que tenho com o compromisso e a qualidade das coisas por aqui. Tem tudo a ver com o meu jeito de ser.

Como está sendo a adaptação de sua família aí?

Cada um com suas necessidades e desejos estão aos poucos se estabilizando. As crianças estão bem. 

O que você mais admira em Portugal, moraria de vez aí?

Sim, moraria. Mas como falei, não fechei as portas no Brasil. Minha ideia é continuar trabalhando lá e aqui. Quem sabe firmar residência nos dois lugares.

Quais locais teve a oportunidade de conhecer nessa temporada aí, que você se encantou?

Gravamos em Guimarães, o berço de Portugal, um lugar lindo.

Até quando você pretende ficar em Portugal, e quais os próximos projetos?

Tenho planos de fazer uma exposição de fotografia aqui e estrear o monólogo Liv. Todos estes para o final do segundo semestre ou início de 2019. 



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