Camila Lucciola: Super à vontade na sua Bahia, em Segundo Sol

A Katiandrea da trama, atriz define colega Adriana Esteves como “gênia da arte”


  • 12 de julho de 2018
Foto: Globo/João Cotta


Por Luciana Marques

Em sua segunda novela – ela fez Saramandaia, em 2013 -, Camila Lucciola vem ganhando destaque no poderoso e inquietante núcleo da cafetina Laureta (Adriana Esteves), em Segundo Sol. No capítulo que vai ao ar nesta quinta, 12 de julho, a garota de programa Katiandrea, sua personagem, leva uma surra de um cliente.

É a partir daí que Ícaro (Chay Suede) começa a ver que sua “Lau”, não é tão flor que se cheire como ele pensa. Além de não defender a pupila, a cafetina não deixa ninguém fazer queixa na polícia. E será a própria Katiandrea que a abrir os olhos do filho de Luzia (Giovanna Antonelli). Aliás, para Camila, um dos seus grandes ganhos nesse trabalho é atuar com Adriana Esteves. “Ela é gênia da arte”, elogia.

A atriz baiana, que também é bailarina, vem agarrando como nunca essa oportunidade, e está fazendo bonito. Também pudera, natural de Salvador, ela brinca que se sente em casa. “Eu tenho esse universo dentro de mim, a cor, o cheiro, o ritmo, e uma ajuda, um adianto”, constata ela, que é mãe de Felipa, de 7 anos, do relacionamento com o ator Marcelo Faria.

Katiandrea (Camila Lucciola). Foto: Reprodução Globo

Como está sendo para você este trabalho em Segundo Sol?

Estou muito feliz, sobretudo porque é uma novela que se passa em Salvador, e eu sou baiana. Então, atuar no meu sotaque está sendo libertador, um presente. E o meu núcleo é uma delícia, a Adriana Esteves é gênia da arte, mestra. Às vezes, eu fico assistindo, esqueço que estou em cena com ela, é uma aula completa.

E o núcleo de vocês tem vários baianos, né?

Tem, o Hugo Moura (Robinho), o Ciro Sales (Du Love), a Milla Araujo (Fabiana) também é baiana. A gente se ajuda bastante.

No laboratório sobre a Bahia, você deve ter saído na frente, não?

A novela teve um laboratório, mas eu não participei. Fui chamada depois. Mas eu acho que em se tratando da cultura, da comida, da música e do som da Bahia, eu venho me preparando desde 1984 (risos). Então, eu acho, verdadeiramente, sem nenhuma cerimônia, eu tenho esse universo dentro de mim. Minha família inteira é baiana. Claro que eu faço uma garota de programa, mas eu acho que a cor da cidade, o ritmo, o cheiro, e ser natural de lá, já me traz um estofo para criar, já me deixa mais, não digo confortável, mas mais preparada para arriscar.

Como foi o seu início na carreira?

Eu comecei no teatro aqui no Rio. Antes, eu fiz dança em Salvador. Me mudei para o Rio em 2005, e me formei pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Fiz bastante teatro, depois tive minha filha, até fazer Saramandaia, minha primeira e única novela até então. Fiz mais séries, cinema, talk show...

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Todo o mundo sabe que a carreira de ator não é fácil. Em algum momento você pensou em desistir?

É uma carreira difícil, é dia a dia, uma luta. Mas nunca pensei em desistir porque eu sou isso. Então, eu abri frentes, faço outras coisas, sou bailarina, dançarina, tenho uma marca de maiô. Mas a arte sempre foi o meu norte, minha identidade. Por isso, desistir nunca foi uma alternativa.

Foto: Globo/Paulo Belote

Como você definiria a Katiandrea?

Ela era a favorita da Laureta, a protegida, foi uma das primeiras nesse negócio, o braço direito dela, e se sentiu ameçada com a chegada da Rosa (Letícia Colin), uma novinha. E começa a fazer tudo o que está ao alcance para continuar sendo a pupila ali, arma umas coisas... Ela não é uma vilã, mas ela quer sobreviver ali, porque quem é favorito da Laureta tem regalias dentro da casa. Então, ela se empenha para continuar no posto.

Você aparece em cena super em forma. A genética sempre a ajudou?

Eu sou bailarina, ex-ginasta, então, tem uma memória corporal forte mesmo. Mas eu me exercito, eu faço crossfit, dança contemporânea, balé, hot yoga, estou sempre buscando me exercitar, principalmente pela saúde.

E a sua filha, o que mais chama a atenção nessa fase dela?

A Felipa está com 7 anos, e ela me encanta sempre. É vaidosa. Antes de eu sair para uma festa, ela experimentou 10 sapatos, quatro vestidos, se maquiou, ela não pede para vir porque sabe que não pode, mas fica na preparação, se vestindo. E ela opina, fala: 'Mãe, esse sapato não tá legal, essa bolsa não é boa, solta o cabelo'. Ela é danada.

E ela já entende que você e o pai trabalham na TV?

Ela super entende. Ela vive neste meio há muito tempo, cresceu na coxia do teatro, ia nos estúdios da Globo, no set de filmagem. Ela gosta, mas ela não gosta de se sentir obrigada, claro que ela não é. Quando ela se sente comparada comigo e com o pai, ela diz, eu não quero ser atriz, não é isso. Ela se defende, ainda bem...



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