Caio Paduan, o Quinzinho: “A Dandara bagunça a vida dele”

Ator diz que culpa por morte faz ricaço sofrer e ele deve assumir escolhas erradas


  • 02 de março de 2019
Foto: Sergio Baia


Por Redação

O ator Caio Paduan tem divertido o público com o seu ricaço mimado Quinzinho, em Verão 90. É mais um personagem cheio de nuances que o ator agarra bem – seu último papel foi o delegado Bruno, em O Outro Lado do Paraíso. “Quinzinho é cheio de questões, é um moleque bom, mas com ética e valores deturpados. Ele é ruim e não é”, define Caio.

Apesar de todos os deslizes do personagem, caiu no gosto do público o romance dele com a dançarina Dandara (Dandara Mariana). Os dois atores têm feito um jogo divertido em cena, com muita tensão sexual entre os personagens. “A Dandara bagunça a vida ele”, diverte-se o ator. Mas nesses últimos capítulos, Quinzinho errou e feio.

Num momento de discussão com Nicole (Bárbara França), ele acabou sendo responsável pela queda e posterior morte da DJ, em uma festa. Mas por armação do amigo Rogê (Jesuíta Barbosa) e também de sua mãe ardilosa, Mercedes (Totia Meireles), a culpa recaiu em João (Rafael Vitti), que passará três anos na prisão. Será que Quinzinho terá como se redimir?

Quinzinho (Caio Paduan). Foto: Globo/João Cotta

Como você definiria o Quinzinho?

Ele é muito divertido, extrovertido, simpático, egocêntrico e dialético. Tem momentos que ele é muito legal e outros que impressiona as coisas que ele fala. Ele é fruto do meio, é um produto que projeta o pai e a mãe dele. E que o sistema colocou, eles segregavam as famílias ricas, eram mais importantes do que as outras. Ele é uma pessoa como ele fala: ‘cansa ser o rei do Rio’.

E o envolvimento dele com a Dandara, tem toda a questão do preconceito, será que ele enfrenta a família?

Ele não fala que é pela cor, mas sim pela situação social. Ele tem um preconceito com ele mesmo, ele sabe que não pode namorar com ela, mas quem falou isso para ele? Ele sabe que socialmente não vai rolar, porque continua com a Larissa. O Kayky (Brito), que faz o Candé, tem umas falas pesadas e aí eu digo para ele que a gente tem que fazer bem para mostrar que isso é em 90, mas existe até hoje. E a Dandara vai atrapalhar, bagunçar a vida dele.

 

 

Acredita que ele muda muito depois da morte da Nicole?

Acho que mudaria qualquer ser humano, presenciar o que ele presenciou e ainda saber que a culpa é dele. Assusta ver o Rogê, o amigo dele, com aquela frieza. Ele sofre, acabou a graça da vida dele. E ele é um molecão, um garoto jovem brasileiro, carioca, que se colocou em situações complicadas por escolha dele. Aí a responsabilidade dele é essa, se colocou na situação de amante tambem de confusão.

Como foi quando você recebeu esse personagem?

O convite do Jorge foi mais um presentão. Eu sou muito agradecido a Deus, porque é mais um personagem forte. Eu tenho uma sequência interessante de bons seres humanos para contar a história, o Afonso (Além do Tempo) foi legal, o Gabriel (Malhação), o Alex (Rock Story) era muito cheio de coisa também, tinha profundidade mesmo sendo um vilão. Logo depois veio o delegado Bruno (O Outro Lado do Paraíso) e agora mais um cheio de questões.

E o tema anos 90 na novela?

É uma novela rápida e cheia de transformações. É um momento 90, em que o brasileiro se descobre com potencial, com esperança. A gente começa a década com esperança, aposta em um presidente que não dá certo, mas tem esse lugar. A moeda se fortalece, a abertura dos comércios, os Estados Unidos invadem o mundo inteiro, mas a gente vira quintal declarado. O Quinzinho é aquele garoto que cresceu indo para a Disney o tempo todo, casa em Miami, tudo muito do bom e melhor.

Rafael Vitti sobre atuar com Jesuíta Barbosa: “Fiquei nervoso”

Marina Moschen sobre o casal "Dilari": “História linda”

Klebber Toledo e o desafio de ser par do furacão Claudia Raia



Veja Também