Bruno Cabrerizo, Houssein: Amor proibido por Soraia, esposa de Aziz

Capanga irá se declarar à personagem de Letícia Sabatella em Órfãos da Terra


  • 04 de abril de 2019
Foto: Montagem


Além da história de amor que nem bem começou de Laila (Julia Dalavia) e Jamil (Renato Góes) e já conquistou o público em Órfãos da Terra, logo um outro casal também ganhará a torcida dos telespectadores: Houssein Zarif (Bruno Cabrerizo) e Soraia (Letícia Sabatella).

Ele, capanga de Aziz (Herson Capri), que foi retirado de um orfanato e adotado pelo sheik ainda criança, junto com o primo, Jamil. E ela, a primeira esposa do todo poderoso, com quem tem Dalila (Alice Wegmann), a jovem mimada, que aprontará muitas maldades na trama.

Os dois sempre viveram sem assumir o que sentiam um pelo outro. Mas após desafiar o próprio marido, ajudando Laila a escapar do casamento com ele, Soraia também se sente encorajada a abandonar uma vida infeliz.

 

 

BRUNO CABRERIZO SOBRE AMOR DECLARADO DE HOUSSEIN E SORAIA: "AÍ COMEÇAM OS CONFLITOS DELE"

No lançamento da trama, Bruno Cabrerizo, que se divide entre a Itália, onde vivem os seus filhos, e o Brasil, falou um pouco sobre Houssein. A última novela do ator, que marcou a sua estreia na teledramaturgia do Brasil, foi Tempo de Amar, em que ele viveu Inácio.

Nos conte um pouco mais sobre o Houssein?

O Hussein tem uma gratidão enorme e não questiona nenhum dos atos do patrão. Até que toca na única pessoa da família dele, que é o primo, Jamil. É quando ele descobre que o grande amor da vida dele, no caso a primeira esposa do Sheik, a Soraia, também é apaixonada por ele. E aí começam os conflitos internos do Hussein. Mas ele é um cara do bem, muito direto e reto. Ele tem um respeito muito grande pela cultura dele e até por isso ele suprime esse amor pela primeira esposa, porque na cultura árabe a traição gera morte.

O seu personagem também será incumbido de procurar a Laila, personagem da Julia Dalavia, que fugiu do sheik?

Então, ele vai ter sim uma missão, mas essa missão eu não posso revelar. O que eu posso revelar é que ele vai proteger o primo. Porque é a família dele, é a pessoa por quem ele tem um amor enorme.

Como foi a sua preparação?

Eu já estive no Líbano duas vezes, há cerca de dez anos a trabalho. Sem imaginar que um dia eu estaria fazendo o papel de um libanês. Tudo o que eu vi, ouvi e aprendi com eles, eu trouxe para a minha preparação pessoal. Mas eu não tive nenhuma relação direta com nenhum refugiado, a não ser no workshop que nós tivemos. Mas morando na Itália, eu acabo lidando com muitos deles, pessoas que migram do próprio país buscando oportunidades melhores. Exatamente como fiz em 2005 quando saí do Brasil e fui para a Itália, então eu sei a dificuldade que é, eu mesmo passei por isso, você sair do seu país de origem e recomeçar. Então eu trouxe essas histórias comigo para o nosso folhetim.

Como está sendo voltar para as novelas brasileiras?

Para mim é um presente. Estar trabalhando na Globo é sempre um prazer enorme. Eu me sinto lisonjeado e fico com orgulho de poder trabalhar com esses profissionais que estão aqui, o Herson Capri, a Letícia Sabatella e com o elenco jovem, a Alice Wegmann, o Renato Góes e a Julia Dalavia. Principalmente com a direção do Gustavo Fernandes que é excelente, a direção-geral do André Câmara e toda a equipe deles. E sem falar na dupla Thelma Guedes e Duca Rachid. Eu fui abençoado e presenteado com esse papel.

Você vai mudar de vez para o Brasil?

Não, de vez não. A minha base é a Itália porque os meus filhos (Gaia, de 8 anos, e Elia, de 5) moram lá, eu venho para cá para trabalhar. Quando tem trabalho eu venho feliz da vida, mas quando tem um espaço eu volto para lá mais feliz ainda. Os meus filhos são a minha base.

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