Bruno Ahmed: “Não ligava para a opinião da galera, seguia coração”

Ator, o Enzo de Malhação, é cria dos palcos e sonha com carreira internacional


  • 16 de maio de 2018
Foto: Divulgação


Por Luciana Marques

Com a carreira iniciada no Teatro Tablado, aos 13 anos, Bruno Ahmed, hoje com 27, ressalta que “a caminhada nas artes é longa, e com muitos nãos”, mas que é preciso fé e perseverança. Assim, ele vai trilhando sua trajetória. Atuou em peças como Solidão a Dois, Meninas e Meninos e o musical Toda Forma de Amor. Entre os trabalhos na TV, esteve em Os Dez Mandamentos, Em Família e Rebelde.

Esta semana, ele acabou a sua participação com destaque merecido em Malhação: Vidas Brasileiras. Na pele do aluno simpático e boa pinta do 2º grau Enzo, ele acabou gostando de Úrsula (Guilhermina Libanio), e os dois se envolveram. Mas o personagem ficou naquele dilema sobre o que os outros iam achar de ele se envolver com uma menina gordinha, “fora dos padrões”.

Na entrevista ao Portal ArteBlitz, o ator, que estudou em Los Angeles no Estúdio de Ivana Chubbuck com os mestres Michael Monks e Chris Holder, revela que isso já aconteceu com ele na vida real, e foi ele quem levou um “fora” da garota.

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O que instigou mais você ao interpretar o Enzo nessa temporada de Malhação? 

O dilema do personagem, o fato dele gostar de verdade da Úrsula, mas ter medo do que os outros vão pensar. E o desafio de humanizar o personagem e não deixar ele cair no estereótipo do preconceituoso ou do babacão.

Acredita que há muitos casos assim que, pela insegurança da juventude, acabam renegando um sentimento por causa do que “os outros vão achar”? 

Tenho certeza que tem. Ensino médio é uma fase de muitas mudanças, descobertas e de afirmação. Muitas amizades e namoros sofrem por conta dessa insegurança.

Que tipo de adolescente você foi, também ficava receoso de “não seguir as regras” para ser bem visto pelo grupo, ou fazia o que o seu coração mandava? 

Eu tinha meu grupinho de amigos, mas me misturava. Era popular, gostava de jogar bola e estudava em grupo. Não ligava para a opinião da galera, seguia meu coração.

Você ficaria ou namoraria uma menina gorda, fora dos "padrões de beleza", já aconteceu algo parecido com você?

Já fiquei sim, na época do ensino médio. Ficamos por um tempo e ela terminou comigo (risos).

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Como tem sido a sua caminhada nas artes desde o início no teatro, aos 13 anos? 

A caminhada é longa, com muitos 'nãos'. É preciso ter muita fé e perseverança. Sempre acreditei no estudo também, então nunca parei de estudar. Busco pelos testes e pelas oportunidades de mostrar o trabalho. Os palcos são ótimas escolas. Tento sempre estar atuando. Não consigo me afastar, a paixão pela arte é muito grande. E sinto o mesmo dela por mim (risos).

Teatro, novela ou TV, ou os três se complementam?

Com certeza se complementam. Cada veículo tem suas peculiaridades, mas é importantíssimo o estudo e o trabalho em cada uma dessas áreas para o crescimento do ator.

Quais são os seus sonhos na carreira? 

Meus objetivos são uma carreira nacional sólida e uma carreira internacional também. Estou me preparando para atuar em produções no Brasil e fora.

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