Bia Arantes: “Ralei muito, agora venho colhendo os frutos”

Atriz está ruiva para viver a ambiciosa Valéria, que “age pelo ego”, em Órfãos da Terra


  • 07 de abril de 2019
Foto: Globo/Selmy Yassuda


Por Luciana Marques

* A entrevista completa você vê no vídeo abaixo.

Aos 26 anos, Bia Arantes vive um momento de solidez na carreira.  Após se destacar como a bruxa Brice, em Deus Salve o Rei, em 2018, ela já está de volta às tramas como a ambiciosa Valéria, de Órfãos da Terra. Nos últimos tempos, fez trabalhos densos também no cinema, como O Filme da Minha Vida e Rota de Fuga, além de espetáculos como o musical Léo e Bia. “Acho que essa crescente, esse momento que vivo se deve a uma maturidade mesmo, a estudo e à dedicação. Ralei muito!”, ressalta.

E a sua Valéria promete bons momentos na trama. A personagem é namorada do fotógrafo Bruno (Rodrigo Simas) e vai aprontar por conta de sua ambição, colocando em risco a relação. “Ela não é só uma vilã que faz maldade por maldade, ela age muito por conta do ego”, explica a atriz. Ela diz ainda ter curtido o novo visual da jovem, que é toda tatuada e bem antenada na moda. “Nunca tinha ficado ruiva nesse tom. Adorei”, diz.

Valéria (Bia Arantes). Foto: Globo/Paulo Belote

Como é a Valéria?

Ela é bastante humana, uma menina machucada. Ela tem um começo de vida difícil, cresceu precisando correr muito atrás das coisas, nunca teve nada de mão beijada. E isso acaba acarretando uns desvios na personalidade dela. Então ela se tornou uma mulher muito prática, objetiva, ela sabe o que quer. E essa praticidade vira uma ambição, ela começa a perder os valores dela, fica muito impulsiva, maluca e muita confusão vem aí.

Ela vai judiar do Bruno, né?

É e não é... Ela gosta do Bruno, é completamente apaixonada por ele. E quando os valores dela acabam atrapalhando um pouco ela sofre bastante. Ela judia, mas é judiada. É um personagem muito bom, muito rico. E eu sempre tive a sorte de pegar personagens  densos. Então ela não é só uma vilã que faz maldade por maldade, ela age muito por conta do ego. E isso é completamente possível, temos muitas pessoas assim no mundo.

 

 

E esse visual novo para a personagem?

Ela é uma menina moderna, toda tatuada, superpaulistana. E eu adoro o visual dela, esse tom ruivo. As unhas de Valéria são um pouquinho diferentes também...

Recentemente você fez um papel forte em Deus Salve o Rei, vem  numa ascenção bacana, fazendo novela atrás de novela... Como  avalia isso tudo, tem acontecido no tempo que deve ser?

Eu nunca tinha pensado em ser atriz, mas acabou acontecendo. Aprendi muito na televisão, e depois percebi que o meu sonho era cinema. Me recolhi desse momento da TV, fiz os filmes que eu queria, fiz teatro. E ao longo desse tempo estudei muito. E deste então, eu venho colhendo os frutos na televisão, no cinema, no teatro. Eu ralei pra caramba! Então esse crescente que você falou se deve à maturidade mesmo, ao estudo e à dedicação. Estou feliz de estar sendo presenteada com personagens tão legais.

Qual a importância da trama passar essa mensagem de empatia?

Eu acho muito importante poder expor um problema político tão atual e externo como o dos refugiados. É engraçado como o brasileiro gosta de discutir política interna, a gente fala muito das nossas coisas, de maneira leve, a gente não pesquisa, não vai atrás, fala-se muito de fofoca, da vida de não sei quem... E a gente não fala tanto de um problema como esse. O número de refugiados cresceu muito no mundo. E eu acho legal a gente poder entrar na casa das pessoas às 18h e falar de um tema político de uma maneira tão delicada, sensível. A novela está linda, emocionante. Então é uma alegria pra mim trabalhar com o que gosto e poder acessar uma mensagem tão necessária para a sociedade.

 

 

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