Alanis Guillen, a Rita: “Me identifico com a força, o pé no chão dela”

Atriz estreia como a protagonista de Malhação, que viverá saga para ter guarda da filha


  • 17 de abril de 2019
Foto: Globo/Estevam Avellar


Por Redação

*Entrevista completa também disponível em vídeo, abaixo.

Assim como a personagem Rita, de Malhação: Toda Forma de Amar, Alanis Guillen é uma jovem forte, que preza por justiça e acredita que cada dia é um novo amanhecer, com novas possibilidades. E foi assim, agarrando as oportunidades que lhe foram oferecidas, que a atriz de 20 anos conquistou o seu primeiro papel na TV, já como protagonista. “Foi mais um passo na minha vida importante e de muito valor. Mas eu me respeitei muito, teve um momento que fiquei só na escola, depois só no teatro, só na publicidade, depois que falei, vou tentar novela...”, conta.

De jeito doce e muito simpática, Alanis mostra-se totalmente focada no novo trabalho. E promete emocionar com a história de sua personagem. Logo no primeiro capítulo, exibido nesta terça-feira, 16 de abril, ela descobriu que a filha que pensou estar morta, na verdade está viva. E a partir de agora, começará a sua saga para brigar pela guarda da garota de 1 ano, que já é criada pelo casal Lígia (Paloma Duarte) e Joaquim (Joaquim Lopes). Os dois são pais do jovem Filipe (Pedro Novaes), com quem Rita vai se envolver. 

Foto: Globo/João Miguel Júnior

Fale um pouco sobre a sua personagem...

A Rita é uma menina-mulher, maravilhosa. Ela é da Baixada Fluminense e chega na Zona Sul depois que ela descobre que a filha que achava que estava morta, está viva. E ela vai caminhar em busca desta criança, deste pedaço dela. E o que ela mais quer é poder ver a filha, explicar que ela não abandonou a filha, mas que sofreu uma injustiça. E ela vai lutar com toda a garra, o amor, a força, porque ela é muito determinada.

 

 

Há alguma identificação entre você e a Rita?

Me identifico com essa força, esse pé no chão, essa garra, se eu tenho um caminho para seguir, eu vou. Cada dia é um dia, um novo amanhecer, conquistar, no caso da Rita, a filha, no meu caso, a vida. E a maturidade... A gente olha para o mundo de uma forma parecida, em questão de justiça, ela clama muito por justiça, eu também.

Mas aí vai ter também o outro lado, daquela outra mãe, daquela outra família que adotou o bebê, né?

Pois é, ela descobre também que a menina foi adotada pela família do Filipe, aí tenta se aproximar de todas as formas dessa família, para tentar ter a filha de volta. Ela quer se explicar para a família, essa criança nasceu de mim, ela tenta uma aproximação, mas eles não reagem bem. Ela pede para eles olharem um pouco para ela também. Nesse caminho ela se cruza com o Filipe...

Filipe (Pedro Novaes) e Rita (Alanis Guillen). Foto: Globo/Estevam Avellar

Vai acontecer alguma coisa entre os dois?

O primeiro momento é de conflito, ele diz: 'Não chega perto da minha irmã'. Mas depois ele vai começar a olhar para a Rita de uma forma mais humana, vai perceber que ela tem os direitos dela. E nesse olhar mais profundo para ela, vai despertar sentidos. Acho que vai dar uma boa química, mas tudo pode acontecer. A gente ainda está descobrindo o que é isso. Mas o grande objetivo dela é ter a filha.

Como chegou o convite de Malhação até você?

Eu sou de São Paulo e lá eu fui fazer um registro. A minha agente me levou para fazer um registro, como todos os atores fazem para tentar testes. Assim que eu fiz, um mês depois uma produtora me ligou para fazer um teste de um outro produto. Mas Malhação estava precisando dessa personagem, e eu não fiz parte do projeto que eles já estavam fazendo. Em dezembro o diretor daquele outro projeto me liberou para fazer o teste de Malhação.

Qual foi sua reação quando você passou no teste?

Foi muita alegria, um momento de muita gratidão, de tudo, de olhar para trás e ver tudo o que você fez, todo o estudo e tudo que eu acreditava se materializando.

Alanis com os colegas de cena que formarão o grupo de zap Deu Ruim. Foto: Globo/Estevam Avellar

A maior parte da história gira em torno da sua personagem. É difícil chegar e já ganhar um papel de tanto destaque?

É o meu primeiro trabalho em uma novela, em um meio tão grande e tão amplo. Eu vim do teatro e havia acabado de fazer uma peça em que a personagem conduzia a história. Mas realmente é muito diferente fazer uma novela que cada mês você não sabe o que esperar, o que o autor vai propor. Porém tem um lado maravilhoso, que é você se libertar e entrar no jogo. A Rita conduz muito a história, mas todos ali fazem parte. Sem eles não dá para contar a história da Rita. É entender muito esse lugar dessa garota, que vai lutar e trilhar esse caminho longo, denso e difícil.

Essa é a primeira personagem que você faz que é mãe?

Sim! É um lugar muito delicado quando a gente vai compreender algo que não passou por você. Mas isso que é o muito legal na nossa profissão, é poder se abrir para a Rita me ensinar muita coisa. Eu estou olhando para outras mulheres e outras pessoas de uma forma diferente. É um olhar observador e de troca, eu acho que estou bebendo muito dessas fontes das mulheres, das crianças, dessa relação com a minha mãe. E de cada um que possa me trazer alimento.

 
 

 

Pedro Novaes: “O amor cura, pacifica. Precisamos falar de amor”

Canção Paula e Bebeto é abertura de Malhação: Toda Forma de Amar



Veja Também