Sandra de Sá: “Não tem nada consolidado, quero sempre evoluir”

Com mais de 35 anos de profissão, cantora exalta desafio no Show dos Famosos


  • 29 de abril de 2018
Foto: Globo/Marília Cabral


Uma das maiores cantoras brasileiras, Sandra de Sá já recebeu títulos como Rainha do soul brasileiro e Tim Maia de saias. Seus sucessos como By By Tristeza, Retratos e Canções, Olhos Coloridos, Solidão, Joga Fora e outros, são cantados até hoje com euforia pela público.

Mas mesmo tempo alcançado esse patamar na música nacional em mais de 35 anos de carreira, ela é modesta. “Não tem nada consolidado, quero sempre evoluir”, avisa. E Sandra está provando que não tem medo do novo e de se desafiar.

Ela é uma das integrantes do Show dos Famosos, do Domingão do Faustão, e tem dado um verdadeiro show. Ela já “lacrou” em performances como Maria Alcina e Jamelão. “Eu quero aprender. Então, onde tiver esse caminho, evolução, vida, eu estou”, ressalta.

Viva Sandra de Sá!

Sandra encarna o sambista Jamelão. Foto: Globo/Divulgação

Ao assistir as apresentações da primeira temporada, você chegou a se imaginar participando um dia do Show dos Famosos?

Eu falava assim: ‘caraca, aí, eu não entro numa dessa não’. Mas isso foi no começo, depois você vai percebendo o programa e o que ele significa. Muitas vezes eu vi o Faustão falando do programa e tocando numa tecla que eu acho essencial para o ser humano, que é a disciplina. A gente está sempre precisando se organizar, se disciplinar. Eu acho que mais do que um privilegio, é a oportunidade de você se conhecer e conhecer pessoas. De repente, são pessoas que você não conhece e vai passar a conhecer, que você não percebeu o quanto estavam dentro de você. Eu acho demais. Eu quero fazer aquela parada de quando a gente é pequenininha e fica no espelho imitando as pessoas, de repente até trazer essa criança. O Show dos Famosos é como você estar no banheiro imitando alguém e, de repente, abrem a porta e você toma um susto.

Você é uma artista que tem uma carreira consolidada, e no Show dos Famosos você precisa se expor ao interpretar outros nomes da música. Por que topar esse desafio?

Porque não tem nada consolidado (risos). Já me perguntaram se eu era uma pessoa consolidada e eu respondi que graças a Deus, não. Eu acho que a gente vai se realizando a cada momento da vida. Eu tenho o maior orgulho de falar que tenho 62 anos e me sinto começando, porque agora que eu estou começando a entender uma série de coisas que eu não entendia quando eu tinha 52, 42, 32, 22, 12 e 02 anos. Agora eu tenho mais ferramentas, mais conhecimentos, sei que posso aprender mais. Como falei no começo, eu quero evoluir, eu quero aprender. Então, onde tiver esse caminho, evolução, vida, eu estou.

Foto: Globo/Marília Cabral
 

Foi difícil escolher os artistas para você interpretar?

Difícil. Eu gosto de muita gente. Eu sou muito gulosa (risos). Eu gosto de muita gente, desde de décadas e décadas atrás, como a garotada que está vindo agora. O legal é isso, a gente manda um listão imenso e deixa na mão da galera.

Quem você acredita que é um forte competidor?

Eu acho que todo mundo é páreo duro aqui. Está todo mundo a fim de se divertir, de trocar, de crescer. A parada aqui é essa, crescer, evoluir e se conhecer. Exercitar respeito, que eu acho que é uma parada que está precisando no mundo. Acho que tudo que acontece no mundo, guerras, essas coisas, é falta de respeito e educação. De certa forma, a gente está aqui para se educar, para se respeitar, para se amar e aprender mesmo, a saber mais do outro. Isso acaba respingando em si próprio, a gente acaba se conhecendo mais também. Eu acho bacana.”

Sandra homenageia Maria Alcina. Foto: Globo/Divulgação
 

Como está sendo a relação com a equipe nos bastidores?

Eu tenho uma esponjinha que, de vez em quando, uso no cabelo e a menina já pediu para fotografar a esponjinha porque eles vão comprar uma e vai ter uma igualzinha na minha sacolinha: a esponjinha e a pasta. Eles falam: ‘se você estiver em casa sozinha querendo estudar, pode vir para cá que a gente arruma uma salinha’. É família, é papo de mãe. Nem é papo de mãe, é papo de avó (risos).

Qual o segredo para manter o sucesso?

Não tem segredo. O segredo é não ter segredo. É você viver naturalmente, não ter medo de respeitar as pessoas porque hoje em dia, eu acho, que estamos meio equivocados com certas coisas. Tem pessoas que têm medo de respeitar os outros, de gostar dos outros. Tem gente que tem medo de ser feliz, e eu gosto disso tudo. Eu gosto de ser feliz, de amar as pessoas, eu acho o ser humano a maior invenção que já aconteceu nesse universo. E eu sigo assim, naturalmente, gostando e fazendo as coisas que eu gosto. Na hora de ser dura, se for preciso, eu também sou. Mas, geralmente, não precisa, a gente leva tudo na paz.



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