Tiago Abravanel: “O objetivo é chegar na energia do artista"

Ator fala da experiência de participar do timaço do Show dos Famosos


  • 07 de abril de 2018
Foto: Globo/Marília Cabral


Por Redação

Quem teve a oportunidade de assistir Tiago Abravanel no fenômeno teatral Tim Maia - Vale Tudo o Musical, vivendo o personagem-título, sabe da tamanha entrega do ator no palco.

Agora, fazendo parte do time do quadro Show dos Famosos, do Domingão do Faustão, ele quer ter uma nova experiência especial. “Poder viver o que vivi com o Tim com outros personagens, só me dá mais vontade ainda de me entregar ao quadro”.

No último domingo, 1º de abril, Tiago arrasou ao performar a diva Gloria Gaynor. “Não sei descrever o que senti”, disse ele.

De Gloria Gaynor, Tiago entre os colegas Mumuzinho, Alessandra Maestrini e Naiara Azevedo. Foto: Reprodução Instagram

Como está sendo a experirência de participar do Show dos Famosos?

Esse projeto é divertidíssimo, foi um sucesso ano passado. Eu fui fã do quadro, e hoje poder estar nesse timaço, com esse elenco incrível, sabendo de tantos artistas que a gente pode homenagear, cada um dentro do seu estilo, dentro da sua vibe. Então, eu estou muito feliz de participar de mais um quadro do Faustão, como eu já tive a honra de participar do Dança dos Famosos.

Quando o assunto é performar grandes artistas, você já tem uma experiência de sucesso interpretando o cantor Tim Maia, não é?

O Tim Maia talvez tenha sido um dos processos mais parecidos que eu já tenha vivido. E eu acho que o que eu vivi no Tim Maia foi tão especial que poder viver isso na pele de outros personagens só me dá mais vontade de querer me entregar para o quadro, como eu me entreguei quando fiz a peça do Tim.

E você está tendo dificuldade nas preparações?

 

Existiram muitas questões. A gente gosta de muita gente, se identifica com muitos artistas, mas existem perfis e, inclusive, vocais para a gente se aproximar da voz de alguém, o que mais se assemelha, o que é possível fazer com a minha voz para chegar no timbre daquele artista. Eu fiquei com essas encanações muitas vezes, até o momento que eu cheguei e falei assim: ‘estou homenageando, estou fazendo uma homenagem’. Óbvio que a gente quer chegar o mais próximo possível, mas eu acho que a gente está falando da energia daquela pessoa, porque senão eu só ia poder fazer gente acima do peso? Então, eu acho que esse desafio também é para a gente mostrar para o público que o objetivo do quadro e o desafio de interpretar outro personagem, por mais que fisicamente não seja tão parecido, é a entrega que a gente faz. É o trabalho de cada um que está dentro dessa equipe, tanto na maquiagem, no figurino, no preparador vocal, na preparadora corporal. São inúmeras questões que fazem com que aquele personagem aconteça da melhor maneira possível. Então, eu tentei não me limitar em relação a isso, falei assim: ‘não é porque eu sou gordinho que não vou poder fazer alguém que dance muito, por exemplo’. É isso!

Foto: Globo/Marília Cabral

Qual característica ou habilidade sua pode ser usada como um diferencial no quadro?

Eu gosto de dançar, acho que isso pode ser uma coisa positiva para o programa. Acho que essa superação também está em de que forma você pode defender esse personagem para tocar no coração das pessoas, sem que seja a imagem igual, digamos assim.

Quem você acredita que será um grande competidor no quadro?

Eu acho que o fato de trabalharmos com atuação pode parecer ter uma vantagem, digamos assim. Porém, a gente carrega uma responsabilidade maior que os cantores. A Sandra de Sá, Naiara Azevedo, Paulo Paulo Ricardo, que vieram da música e não tiveram nenhuma experiência como atores, eles têm toda uma legião de fãs, têm a coisa de ser a surpresa. Eles não carregam, talvez, tanta expectativa quanto eu, a Alessandra Maestrini, a Helga Nemeczyk e o Silvero Pereira. Pelo fato de sermos atores, as pessoas já olham assim: ‘ah, para vocês é fácil’. E não é assim, para a gente é tão desesperador quanto para eles. Talvez, a gente tenha mais facilidade com relação ao entendimento disso, mas na hora do palco todo mundo está no mesmo barco.

Tem espaço para a competição dentre esse elenco?

Tem, porque afinal de contas é uma competição. Eu acho que a gente não pode pensar na competição como objetivo final e principal. A competição é inevitável porque é um reality, mas eu levo como paralelo o Dança dos Famosos que eu fiz e me diverti. Eu fiz amigos, tive experiências incríveis, não só de aprender a dançar ritmos diferentes. Se cheguei na final foi por muito empenho, dedicação, mas, principalmente, eu me entreguei para me divertir no projeto. Acho que isso pode levar todo mundo a um sucesso do programa, mais do que a competição. Ainda mais, porque todo mundo vai chegar até a final.

Você está tendo que conciliar o quadro com outros projetos da carreira?

Na mesma semana da estreia do Show dos Famosos, estreei A Pequena Sereia, da Disney, em São Paulo, no Teatro Santander, fazendo o Sebastião. Um personagem delicioso, divertidíssimo, com a sua peculiaridade na versão brasileira. É uma grande produção com figurinos incríveis, um cenário maravilhoso e que espero que todo mundo possa curtir a peça também, que fica em cartaz até julho.



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