Igor Rickli vive ateu em Apocalipse, sua terceira trama bíblica

“Minha religião é amor, respeito. Gosto do que ajuda o ser humano a evoluir”


  • 01 de janeiro de 2018
Foto: Munir Chatack / Record TV


Por Redação

Após A Terra Prometida, em 2016, e O Rico e Lázaro, em 2017, Igor Rickli vive mais um protagonista em Apocalipse, da RecordTV. Desta vez, ele dá vida ao generoso Benjamin Gudman. Na trama de Vivian de Oliveira, o hacktivista - um hacker do bem que invade sistemas para ajudar quem precisa, como vítimas de pedofilia, chantagens, scammer -, irá liderar junto a sua amada, Zoe (Juliana Knust), os Santos da Resistência, que lutarão contra as forças malignas do Anticristo (Sergio Marone).

Em sua terceira trama bíblica consecutiva, o ator, que na ficção vive um ateu, garante que sua religião é: amor e respeito. “Gosto de tudo o que ajuda um ser humano realmente a evoluir”, diz ele, que é pai do fofo Antonio, de 3 anos, do casamento com a cantora Aline Wirley.

Com Aline e Antônio. Foto Reprodução Instagram

Estreia no musical Hair

Natural de Ponta Grossa, Paraná, Igor começou no teatro cedo, aos 6 anos, na igreja que a família frequentava. Já na adolescência, produzia os próprios espetáculos. Aos 18 anos, foi morar em São Paulo para seguir a carreira de modelo.

Em 2006, se mudou para o Rio em busca do sonho de ser ator. Sua estreia nos palcos foi como o protagonista Berger, no musical de sucesso Hair. Depois, com seu talento e determinação, Rickli foi traçando seu caminho nas artes. Viveu Mick Deans no também musical Judy Garland – O fim do arco-íris. Sua estreia na TV foi em 2013, em Flor do Caribe, como o vilão Alberto Albuquerque.

No musical Hair. Foto: Reprodução YouTube

Benjamin é ateu. Explique a sua relação com religião.

Não tenho nenhuma religião específica até porque cresci com o meu pai falando que a verdadeira religião é o amor. E quando você tem amor, está tudo certo. Eu já dou uma adicionada ao respeito. Amor e respeito, essa é a minha religião. É o que eu procuro colocar no meu dia a dia, na minha casa, com as pessoas que convivo. Acho que isso faz toda a diferença e me faz respeitar as outras religiões. Acho que a gente tem que aprender a respeitar a opinião do outro, tem que olhar o outro, cada um tem o seu tempo de evolução. Não posso dizer para alguma pessoa que ela tem que fazer isso ou aquilo. Cada um faz o que pode fazer no seu momento. As religiões estão aí para ajudar a pessoa a se religar, a se conectar. Aí depende de você, de como você se encontra e o que é melhor para você.

"Não tenho nenhuma religião específica, até porque cresci com o meu pai falando que a verdadeira religião é o amor. Eu já dou uma adicionada ao respeito. Amor e respeito, essa é a minha religião."

Você citou a questão da falta de respeito, intolerância em que estamos vivendo... Acha que seja o que mais falta hoje nas pessoas?

Intolerância zero. Acho que a gente está num momento justamente de entender e agregar. Jesus pedia isso. Pelo amor de Deus, “amai-vos uns aos outros”. Independente da sua cor, sexo, gênero, escolhas, religião, você tem que amar o outro realmente. Isso é um mandamento! Uma ordem, um legado que ele deixou pra gente. E a gente esquece, a gente fica levantando bandeira. Eu não acredito em bandeira, eu acredito em verdade e amor.

 

Foto: Munir Chatack/ReordTV

Como está sendo praticamente emendar uma novela na outra com um personagem protagonista?

É muito curioso e legal, porque é muito bom trabalhar. É pauleira, as novelas são grandes, exigem bastante da gente. Mas foi inusitado e muito bem aceito. Estou extremamente empolgado! É muito legal poder mudar o registro, sair dos vilões para vir para um personagem do bem.

Como faz para “mudar a chave”?

Estudar, entender que cada personagem tem uma frequência, uma vibração, um jeito. Por exemplo, o Benjamin é o oposto do Zac. É outra energia, outra forma de pensar, de andar, de se portar. Acaba sendo prático depois de um tempo.

"Vivemos fase de intolerância zero. Acho que a gente está num momento justamente de entender e agregar. Jesus pedia isso: 'amai-vos uns aos outros'. Independente de cor, sexo, gênero, religião, tem que amar o outro realmente. Isso é um mandamento!"

Você teve que aprender alguma habilidade especial para viver o Benjamin?

Eu tive que aprender a andar de skate, o que me rendeu alguns tombos, mas foi no início. Agora aprendi e estou adorando. Nunca imaginei que eu fosse gostar de andar de skate. Só isso mesmo. De resto ele é muito próximo de mim.

Fale um pouco mais sobre o Benjamin...

O meu personagem é um desses caras que procura ser útil para o todo, de fazer a diferença. Ele não espera que ninguém faça, ele vai lá e faz. Ele procura não ser alguém que venha a prejudicar o espaço do outro, o meio ambiente, acho que isso já diz muita coisa nos dias de hoje. E o bom é que cada personagem ensina muito pra gente, você sai transformado, impossível não sair diferente depois de um trabalho como esse.

Foto: Munir Chatack/RecordTV

Você teve que aprender alguma habilidade especial para o papel?

Eu tive que aprender a andar de skate, o que me rendeu alguns tombos, no início. Agora aprendi e estou adorando. Nunca imaginei que fosse gostar de andar de skate. De resto ele é muito próximo de mim.

Benjamin também é um adorador de música clássica. É um ritmo também próximo a você?

Cresci ouvindo música clássica. Meu pai sempre escutou, colocou lá em casa Eu adoro, ouço quase que diariamente! Aprendi a tocar piano sozinho. Tenho uma ligação forte com o clássico em geral, até no estilo, minha casa tem muita referência clássica. Acho legal, gosto de valorizar essa linguagem mais rebuscada. Antigamente tinham várias coisas legais que, com a modernidade, o pragmatismo, vai se perdendo. 



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