Edmilson Filho, da série Cine Holliúdy: "Vivendo o meu sonho”

Cearense, intérprete do Francisgleydisson dirige curta nos EUA e é campeão de luta


  • 08 de maio de 2019
Foto: Globo/Estevam Avellar


Por Luciana Marques

* Entrevista completa também disponível em vídeo, abaixo.

Assim como o cabra desenrolado Francisgleydisson, de Cine Holliúdy, o seu intérprete Edmilson Filho é um sonhador. E mais do que isso, um vencedor! Cearense, ele já foi tricampeão brasileiro de taekwondo, mas a arte da atuação sempre foi uma paixão. O cinema, principalmente. Assim, com a parceria do diretor Halder Gomes, ele fez primeiro o curta-metragem que fala do embate da TV e do cinema nos anos 70, sucesso em inúmeros festivais, que virou longa e, agora, série. “É para a família inteira retomar aqueles tempos da comédia regional, onde todo mundo se diverte e com muita originalidade”, conta.

Ao contrário da maioria dos atores, Edmilson foi alçado ao sucesso pela sétima arte. E ele acha difícil, por exemplo, fazer uma novela no Brasil, até porque mora há quase 20 anos nos Estados Unidos. Mas como o próprio diz, nada é impossível. Tanto que ele acaba de dirigir um curta-metragem em Hollywood. “Assim como Francisgleydisson, não pode nunca deixar de acreditar nos seus sonhos”, diz. A nova série de humor regional da Globo acaba de estrear e será exibida todas as terças. Os 10 episódios já estão disponíveis no Globoplay.

Francisgleydisson (Edmilson Filho). Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

Conte um pouco mais sobre o seu personagem?

O Francisgleydisson, digamos, é a coluna vertebral dessa história, ele mantém um cineminha no interior do Ceará, que ele chama de Cine Holliúdy. Ele é um sonhador, um apaixonado pelo cinema, até que inicia essa grande batalha entre o cinema e a TV, com a chegada de novos personagens. Ele tem sempre que se reinventar, colocar novos filmes para o pessoal da cidade e para a sétima arte não morrer.

 

Você também é apaixonado pelo cinema?

Isso tem tudo a ver com a minha vida. Eu sou cearense, comecei através do cinema. Eu acho que a minha história foi um pouco ao contrário, a maioria dos atores do Brasil começam pela TV e depois vão para o cinema. E isso tem uma história grande, de verdade, dessa paixão que eu e o Halder, que é o diretor e criador desse universo, temos em comum.

Tem vontade de fazer novela?

Não... Eu não moro aqui, eu moro há 19 anos nos Estados Unidos. Para eu passar um ano no Brasil gravando uma novela seria difícil, mas ninguém nunca sabe o que pode acontecer. Mas eu amo mesmo cinema. Me mudei para o exterior por causa das artes marciais, o taekwondo, minha meta era a Olimpíadas. E ficar no Brasil, por falta de apoio, era complicado, então parei lá para passar seis meses, um ano, agora viraram 20.

Há algum trabalho seu já lá nos Estados Unidos como ator?

Eu tenho vários projetos para acontecer lá, eu acabei de dirigir um curta pós apocalíptico. Não é fácil um nordestino quebrar essa barreira do eixo Rio e São Paulo e fazer o que a gente está fazendo, é uma barreira grande, e a gente conseguiu. A mesma coisa do imigrante de qualquer lugar do mundo, fazer isso em Hollywood. Mas nada é impossível. Quando se faz um trabalho bem feito, você consegue mostrar seu talento, ter um reconhecimento, tudo é possível. Acho que isso é um pouco de Francisgleydisson, é sempre acreditar nos seus sonhos. Eu tenho isso, vivo isso, na verdade, estou vivendo o meu sonho. Isso é maravilhoso!

A série acaba se tornando um produto de representatividade, como é isso para você?

Eu acho que vai rolar uma identificação, porque a mocinha, a Letícia Colin (Marylin), é linda e maravilhosa. Ela vai estar com um cabra como eu que não é tão lindo, mas ele conquista o coração dela através da comédia, do cinema e da determinação.

Francisgleydisson (Edmilson Filho) e Marylin (Letícia Colin). Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

 
 

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