Ratinho completa 20 anos de SBT: “Quero morrer na televisão”

Ele diz ainda que está se acostumando a ser um pouco politicamente correto


  • 09 de setembro de 2018
Foto: Gabriel Cardoso/SBT


Ao completar 20 anos de uma sólida trajetória de sucesso no SBT, Carlos Roberto Massa, o Ratinho, é o convidado de Débora Bergamasco no Poder em Foco deste domingo, 9 de setembro, a partir da meia-noite.

Na entrevista, em que será sabatinado ainda pelos jornalistas Maurício Stycer, Cristina Padiglione e Leão Lobo, ele lembra o início da carreira, e diz que até alçar à fama, foi palhaço de circo, trabalhou em feira livre e vendeu churrasquinho em rodoviária.

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VONTADE DE SER ARTISTA EM SHOW DO MAZZAROPI

Durante o papo, Ratinho conta como surgiu a vontade de ser artista. "Nós fomos num circo em Jandaia do Sul e o Mazzaropi estava fazendo show nesse circo. Ele botou aquele monte de criança para cantar e eu era uma das crianças, mas era o menorzinho. E eu acho que eu era o mais engraçadinho e, segundo meu pai, ele pegou na minha cabeça e falou: 'Ó menino, você vai ser artista'", conta ele.

Ex-repórter policial, admite que um dos seus arrependimentos foi ter se metido no sequestro de Wellington Camargo, irmão de Zezé Di Camargo e Luciano, em 1999. “Fiquei com medo porque eu conhecia a quadrilha que estava com o irmão deles. Eu tinha certeza que, se eles não pagassem, ia acontecer alguma coisa com o menino. Me meti com medo. Mas era o trabalho da polícia, não era meu, eu estava errado”, conta.

Débora Bergamasco e Ratinho. Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Ele também avalia as mudanças na televisão com a chegada da tecnologia. Diz que iniciou com um programa de sensacionalismo, com um pouco de humor. Mas como a internet chegou com tudo dominando o sensacionalismo, ele resolveu ir para o entretenimento. "Sensacionalismo nunca vendeu para grandes empresas. Acho que o entretenimento vende mais”, afirma.

“QUERO SAIR DA TV EM UMA CADEIRA DE RODAS CARREGADO PARA O CEMITÉRIO”

Conhecido pelo seu jeito autêntico de falar na hora o que pensa, sem avaliar as consequências, ele garante que está tentando ser mais político. “Eu não me policio. Estou me acostumando a ser um pouquinho politicamente correto, mas não gosto”, conta.

Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Ratinho também falou que é apaixonado por política. “Política é a arte de mudar a vida das pessoas. Mas não tenho essa paciência. Não sou parlamentar. Sou meio ditador, não sirvo para parlamentar”, revela. E ainda falou sobre a época em que foi deputado federal, em 1990. “Foi a pior experiência da minha vida. Se tivesse que escolher vender espetinho de gato ou ser deputado, juro pelos meus filhos, voltaria a vender espetinho”, garante.

Por outro lado, ser apresentador é uma paixão tão grande, que ele não pensa em sair da telinha tão cedo. “Quero sair daqui em uma cadeira de rodas carregado para o cemitério. Quero morrer na televisão. Televisão pra mim não é trabalho, é um parque de diversões. Se eu pudesse morar no trabalho eu faria uma casa e moraria aqui dentro”, confessa.



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