Pérola Faria: “O Dancing ajudou a mostrar que posso fazer mulherão”

Em Topíssima, atriz encara desafio de viver vilã cômica em núcleo adulto


  • 25 de junho de 2019
Foto: Reprodução Instagram


Por Luciana Marques

*A entrevista completa em vídeo, abaixo.

Meiga, do tipo mignon, Pérola Faria pode até aparentar, à primeira vista, um tipo frágil. Mas quem a acompanhou na quarta temporada do reality Dancing Brasil, do qual sagrou-se campeã, em 2018, viu ali uma mulher gigante, focada, determinada e também sensual, se necessário. “Eu acho que o programa ajudou a mostrar que eu posso fazer um mulherão também, mesmo com 1,50m”, brinca.

Tanto que ela interpreta atualmente a interesseira Angélica, secretária da protagonista Sophia (Camila Rodrigues). “Quando me chamaram para a novela pensei que seria um papel na república, com os jovens. E depois que soube que seria a Angélica, falava, não é possível...”, conta. Mas mais uma vez, Pérola, de 27 anos, vem agarrando com unhas e dentes uma oportunidade. E ela tem divertido o público com a personagem.

Angélica (Pérola Faria).  Foto: Blad Meneghel/Record TV

Angélica (Pérola Faria).  Foto: Blad Meneghel/Record TV

O que tem sido mais prazeroso ao dar vida a esta personagem? Para mim tem sido um desafio porque a Angélica é uma vilazinha e tem também um lado engraçado, da comédia. Eu já fiz uma personagem divertida em Apocalipse, mas essa mistura de ser engraçada e meio malvada, nunca tinha acontecido. E também porque é uma personagem do núcleo adulto. E quando eu entrei, eu lembro de perguntar, gente, eu sou do núcleo da república, né? E eles disseram, não, você é secretária particular da Sophia. Eu pensei, como assim? Eu gravando do lado da Camila, aquele mulherão... Falei, não é possível, vai parecer uma criança. E eles falaram, não, você agora é adulta.

E muito ator que começa cedo acaba não tendo espaço após esta fase da transição, da adolescência, né? Quando a gente começa muito nova, às vezes demora para entender essa passagem. As pessoas não te veem como adulta e você fica um tempo sem trabalhar. E é muito legal que a Record enxergou esse lado.

Como você definiria a personagem? Ela não chega a ser vilã, principalmente porque essa novela tem tanto vilão sinistro, que a Angélica, tadinha, é santa ao lado deles. Mas é amiga da onça. E a gente sempre conhece alguém que já teve uma amiga assim na vida, interesseira. Ela pede as coisas no cartão da Sophia, gasta o dinheiro dela. Angélica é bem sanguessuga. Fora isso, ela faz fofoca da Sophia o tempo inteiro com a mãe dela, a Lara (Cristiana Oliveira), que também não vale nada. A Lara paga a Angélica para contar todos os segredos da Sophia.

Foto: Blad Meneghel/Record TV

Você acha que o público vai se surpreender ao ver você num papel assim? Eu espero que as pessoas se surpreendam, porque é diferente de tudo o que eu já fiz. E esse lado do humor, eu acho a parte mais difícil. Eu pensava que a coisa da vilã seria mais difícil, mas a comédia tem um tom certo. Eu espero que o público curta, até para ela ser perdoada com esse lado cômico, senão eu vou ser odiada por todos... E eu sou do bem (risos).

Você buscou alguma referência para a Angélica? Vi alguns filmes com chefona e secretária particular. Mas o Foguinho (diretor Rudi Lagemann) me deu uma referência específica que foi a secretária do filme O Diabo Veste Prada, a ruiva, vivida pela Emily Blunt. E eu precisava de uma luz, ela é realmente nojenta, mas é engraçada, a gente não consegue ter raiva dela.

 



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