Marianna Alexandre estreia na TV como a doce Amarilis de Gênesis: “Ela é luz”

Destaque em musicais e na dublagem, atriz fala do desafio na trama e também ao viver Celly Campello no cinema


03 de setembro de 2021

Foto: Pino Gomes

Com apenas 20 anos, Marianna Alexandre já passeou por várias vertentes das artes. Nos palcos, atuou em musicais como Se Meu Apartamento Falasse e A Noviça Rebelde, onde alternou a personagem Liesl com Larissa Manoela. Já na dublagem, em cinco anos de experiência, teve sua voz em filmes, séries e animações, como Annabelle 2, Homem Aranha de Volta ao Lar e Gabby Duran – Babá de Alliens. No cinema, em 2022, poderá ser vista na pele de Celly Campello, em Um Broto Legal, cinebiografia musical da estrela, referência da Jovem Guarda.

Mas na TV, ela faz só agora a sua estreia. E é na última fase – José - da superprodução Gênesis, que já está no ar. Marianna interpreta a doce e alto astral Amarilis, irmã do Faraó Sheshi (Fernando Pavão). “Para mim ela é luz, é aquela pessoa feliz, sempre sorridente. Mas também não tem nada de bobinha, quando tem que se impor, se impõe”, conta. Na entrevista, Marianna fala sobre como foi a adaptação ao ritmo frenético de gravações de uma novela, sobre a troca com os parceiros de cena, o início na carreira e a expectativa com o novo filme.

Amarilis (Marianna Alexandre). Foto: Blad Meneghel/RecordTV

O que instiga mais você ao atuar nessa superprodução? Acredito que contar uma história de grande domínio público, como Gênesis, representa uma grande responsabilidade, tendo um enorme peso para a carreira de qualquer ator. Apesar de minha personagem não estar na Bíblia, me sinto honrada por poder complementar um pouco mais esse enredo, que carrega um importante significado para tantas pessoas. Sempre que assisto aos capítulos, consigo identificar situações que vivemos até hoje, então acho que eles podem funcionar como um exercício de reflexão de nosso próprio cotidiano. Como o slogan da novela diz: “para entender o presente, temos de voltar ao início.

Como você definiria a Amarilis? Ela é aquela pessoa feliz, sempre sorridente, que entra em um ambiente e todo mundo dá um sorriso também, é aquela pessoa solar. Eu gosto de definir ela assim e gosto muito dessa palavra para definir alguém que é 'pra cima' e eleva a energia do lugar. Ela é muito segura, gosta muito de estar com a família e preza muito por esses laços familiares. A Amarilis é mocinha, mas não é do tipo 'bobinha' não, quando ela tem que se impor, se impõe, quando tem que defender o irmão ela defende, ela corre atrás, faz de tudo por ele, e ao ponto até de ter alguns embates com a primeira esposa real... Ela não deixa nada por menos. É gente boa, tem um coração puro, mas isso não faz dela ingênua.

E como é a relação dela com o irmão, o Faraó? Essa relação dela com o irmão é bonita de ser vista, esse amor puro que inclusive ainda não foi muito retratado na novela e que vai mostrar curvas interessantes dos personagens, como um contraste que poderá ser visto no próprio Sheshi, sobre a forma como o Faraó é com os nobres, com os servos, e como ele é com ela, tão diferente... Penso que será um contraponto bem legal da novela.

Foto: Pino Gomes

A Amarilis se adapta bem ao palácio? Pois é, ela é uma personagem hicsa, ou seja, estrangeira, e por não ser do Egito, precisará se adaptar a um lugar totalmente novo pra ela, com costumes diferentes. Mas isso não será um problema, pois ela se adapta facilmente e logo tudo se torna uma grande aventura, legal e interessante, o que ajuda a despertar seu lado curioso e que vai colocá-la em situações bem importantes dentro da história.

O ritmo de gravação de uma novela é muito diferente dos palcos? O ambiente de televisão é bem diferente do que eu estava acostumada, é um ritmo frenético. Por isso, temos que estar 100% prontos e superabertos para a direção. Estou amando viver esse momento na minha vida. Tem sido intenso, mas só tenho a agradecer. Ao meu lado estão profissionais incríveis que tanto admiro. Fui muito abençoada em cair em um núcleo unido e generoso, que funciona como uma grande família. O Fernando Pavão é praticamente meu “maninho” mais velho, aprendo muito ao lado dele. Eu e a Samia Abreu já tínhamos estudado juntas, então reencontrá-la nesse trabalho foi uma surpresa maravilhosa. E a Kizi Vaz foi um presentão, sou fã dela.

Em que você se identifica com a personagem? Gosto de pensar que a Amarilis é parecida comigo, mesmo vivendo em uma realidade completamente diferente da minha. Ela é doce, gentil e angelical, ao mesmo tempo que é esperta, curiosa e muito apegada à família. Já a maior diferença que consigo identificar entre nós duas é que ela é um pouco impaciente, como será retratado em algumas ocasiões, enquanto eu procuro manter a minha calma.

Em que momento você viu que o seu caminho profissional seria a carreira artística? Depois que eu fiz o filme O Outro Lado do Paraíso, em 2016, de André Ristum, eu sabia que queria seguir a Arte como profissão, então comecei com os cursos de teatro em Brasília. Logo depois, me mudei para o Rio de Janeiro e, desde então, não parei mais de estudar. Cursei o Tablado por dois anos com o Cico Caseira, fiz cursos livres na CAL e entrei no Aprofundamento em Teatro Musical do Ceftem, sendo a aluna mais nova nele. Sempre sonhei em estudar no exterior e, em 2018, consegui concretizar ao ganhar uma bolsa de estudos para estudar Teatro Musical por um mês no New York Conservatory for Dramatic Arts.

Foto: Pino Gomes

Você dará vida no cinema à Celly Campello, no filme sobre a trajetória dela. Como foi essa experiência para você? Com certeza foi uma responsabilidade imensa interpretar a Celly, uma cantora tão importante e querida pelo Brasil. Costumo dizer que quando a personagem é fictícia temos uma liberdade maior de criação, diferentemente do que acontece com alguém que existiu de verdade, já que é preciso fazer com que o telespectador consiga enxergar aquela pessoa bem na frente dele. Todo o processo exigiu um outro tipo de dedicação e entrega, em que precisei internalizar muitos detalhes, e para a preparação, tive a oportunidade de conversar com pessoas que estiveram presentes na vida dela, como Dimas Oliveira e o irmão mais velho, Tony Campello. Também assisti à diversas entrevistas na internet, busquei fotos que mostrassem um pouco do seu dia a dia, e materiais que a retratavam nos palcos, tudo para aprender seus trejeitos e formas de cantar.