Michel Teló diz que vinda dos filhos o fez desacelerar agenda

Na fase de Ai Se Eu Te Pego, ele lembra de depender de remédio


  • 08 de agosto de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Por Redação

Tricampeão consecutivo do The Voice Brasil, o paranaense Michel Teló brinca que não tem tática certa para o programa. Tudo vai muito pela intuição. “Na verdade, tive alegria de fazer escolhas certeiras e deu certo. Aí depois deu certo de novo e mais uma vez. Nessa temporada, a gente vai continuar nessa linha. Quero me divertir!”, garante ele.

Dono do talvez maior sucesso cantado em português pelo mundo afora, Ai Se Eu Te Pego, o cantor sabe que dificilmente outro hit explodirá da mesma forma. Mas o mais importante, segundo ele, é ter vivenciado como nunca cada momento na época, em que chegou a fazer 240 shows no exterior.

Mas ele lembra que não foi fácil. Para segurar a onda naquele período, abusava de remédios para a garganta, por exemplo, se alimentava e dormia mal, e assim vivia doente. “Deus foi perfeito. Se tivesse filhos nessa época, ficaria louco por estar longe deles”, ressalta o astro, pai dos pequenos Melinda, de 2 anos, e Teodoro, de 1 ano, do casamento com a atriz Thais Fersoza. Agora, ele administra a carreira em função dos filhos, se apresentando mais nos fins de semana.

Foto: Globo/Raquel Cunha

Uma das mudanças do The Voice Brasil esse ano é que agora ele é exibido duas vezes por semana. Acha que mudou algo a partir disso?

Acho que o programa continua na mesma pegada, e ele já é bastante dinâmico. Com esse tempo a mais, poderemos contar mais a história das pessoas, e nós técnicos poderemos cantar e curtir mais. Nos últimos anos não tivemos tantas apresentações. Teremos mais tempo para nos divertirmos com o programa.

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E esse botão de bloqueio deixa o programa mais competitivo, né?

Eu acredito que sim, a ideia é essa. Ter um upgrade na brincadeira, na zoada. Isso é muito gostoso, temos muito carinho um pelo outro, mas na hora de escolher o candidato, não brincamos não.

Quando você entrou no The Voice há três anos, imaginava ser campeão três vezes?

Não imaginava. Ano passado mesmo, eu sentia que a Samantha Ayara (vencedora) estava crescendo e tinha uma estrela brilhando para ela. Quando veio para o meu time e a levei para a final, não consegui acreditar.

Depois de ser campeão várias vezes, você consegue enumerar as características que um bom candidato precisa ter?

Tem um momento que a luz dá aquele foco em alguém, algo de carisma, de emoção e as coisas acontecem. Primeiro, aqui precisa ter uma grande voz, e atitude também conta muito. E claro, aquela luz que brilha naquele momento certo.

Já foi comentado algumas vezes, que não é porque a pessoa ganha, que a pessoa consegue transformar uma canção em mega hit. O que você acha disso?

Existem muitos estilos musicais, os que são extremamente populares, e aqueles que são para um público seleto. A música é muito do cantor fazer o que ama. Muita gente que cantou no The Voice teve a vida modificada pela grande visibilidade gerada. Não são só os números, o mais importante é mostrar o trabalho, e a fama é muito relativa.

Com os filhos Teodoro e Melinda e a mulher, Thais Fersoza. Foto: Thalita Castanha

Esse ritmo intenso de treinamento no The Voice você consegue estabelecer parcerias com os candidatos do programa que já passaram?

Vai ser lançada agora uma parceria minha com a Samantha Ayara. Uma canção linda que fala de um pequeno gesto de ter acreditado de novo. O nome exato eu não sei, mas já cantei com outros participantes também. Fazemos de tudo para ver essa galera continuar.

Ai Se Eu Te Pego foi sucesso mundial como quase nunca visto. Você se cobra por um outro grande hit?

Teve a Copa agora, e lembrei de ter feito show na Croácia, na Rússia e estar vivendo aquele momento. Porque a gente sabe que dentro da música, esse momento que eu vivi foi muito especial, ter uma música cantada em português em outros países, historicamente, não teve. Fui abençoado! Então, curti cada momento. Pensei: 'Vou surfar essa onda, aquelas do Havaí, gigantesca, e vivê-la da melhor maneira possível'. A gente continua lançando canções, mas para você lançar uma de sucesso mundial acontece, raras vezes. E tive a alegria de viver isso, mas a gente tem que botar o pé no chão. Tive outras músicas que foram muito tocadas nacionalmente, Humilde Residência, várias outras. Teve o Bem Sertanejo que eu tive o prazer de criar e trazer para o Fantástico, uma produção do meu escritório, e entrar no The Voice... E ser papai, a minha melhor produção, claro.

Com a chegada dos teus filhos sua agenda de shows diminuiu?

Em 2011 e 2012 eram 240 shows viajando o mundo. Naquela época, a cada três meses, estava tomando remédio para segurar a onda, porque a garganta vivia inflamada, eue stava sempre doente. Não tem tempo para dormir, para se alimentar, para nada. Então, foi legal viver esse momento de muito trabalho. Se tivesse tido filhos esse época, ficaria louco por estar longe deles. Deus foi perfeito! Quando a Thais (Fersoza) ficou grávida, pedi para segurar a agenda porque eu quero estar em cada, ver meus filhos crescerem, porque é o melhor momento que alguém pode viver. Todo o final de semana tenho shows, mas tento administrar e, às vezes, até os trago para cá, para o The Voice...

Teló canta Por Trás da Maquiagem, com participação de Marília Mendonça, no DVD Bem Sertanejo. 

E como são carismáticos os seus dois filhos, hein?

Eles são demais! Melinda agora fica uma hora no berço cantando. E a gente acompanha na baba eletônica, ela começa, tem todo um repertório dela. Outro dia a Thais me mandou um vídeo que a Melinda estava no carro com ela e começou a cantar, 'Teodoro, Teodoro, assim você me pega, ai se eu te pego, hein, Teodoro? E cantava depois o nome da Thais, de toda a família em Ai se eu te pego. Eu fico louco!

Você e a Thais pararam por aí ou vão ter mais filhos?

Acho que um casalzinho já está bom não é? Nós estamos muito felizes!



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